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Corpo de Bombeiros é acionado 60 vezes por dia

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Willian Novaes
Do Diário do Grande ABC

14/03/2010 | 07:29


Completar 130 anos e ainda se manter no auge não é para qualquer instituição. O Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo alcançou esta proeza na semana passada, consolidando-se como uma das entidades mais respeitadas pelos brasileiros. No Grande ABC, o 8° Grupamento começou a atuar em maio de 1966. E nesses 44 anos, o reconhecimento da sociedade é o mesmo.

A corporacão conta com 508 homens na região. Em 2009, atendeu 21.608 ocorrências. Média de 60 por dia. Os bombeiros trabalham em 11 postos distribuídos nas sete cidades e em uma base operacional localizada na Vila de Paranapiacaba, em turnos de 24 horas de serviço por 48 de folga.

Pesquisa dos bombeiros mostra que 96% da população aprova o atendimento. "Talvez pela natureza do nosso trabalho. Saímos para ajudar. Desde pessoas presas em ferragens a animais em perigo, além de não entrarmos em atrito com a população", acredita o tenente Sérgio Morette.

A maioria de seus integrantes com quem o Diário conversou mostra-se apaixonada pelo trabalho e ansiosa pelo próxima ocorrência. "Não há salário que pague a recompensa de resgatar uma pessoa", define Morette.

Durante o turno de serviço, os policiais se exercitam, jogam futebol, nadam, almoçam, tomam banho, jantam e dormem, mas basta as caixas acústicas espalhadas por todos os cômodos do quartel anunciarem uma ocorrência para que comece a correria. A partir do alarme, o militar tem 30 segundos para estar dentro da viatura e saindo do quartel. À noite o tempo é um pouco maior: são 45 segundos para estarem a postos.

Caso o prazo não seja cumprido, o retardatário perderá a ocorrência e terá de responder a processo administrativo. "Tem de parar com tudo o que está fazendo e sair o mais urgente possível porque tem uma vítima nos esperando", diz Morette.

O Diário acompanhou por algumas horas o trabalho na unidade do bairro Campestre de Santo André. Constatou que em 20 segundos três militares conseguiram colocar o uniforme e sair com a ambulância do Resgate para atender ocorrência de acidente de trânsito, o tipo mais comum de chamado.

Por causa dos aumentos dos deslizamentos de terras e de inundações e enchentes no Grande ABC, uma equipe recebeu treinamento especial para salvamento aquático. O próximo passo do Corpo de Bombeiros é preparar simulação em grande escala para atendimento a vitimas de possível terremoto.

Central recebe 300 ligações diárias em média

A central de atendimento dos bombeiros da região atende cerca de 300 ligações diárias, com picos de 600 telefonemas. As chamadas são concentradas na sede administrativa do 8° Grupamento de Bombeiros. Mas muitas não geram atendimento de ocorrências.
Quatro policiais (que trabalham em turnos de 12 horas por 48 de folga) fazem a triagem e depois repassam a ocorrência para o superior, que determina o tipo de viatura e equipe que vai ser deslocada.

Segundo levantamento interno, 80% desses chamados são trotes ou pedidos de informações. Pelo conhecimento, os atendentes identificam os trotes com rapidez.

"Normalmente são crianças. Caso as ligações se tornem frequentes, nós comunicamos a Polícia Militar ou ligamos na casa de onde partem os chamados para conversar com os pais", conta o tenente Sérgio Morette.

Todos que trabalham no atendimento são treinados para solucionar algumas ocorrência pelo telefone, as mais comuns são de bebês engasgados com o vômito, mas também há ajuda em partos. WN

 
Labrador é mascote e ajuda no trabalho social da corporação

Ele é gordo, brincalhão, inteligente e presta serviços para a população. Não é nenhum policial experiente e fora de forma, mas sim o mascote do posto de Bombeiros do bairro Campestre, em Santo André, o labrador Snipper, 6 anos.

O cabo Renato Zeli, 43, que está há 22 anos na corporacão, adestrou o cão como parte de projeto de criação de um canil na unidade, mas a proposta não foi para frente.

Snipper, além de ser adorado entre os bombeiros e demais funcionários do quartel, também ajuda no trabalho social realizado pela instituição.

Os homens levam o cão para visitar as crianças doentes na Casa do Ronald McDonald ou recepcionar estudantes que vêm ao posto para conhecer o trabalho dos bombeiros.
"Ele é uma alegria, eu mesmo o adestrei para resgatar pessoas desaparecidas. Como não deu certo, ficou por aqui, mas nunca mordeu ninguém. É dócil, mesmo quando fica um monte de crianças em cima", diz o cabo Zeli.



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Corpo de Bombeiros é acionado 60 vezes por dia

Willian Novaes
Do Diário do Grande ABC

14/03/2010 | 07:29


Completar 130 anos e ainda se manter no auge não é para qualquer instituição. O Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo alcançou esta proeza na semana passada, consolidando-se como uma das entidades mais respeitadas pelos brasileiros. No Grande ABC, o 8° Grupamento começou a atuar em maio de 1966. E nesses 44 anos, o reconhecimento da sociedade é o mesmo.

A corporacão conta com 508 homens na região. Em 2009, atendeu 21.608 ocorrências. Média de 60 por dia. Os bombeiros trabalham em 11 postos distribuídos nas sete cidades e em uma base operacional localizada na Vila de Paranapiacaba, em turnos de 24 horas de serviço por 48 de folga.

Pesquisa dos bombeiros mostra que 96% da população aprova o atendimento. "Talvez pela natureza do nosso trabalho. Saímos para ajudar. Desde pessoas presas em ferragens a animais em perigo, além de não entrarmos em atrito com a população", acredita o tenente Sérgio Morette.

A maioria de seus integrantes com quem o Diário conversou mostra-se apaixonada pelo trabalho e ansiosa pelo próxima ocorrência. "Não há salário que pague a recompensa de resgatar uma pessoa", define Morette.

Durante o turno de serviço, os policiais se exercitam, jogam futebol, nadam, almoçam, tomam banho, jantam e dormem, mas basta as caixas acústicas espalhadas por todos os cômodos do quartel anunciarem uma ocorrência para que comece a correria. A partir do alarme, o militar tem 30 segundos para estar dentro da viatura e saindo do quartel. À noite o tempo é um pouco maior: são 45 segundos para estarem a postos.

Caso o prazo não seja cumprido, o retardatário perderá a ocorrência e terá de responder a processo administrativo. "Tem de parar com tudo o que está fazendo e sair o mais urgente possível porque tem uma vítima nos esperando", diz Morette.

O Diário acompanhou por algumas horas o trabalho na unidade do bairro Campestre de Santo André. Constatou que em 20 segundos três militares conseguiram colocar o uniforme e sair com a ambulância do Resgate para atender ocorrência de acidente de trânsito, o tipo mais comum de chamado.

Por causa dos aumentos dos deslizamentos de terras e de inundações e enchentes no Grande ABC, uma equipe recebeu treinamento especial para salvamento aquático. O próximo passo do Corpo de Bombeiros é preparar simulação em grande escala para atendimento a vitimas de possível terremoto.

Central recebe 300 ligações diárias em média

A central de atendimento dos bombeiros da região atende cerca de 300 ligações diárias, com picos de 600 telefonemas. As chamadas são concentradas na sede administrativa do 8° Grupamento de Bombeiros. Mas muitas não geram atendimento de ocorrências.
Quatro policiais (que trabalham em turnos de 12 horas por 48 de folga) fazem a triagem e depois repassam a ocorrência para o superior, que determina o tipo de viatura e equipe que vai ser deslocada.

Segundo levantamento interno, 80% desses chamados são trotes ou pedidos de informações. Pelo conhecimento, os atendentes identificam os trotes com rapidez.

"Normalmente são crianças. Caso as ligações se tornem frequentes, nós comunicamos a Polícia Militar ou ligamos na casa de onde partem os chamados para conversar com os pais", conta o tenente Sérgio Morette.

Todos que trabalham no atendimento são treinados para solucionar algumas ocorrência pelo telefone, as mais comuns são de bebês engasgados com o vômito, mas também há ajuda em partos. WN

 
Labrador é mascote e ajuda no trabalho social da corporação

Ele é gordo, brincalhão, inteligente e presta serviços para a população. Não é nenhum policial experiente e fora de forma, mas sim o mascote do posto de Bombeiros do bairro Campestre, em Santo André, o labrador Snipper, 6 anos.

O cabo Renato Zeli, 43, que está há 22 anos na corporacão, adestrou o cão como parte de projeto de criação de um canil na unidade, mas a proposta não foi para frente.

Snipper, além de ser adorado entre os bombeiros e demais funcionários do quartel, também ajuda no trabalho social realizado pela instituição.

Os homens levam o cão para visitar as crianças doentes na Casa do Ronald McDonald ou recepcionar estudantes que vêm ao posto para conhecer o trabalho dos bombeiros.
"Ele é uma alegria, eu mesmo o adestrei para resgatar pessoas desaparecidas. Como não deu certo, ficou por aqui, mas nunca mordeu ninguém. É dócil, mesmo quando fica um monte de crianças em cima", diz o cabo Zeli.

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