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Farmácia Popular atende
mais pacientes da rede privada

Setenta porcento dos usuários que compram remédio
a baixo custo em São Bernardo têm plano de saúde


Maíra Sanches
Do Diário do Grande ABC

17/04/2012 | 07:00


Por mês, aproximadamente 5.000 moradores de São Bernardo compram remédios a baixo custo nas quatro Farmácias Populares da cidade. Destes, cerca de 70% são pacientes que foram atendidos pela rede privada de Saúde. A informação é do secretário de Saúde do município, Arthur Chioro.

O programa, criado pelo governo federal em 2004, facilita acesso a 112 medicamentos que tratam de doenças comuns, como hipertensão, diabetes, úlcera gástrica, asma e infecções. Por mês, cerca de 14,5 mil pessoas são beneficiadas pelo serviço na região.

O gestor da Saúde de São Bernardo afirma que os dados revelam uma realidade que exige reflexão. "Dizer que a classe média não utiliza os serviços do SUS (Sistema Único de Saúde) é besteira."

Ontem, a Prefeitura entregou a nova sede da Farmácia Popular do Centro. Agora, está localizada na Rua Marechal Deodoro, 1.058, a via mais movimentada da cidade. Ontem, antes mesmo da abertura oficial da unidade, dezenas de moradores esperavam pelo início do atendimento com as receitas médicas em punho. O serviço funcionava nas dependências da Cooperativa da Volkswagen, na Rua Alferes Bonilha. A estimativa da Prefeitura é que os números de atendimentos mensais subam para 7.000 em alguns meses.

O prefeito Luiz Marinho (PT) deu números à situação atual. Na unidade do Riacho Grande 58% da demanda vêm da rede particular, no Rudge Ramos, 67%, no bairro Alves Dias, 81%, e na unidade do Centro, que funcionava no antigo endereço, os remédios vendidos ou distribuídos para pacientes com convênio chegava a 67% do total. Hoje, 52% dos moradores de São Bernardo possuem plano de saúde.

"Nosso objetivo não é substituir os convênios, mas deveria haver reembolso ao serviço público pelo serviço que o paciente paga e não recebe", comentou o prefeito. A quinta unidade da Farmácia Popular será entregue até o fim do semestre, no bairro Planalto.

GRANDE ABC
A região conta atualmente com 12 Farmácias Populares em seis cidades. Quatro em São Bernardo, duas em Santo André, Diadema e Mauá, uma em Ribeirão Pires e outra em São Caetano.

Santo André, São Caetano, Mauá e Ribeirão Pires juntas realizam 9.500 atendimentos por mês. Em São Caetano, dos 600 atendimentos mensais, 40% correspondem à pacientes vindos da rede particular. As demais cidades não forneceram dados específicos sobre a clientela.

Usuários elogiam atendimento sem burocracia

Usuários que utilizam as Farmácias Populares de São Bernardo admitem que, mesmo sendo beneficiários de planos de saúde, preferem comprar remédios na rede pública - e também retirar os gratuitos - por causa da ausência de burocracia.

Medicamentos que custam R$ 40 em farmácias comuns são vendidos a R$ 3. O desconto é de, pelo menos, 90%. Outros 15 remédios, destinados ao tratamento de hipertensão e diabetes, são fornecidos gratuitamente mediante apresentação de receita médica.

O industrial Júlio Gadelha, 60, morador da Vila Mussolini, esteve ontem à tarde na unidade do Rudge Ramos para retirar medicação que controla a pressão arterial. "Aqui tiro mais rápido. O serviço melhorou nos últimos anos", conta. Quando precisa comprar medicação, Gadelha também recorre à Farmácia Popular. "Todos têm essa opção", completa.

A desempregada Fabiana Garcia, 26, avalia o serviço como ótimo e espera que o projeto tenha sequência nos próximos anos. "Tiro remédios para minha mãe todo mês. Quando precisamos, já acostumamos a vir direto para cá", conta. Na unidade do Rudge, são atendidos por dia cerca de 100 pessoas, conforme informou uma atendente. No bairro Assunção, a média é de 50.



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Farmácia Popular atende
mais pacientes da rede privada

Setenta porcento dos usuários que compram remédio
a baixo custo em São Bernardo têm plano de saúde

Maíra Sanches
Do Diário do Grande ABC

17/04/2012 | 07:00


Por mês, aproximadamente 5.000 moradores de São Bernardo compram remédios a baixo custo nas quatro Farmácias Populares da cidade. Destes, cerca de 70% são pacientes que foram atendidos pela rede privada de Saúde. A informação é do secretário de Saúde do município, Arthur Chioro.

O programa, criado pelo governo federal em 2004, facilita acesso a 112 medicamentos que tratam de doenças comuns, como hipertensão, diabetes, úlcera gástrica, asma e infecções. Por mês, cerca de 14,5 mil pessoas são beneficiadas pelo serviço na região.

O gestor da Saúde de São Bernardo afirma que os dados revelam uma realidade que exige reflexão. "Dizer que a classe média não utiliza os serviços do SUS (Sistema Único de Saúde) é besteira."

Ontem, a Prefeitura entregou a nova sede da Farmácia Popular do Centro. Agora, está localizada na Rua Marechal Deodoro, 1.058, a via mais movimentada da cidade. Ontem, antes mesmo da abertura oficial da unidade, dezenas de moradores esperavam pelo início do atendimento com as receitas médicas em punho. O serviço funcionava nas dependências da Cooperativa da Volkswagen, na Rua Alferes Bonilha. A estimativa da Prefeitura é que os números de atendimentos mensais subam para 7.000 em alguns meses.

O prefeito Luiz Marinho (PT) deu números à situação atual. Na unidade do Riacho Grande 58% da demanda vêm da rede particular, no Rudge Ramos, 67%, no bairro Alves Dias, 81%, e na unidade do Centro, que funcionava no antigo endereço, os remédios vendidos ou distribuídos para pacientes com convênio chegava a 67% do total. Hoje, 52% dos moradores de São Bernardo possuem plano de saúde.

"Nosso objetivo não é substituir os convênios, mas deveria haver reembolso ao serviço público pelo serviço que o paciente paga e não recebe", comentou o prefeito. A quinta unidade da Farmácia Popular será entregue até o fim do semestre, no bairro Planalto.

GRANDE ABC
A região conta atualmente com 12 Farmácias Populares em seis cidades. Quatro em São Bernardo, duas em Santo André, Diadema e Mauá, uma em Ribeirão Pires e outra em São Caetano.

Santo André, São Caetano, Mauá e Ribeirão Pires juntas realizam 9.500 atendimentos por mês. Em São Caetano, dos 600 atendimentos mensais, 40% correspondem à pacientes vindos da rede particular. As demais cidades não forneceram dados específicos sobre a clientela.

Usuários elogiam atendimento sem burocracia

Usuários que utilizam as Farmácias Populares de São Bernardo admitem que, mesmo sendo beneficiários de planos de saúde, preferem comprar remédios na rede pública - e também retirar os gratuitos - por causa da ausência de burocracia.

Medicamentos que custam R$ 40 em farmácias comuns são vendidos a R$ 3. O desconto é de, pelo menos, 90%. Outros 15 remédios, destinados ao tratamento de hipertensão e diabetes, são fornecidos gratuitamente mediante apresentação de receita médica.

O industrial Júlio Gadelha, 60, morador da Vila Mussolini, esteve ontem à tarde na unidade do Rudge Ramos para retirar medicação que controla a pressão arterial. "Aqui tiro mais rápido. O serviço melhorou nos últimos anos", conta. Quando precisa comprar medicação, Gadelha também recorre à Farmácia Popular. "Todos têm essa opção", completa.

A desempregada Fabiana Garcia, 26, avalia o serviço como ótimo e espera que o projeto tenha sequência nos próximos anos. "Tiro remédios para minha mãe todo mês. Quando precisamos, já acostumamos a vir direto para cá", conta. Na unidade do Rudge, são atendidos por dia cerca de 100 pessoas, conforme informou uma atendente. No bairro Assunção, a média é de 50.

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