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Cabotagem: vantagens e obstáculos

Se há um enigma que ninguém consegue decifrar na história...


Dgabc

16/09/2012 | 00:00


Artigo

Se há um enigma que ninguém consegue decifrar na história da construção da matriz de transporte adotada pelo Brasil no século 20 esse diz respeito à cabotagem. Afinal, ninguém consegue entender como um País com cerca de 9.000 quilômetros de costa, que acompanham cerca de 50% do seu perímetro territorial e condições favoráveis à navegação durante quase todo o ano, nunca tenha investido como deveria no desenvolvimento do transporte de cargas entre portos nacionais.

É verdade que a situação já foi pior. Hoje, embora 48% do transporte de cargas no Brasil ainda sejam feitos por caminhões e carretas, muitos fabricantes e comerciantes já descobriram as vantagens do modal, cujo custo é, em média, 20% mais barato em relação ao rodoviário, além de menos poluente. Sem contar que oferece maior segurança, pois a bordo a carga não está sujeita a tantos roubos e assaltos como se dá nas rodovias.

Levando em conta essas vantagens, muitos empresários vêm optando pela cabotagem que cresce entre 15% e 20% ao ano, principalmente em razão do aumento da produção agrícola brasileira, em especial produtos orgânicos. Hoje, 32 empresas operam cerca de 670 mil TEUs (medida utilizada para a capacidade de transporte de contêineres) e 129 milhões de toneladas de cargas a granel, segundo dados da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).

Há outro pormenor: os encargos trabalhistas sobre as tripulações nacionais. Segundo dados do setor, um tripulante brasileiro custa em média 38% a mais que o estrangeiro. Ora, tudo isso compromete a competitividade das empresas nacionais. Ainda há outro obstáculo: a burocracia aduaneira. Embora a cabotagem envolva apenas a carga doméstica, os produtos estão sujeitos ao mesmo tratamento dispensado ao transporte de longo curso. Tudo isso contribui para aumentar o tempo de entrega.

Para avançar, portanto, é necessário também criar condições para que a indústria naval brasileira venha a produzir os navios que poderiam não só abaixar a idade média da frota nacional que atua nesse mercado, hoje em torno de 18 anos, como aumentar a capacidade de transporte dos armadores. Portanto, é de esperar que o recente interesse do governo pela infraestrutura logística do País chegue também à cabotagem.

Mauro Lourenço Dias é engenheiro eletrônico, vice-presidente da Fiorde Logística Internacional e professor de pós-graduação em Transportes e Logística da Unicamp.

PALAVRA DO LEITOR

Metrô

Não há justificativas para somente em 2025 a região ganhar trecho da linha do Metrô! Isso mostra a incapacidade, incompetência e falta de compromisso de administrar o Estado de São Paulo do governador Alckmin, pois está mal administrando nosso Estado há mais de 20 anos. Enquanto isso a população gasta parte do salário com despesas de passagens, e o governador andando de carro blindado e seguranças 24 horas por dia. Esperamos que os novos prefeitos eleitos se unam no Consórcio Intermunicipal e revertam esse planejamento malfeito. Isso é uma vergonha! Também espero que em 2025 esse tipo de gente na política já tenha cumprido seu mandato na Terra.

Ailton Gomes, Ribeirão Pires

Quem manda?

Após ler a declaração do candidato do PT ao posto de prefeito de Santo André, na qual ele diz esperar que Luiz Marinho venha apoiá-lo na cidade (Política, dia 12), fiquei com a seguinte dúvida: afinal, quem governará Santo André caso ele seja eleito? Miriam Belchior? Lula? Dilma Rousseff? Ou Luiz Marinho? Lembro que ele já chamou todos para apoiá-lo! Será que sem o apoio dos medalhões do PT esse candidato não se sente capacitado?

Carlos A. T. Varhidy, Santo André

Aidan Ravin

Destoando dos demais candidatos, Aidan Ravin não compareceu ao debate promovido pela Acisa, dia 12, como previamente designado. Em comunicado, alegou que a entidade deixou de ser neutra, apoiando determinado candidato. Mesmo que isso fosse procedente, o que não é verdade, estranho o posicionamento do candidato. Quer dizer que ele só vai onde os presentes são seus eleitores? Para o quê? Muito estranho! Além disso, de certo modo, como integrante do Conselho Superior da Acisa, sinto-me ofendido, ao ser lançada suspeição quanto ao meu voto, sabidamente secreto. Lamentável, profundamente lamentável!

José Bueno Lima, Santo André

Anchieta/Imigrantes

A concorrência é a solução para diminuir o valor dos pedágios no SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes) e também melhorar a qualidade dos serviços prestados, pelas concessionárias que exploram essas rodovias. Quando vencer o contrato com a Ecovias, recomendo ao governo estadual que divida a licitação. Uma concessionária para administrar somente a Imigrantes e outra apenas a Anchieta. Assim, o usuário poderá dar preferência àquela que oferecer a melhor relação preço de pedágio/serviços oferecidos.

Charles França, São Bernardo

Mau exemplo!

Gostaria de saber se o coronel do CPAM-6 de Santo André vem orientando seus homens a dar exemplo nas condutas de educação? Andando pela cidade percebemos que aqueles que pagamos para dar o exemplo e segurança não estão nem aí. Vejo constantemente viaturas atravessando em sinal vermelho, seguindo para as bases perto do fim de hora de trabalho, atravessadas nas calçadas, paradas em estabelecimentos comerciais, em pontos de ônibus etc. Isso e muitas outras infrações acontecem sem pedido de ocorrência. Será que os oficiais estão supervisionando direito? Ou temos que acreditar que eles podem tudo? Coronel, peço que tome ciência desses casos e tome atitude o mais rápido possível, pois está virando bagunça.

José Ricardo Scutare, Santo André 



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Cabotagem: vantagens e obstáculos

Se há um enigma que ninguém consegue decifrar na história...

Dgabc

16/09/2012 | 00:00


Artigo

Se há um enigma que ninguém consegue decifrar na história da construção da matriz de transporte adotada pelo Brasil no século 20 esse diz respeito à cabotagem. Afinal, ninguém consegue entender como um País com cerca de 9.000 quilômetros de costa, que acompanham cerca de 50% do seu perímetro territorial e condições favoráveis à navegação durante quase todo o ano, nunca tenha investido como deveria no desenvolvimento do transporte de cargas entre portos nacionais.

É verdade que a situação já foi pior. Hoje, embora 48% do transporte de cargas no Brasil ainda sejam feitos por caminhões e carretas, muitos fabricantes e comerciantes já descobriram as vantagens do modal, cujo custo é, em média, 20% mais barato em relação ao rodoviário, além de menos poluente. Sem contar que oferece maior segurança, pois a bordo a carga não está sujeita a tantos roubos e assaltos como se dá nas rodovias.

Levando em conta essas vantagens, muitos empresários vêm optando pela cabotagem que cresce entre 15% e 20% ao ano, principalmente em razão do aumento da produção agrícola brasileira, em especial produtos orgânicos. Hoje, 32 empresas operam cerca de 670 mil TEUs (medida utilizada para a capacidade de transporte de contêineres) e 129 milhões de toneladas de cargas a granel, segundo dados da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).

Há outro pormenor: os encargos trabalhistas sobre as tripulações nacionais. Segundo dados do setor, um tripulante brasileiro custa em média 38% a mais que o estrangeiro. Ora, tudo isso compromete a competitividade das empresas nacionais. Ainda há outro obstáculo: a burocracia aduaneira. Embora a cabotagem envolva apenas a carga doméstica, os produtos estão sujeitos ao mesmo tratamento dispensado ao transporte de longo curso. Tudo isso contribui para aumentar o tempo de entrega.

Para avançar, portanto, é necessário também criar condições para que a indústria naval brasileira venha a produzir os navios que poderiam não só abaixar a idade média da frota nacional que atua nesse mercado, hoje em torno de 18 anos, como aumentar a capacidade de transporte dos armadores. Portanto, é de esperar que o recente interesse do governo pela infraestrutura logística do País chegue também à cabotagem.

Mauro Lourenço Dias é engenheiro eletrônico, vice-presidente da Fiorde Logística Internacional e professor de pós-graduação em Transportes e Logística da Unicamp.

PALAVRA DO LEITOR

Metrô

Não há justificativas para somente em 2025 a região ganhar trecho da linha do Metrô! Isso mostra a incapacidade, incompetência e falta de compromisso de administrar o Estado de São Paulo do governador Alckmin, pois está mal administrando nosso Estado há mais de 20 anos. Enquanto isso a população gasta parte do salário com despesas de passagens, e o governador andando de carro blindado e seguranças 24 horas por dia. Esperamos que os novos prefeitos eleitos se unam no Consórcio Intermunicipal e revertam esse planejamento malfeito. Isso é uma vergonha! Também espero que em 2025 esse tipo de gente na política já tenha cumprido seu mandato na Terra.

Ailton Gomes, Ribeirão Pires

Quem manda?

Após ler a declaração do candidato do PT ao posto de prefeito de Santo André, na qual ele diz esperar que Luiz Marinho venha apoiá-lo na cidade (Política, dia 12), fiquei com a seguinte dúvida: afinal, quem governará Santo André caso ele seja eleito? Miriam Belchior? Lula? Dilma Rousseff? Ou Luiz Marinho? Lembro que ele já chamou todos para apoiá-lo! Será que sem o apoio dos medalhões do PT esse candidato não se sente capacitado?

Carlos A. T. Varhidy, Santo André

Aidan Ravin

Destoando dos demais candidatos, Aidan Ravin não compareceu ao debate promovido pela Acisa, dia 12, como previamente designado. Em comunicado, alegou que a entidade deixou de ser neutra, apoiando determinado candidato. Mesmo que isso fosse procedente, o que não é verdade, estranho o posicionamento do candidato. Quer dizer que ele só vai onde os presentes são seus eleitores? Para o quê? Muito estranho! Além disso, de certo modo, como integrante do Conselho Superior da Acisa, sinto-me ofendido, ao ser lançada suspeição quanto ao meu voto, sabidamente secreto. Lamentável, profundamente lamentável!

José Bueno Lima, Santo André

Anchieta/Imigrantes

A concorrência é a solução para diminuir o valor dos pedágios no SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes) e também melhorar a qualidade dos serviços prestados, pelas concessionárias que exploram essas rodovias. Quando vencer o contrato com a Ecovias, recomendo ao governo estadual que divida a licitação. Uma concessionária para administrar somente a Imigrantes e outra apenas a Anchieta. Assim, o usuário poderá dar preferência àquela que oferecer a melhor relação preço de pedágio/serviços oferecidos.

Charles França, São Bernardo

Mau exemplo!

Gostaria de saber se o coronel do CPAM-6 de Santo André vem orientando seus homens a dar exemplo nas condutas de educação? Andando pela cidade percebemos que aqueles que pagamos para dar o exemplo e segurança não estão nem aí. Vejo constantemente viaturas atravessando em sinal vermelho, seguindo para as bases perto do fim de hora de trabalho, atravessadas nas calçadas, paradas em estabelecimentos comerciais, em pontos de ônibus etc. Isso e muitas outras infrações acontecem sem pedido de ocorrência. Será que os oficiais estão supervisionando direito? Ou temos que acreditar que eles podem tudo? Coronel, peço que tome ciência desses casos e tome atitude o mais rápido possível, pois está virando bagunça.

José Ricardo Scutare, Santo André 

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