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Bom Repouso abriga santa gigante e morangos orgânicos

Soraia Abreu Pedrozo/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

31/01/2019 | 07:14


Conhecida como a capital nacional do morango, não pela quantidade, mas por ter colheita o ano todo, Bom Repouso recebe o visitante de braços abertos e aos olhos de gigantesca imagem de Nossa Senhora das Graças, de 20 metros de altura, considerada a maior do mundo – e a qual, para visitar, não se paga nada.

Chefe de departamento de Turismo de Bom Repouso, Talita Bertolacini conta que metade dos 14 mil habitantes da cidade vive da cultura da fruta, e que dos 8.000 trabalhadores, 7.000 atuam no seu plantio – os outros 1.000 estão no funcionalismo público e em fábrica de costura.

É lá que está o único produtor de morango orgânico da cidade, Silvonei César, dono do Sítio Bela Vista Frutas Orgânicas, no bairro Chapada. No ramo há 15 anos, ele conta que antes havia cinco produtores que não utilizavam agrotóxicos, mas devido ao trabalho que dá, só restou ele. Para garantir a origem 100% natural de seus morangos, ele mesmo prepara a adubação, e conta que sai mais barato do que se usasse fertilizante sintético. “O gasto é 15% menor (R$ 220 para cada 1.000 pés), mas tem acréscimo de 30% com a mão de obra (R$ 150 para cada 1.000 pés)”, conta. O que encarece o item, portanto, é o trabalho para carpinar. “Fazemos todo o trabalho de tirar folhas e frutos machucados, ajoelhados”, conta. O plantio ocorre duas vezes ao ano, em fevereiro e junho, e a colheita, o ano todo.

De cara já se percebe a diferença entre os dois tipos. O orgânico é bem maior, mais doce e muito mais saboroso, sem aquele amarguinho do convencional. A caixa com quatro bandejas custa R$ 18, no entanto, já chegou a R$ 24 em 2017. “O plantio e o preço variam conforme a demanda. Com a crise, o pessoal parou de consumir um pouco o orgânico. Espero agora aumentar o número de clientes”, diz César, que está testando também o plantio semi-hidropônico, com a vantagem de trabalhar de pé. Para efeito de comparação, caixa do convencional sai por R$ 10. Para comprar seus morangos ou agendar visita à plantação – o que ele não cobra, desde que o visitante consuma – basta ligar com antecedência para (35) 9 9735-5198.
 



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Bom Repouso abriga santa gigante e morangos orgânicos

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

31/01/2019 | 07:14


Conhecida como a capital nacional do morango, não pela quantidade, mas por ter colheita o ano todo, Bom Repouso recebe o visitante de braços abertos e aos olhos de gigantesca imagem de Nossa Senhora das Graças, de 20 metros de altura, considerada a maior do mundo – e a qual, para visitar, não se paga nada.

Chefe de departamento de Turismo de Bom Repouso, Talita Bertolacini conta que metade dos 14 mil habitantes da cidade vive da cultura da fruta, e que dos 8.000 trabalhadores, 7.000 atuam no seu plantio – os outros 1.000 estão no funcionalismo público e em fábrica de costura.

É lá que está o único produtor de morango orgânico da cidade, Silvonei César, dono do Sítio Bela Vista Frutas Orgânicas, no bairro Chapada. No ramo há 15 anos, ele conta que antes havia cinco produtores que não utilizavam agrotóxicos, mas devido ao trabalho que dá, só restou ele. Para garantir a origem 100% natural de seus morangos, ele mesmo prepara a adubação, e conta que sai mais barato do que se usasse fertilizante sintético. “O gasto é 15% menor (R$ 220 para cada 1.000 pés), mas tem acréscimo de 30% com a mão de obra (R$ 150 para cada 1.000 pés)”, conta. O que encarece o item, portanto, é o trabalho para carpinar. “Fazemos todo o trabalho de tirar folhas e frutos machucados, ajoelhados”, conta. O plantio ocorre duas vezes ao ano, em fevereiro e junho, e a colheita, o ano todo.

De cara já se percebe a diferença entre os dois tipos. O orgânico é bem maior, mais doce e muito mais saboroso, sem aquele amarguinho do convencional. A caixa com quatro bandejas custa R$ 18, no entanto, já chegou a R$ 24 em 2017. “O plantio e o preço variam conforme a demanda. Com a crise, o pessoal parou de consumir um pouco o orgânico. Espero agora aumentar o número de clientes”, diz César, que está testando também o plantio semi-hidropônico, com a vantagem de trabalhar de pé. Para efeito de comparação, caixa do convencional sai por R$ 10. Para comprar seus morangos ou agendar visita à plantação – o que ele não cobra, desde que o visitante consuma – basta ligar com antecedência para (35) 9 9735-5198.
 

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