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Voluntariado abre portas para o Exterior

Jovens candidatam-se a trabalho social na Europa e conseguem descontos para realizar intercâmbio


Maíra Sanches
Do Diário do Grande ABC

09/04/2012 | 07:00


O intercâmbio cultural em outros países é sonho distante para muitos jovens. Quase utopia. Geralmente as famílias esbarram nos altos custos cobrados pelas agências do ramo e adiam o projeto. Mas é possível candidatar-se a vagas de trabalho voluntário e estágios profissionais no Exterior sem a necessidade de desembolsar custos com hospedagens e alimentação.

 

Em tempos de globalização e diversidade cultural, o intercâmbio social traz à tona a oportunidade de crescimento pessoal e amplia as possibilidades no mercado de trabalho.

 

Quatro mil reais foi o que o estudante de Bacharelado de Ciências e Tecnologia da UFABC (Universidade Federal do ABC) Leonardo Plácido Souza, 20 anos, desembolsou durante o trabalho voluntário que realizou por sete semanas em creches e universidades de Praga, capital da República Tcheca. Ele morou com outros intercambistas da Aiesec, organização mundial formada por estudantes universitários e recém-graduados presente em 110 países.

 

No Brasil, há 39 escritórios. O estudante viajou pela Aiesec no Insper, localizada na Vila Olímpia, na Capital – a UFABC é uma extensão desse escritório.

 

A cargo do estudante ficou o pagamento da taxa de inscrição, passagens aéreas, despesas com documentação e seguro-saúde. Leonardo retornou de viagem no fim de janeiro. “Além de divulgar a nossa cultura, conheci a deles. Sair da zona de conforto é enxergar a vida de outra forma. Apuramos o senso crítico e abrimos horizontes”, define o estudante, que mora na Vila São Pedro, em Santo André.

A duração desse tipo de intercâmbio varia entre 6 e 12 semanas. “Se fosse procurar fazer por alguma agência de intercâmbio, pagaria praticamente o triplo do que gastei. A moeda deles é mais desvalorizada frente ao real. Por isso foi uma viagem barata.”

 

O objetivo da Aiesec é desenvolver competências de jovens lideranças pelo mundo, além de aperfeiçoar o currículo. Não há fins lucrativos. O interessado, caso aprovado nas entrevistas com os gerentes dos escritórios brasileiros, torna-se membro da entidade, e não cliente.

Há dois tipos de programa: trabalho voluntário e o estágio profissional remunerado. Para o primeiro, é exigido o inglês ou espanhol intermediário. Para o segundo, o idioma deve ser avançado. Quem optar

pela primeira opção poderá atuar em países do Leste Europeu, América Latina, Ásia e África por meio do programa Cidadão Global. Entre as missões estão a realização de oficinas de empreendedorismo e palestras sobre a cultura brasileira. O treinamento é oferecido pela organização após a aprovação no processo seletivo.

 

Em 2011, a Aiesec promoveu 2.300 intercâmbios no Brasil. Hoje, são 65.000 integrantes espalhados pelo mundo. O site www.aiesecinsper.org.br traz outros detalhes.

 

Experiência promove autoconhecimento e estimula habilidades

 

Cauê Napier, 20 anos, do Jardim Bela Vista, Santo André, é outro estudante da UFABC que ingressou no intercâmbio voluntário. Ele passou os dois primeiros meses do ano em Karkiv, na Ucrânia, com a incumbência de lecionar sobre a cultura brasileira e as economias emergentes no mundo. Depois, seguiu para Brno, na República Tcheca, onde vive atualmente e dá aulas de inglês para jovens do Ensino Médio.

 

A vivência em lugares com hábitos e costumes tão diversos deu noções importantes sobre a realidade estrangeira e estimulou o autoconhecimento. “Ao ter contato com novas culturas, você se torna um cidadão melhor. A maior lição é respeitar a diversidade. Além disso, nos tornamos um profissional mais valorizado. Há melhora na habilidade de comunicação e aprendemos que somos capazes de solucionar problemas.”

 

O estudante de Engenharia Aeroespacial planeja voltar ao Brasil no fim do primeiro semestre.



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Voluntariado abre portas para o Exterior

Jovens candidatam-se a trabalho social na Europa e conseguem descontos para realizar intercâmbio

Maíra Sanches
Do Diário do Grande ABC

09/04/2012 | 07:00


O intercâmbio cultural em outros países é sonho distante para muitos jovens. Quase utopia. Geralmente as famílias esbarram nos altos custos cobrados pelas agências do ramo e adiam o projeto. Mas é possível candidatar-se a vagas de trabalho voluntário e estágios profissionais no Exterior sem a necessidade de desembolsar custos com hospedagens e alimentação.

 

Em tempos de globalização e diversidade cultural, o intercâmbio social traz à tona a oportunidade de crescimento pessoal e amplia as possibilidades no mercado de trabalho.

 

Quatro mil reais foi o que o estudante de Bacharelado de Ciências e Tecnologia da UFABC (Universidade Federal do ABC) Leonardo Plácido Souza, 20 anos, desembolsou durante o trabalho voluntário que realizou por sete semanas em creches e universidades de Praga, capital da República Tcheca. Ele morou com outros intercambistas da Aiesec, organização mundial formada por estudantes universitários e recém-graduados presente em 110 países.

 

No Brasil, há 39 escritórios. O estudante viajou pela Aiesec no Insper, localizada na Vila Olímpia, na Capital – a UFABC é uma extensão desse escritório.

 

A cargo do estudante ficou o pagamento da taxa de inscrição, passagens aéreas, despesas com documentação e seguro-saúde. Leonardo retornou de viagem no fim de janeiro. “Além de divulgar a nossa cultura, conheci a deles. Sair da zona de conforto é enxergar a vida de outra forma. Apuramos o senso crítico e abrimos horizontes”, define o estudante, que mora na Vila São Pedro, em Santo André.

A duração desse tipo de intercâmbio varia entre 6 e 12 semanas. “Se fosse procurar fazer por alguma agência de intercâmbio, pagaria praticamente o triplo do que gastei. A moeda deles é mais desvalorizada frente ao real. Por isso foi uma viagem barata.”

 

O objetivo da Aiesec é desenvolver competências de jovens lideranças pelo mundo, além de aperfeiçoar o currículo. Não há fins lucrativos. O interessado, caso aprovado nas entrevistas com os gerentes dos escritórios brasileiros, torna-se membro da entidade, e não cliente.

Há dois tipos de programa: trabalho voluntário e o estágio profissional remunerado. Para o primeiro, é exigido o inglês ou espanhol intermediário. Para o segundo, o idioma deve ser avançado. Quem optar

pela primeira opção poderá atuar em países do Leste Europeu, América Latina, Ásia e África por meio do programa Cidadão Global. Entre as missões estão a realização de oficinas de empreendedorismo e palestras sobre a cultura brasileira. O treinamento é oferecido pela organização após a aprovação no processo seletivo.

 

Em 2011, a Aiesec promoveu 2.300 intercâmbios no Brasil. Hoje, são 65.000 integrantes espalhados pelo mundo. O site www.aiesecinsper.org.br traz outros detalhes.

 

Experiência promove autoconhecimento e estimula habilidades

 

Cauê Napier, 20 anos, do Jardim Bela Vista, Santo André, é outro estudante da UFABC que ingressou no intercâmbio voluntário. Ele passou os dois primeiros meses do ano em Karkiv, na Ucrânia, com a incumbência de lecionar sobre a cultura brasileira e as economias emergentes no mundo. Depois, seguiu para Brno, na República Tcheca, onde vive atualmente e dá aulas de inglês para jovens do Ensino Médio.

 

A vivência em lugares com hábitos e costumes tão diversos deu noções importantes sobre a realidade estrangeira e estimulou o autoconhecimento. “Ao ter contato com novas culturas, você se torna um cidadão melhor. A maior lição é respeitar a diversidade. Além disso, nos tornamos um profissional mais valorizado. Há melhora na habilidade de comunicação e aprendemos que somos capazes de solucionar problemas.”

 

O estudante de Engenharia Aeroespacial planeja voltar ao Brasil no fim do primeiro semestre.

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