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Moradores do Barão de Mauá
exigem explicações sobre laudo


Deborah Moreira
Do Diário do Grande ABC

14/06/2011 | 07:03


Moradores do Condomínio Barão de Mauá, em Mauá, cobram explicações sobre as conclusões do laudo elaborado pela Geoklock, consultoria contratada pela Cofap, e avaliado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas e pela Companhia de Tecnologia Ambiental do Estado de São Paulo.

A Geoklock realizou estudo sobre as substâncias tóxicas no solo, ar e água do local, após determinação do Ministério Público Estadual. O documento foi entregue em 20 de abril de 2010 ao órgão estadual, que repassou ao IPT.

O MPE solicitou análise dez anos depois da explosão em antecâmera de uma das caixas-d'água subterrâneas, causada pela concentração de gases tóxicos e que matou Geraldo Riviello, 37 anos, que trabalhava no local. O acidente trouxe à tona que os 52 edifícios foram construídos sobre um lixão industrial utilizado pela Cofap na década de 1980.

"Até agora não nos deram nenhuma satisfação sobre os novos estudos. Tivemos acesso ao resumo do laudo no MP porque fomos até lá pedir. Só isso já tirou nosso sono", disse Tânia Regina da Silva, 53, síndica e moradora há 15 anos do lugar. O Diário teve acesso ao documento, que apresenta afirmações contraditórias.

O MPE teve acesso ao material em janeiro. "O que recebemos ainda não era conclusivo. Somente em maio que a Cetesb enviou sua deliberação. Chamei os moradores das etapas quatro e seis, que estão em áreas críticas, e expliquei que novas extrações de gases deverão ser feitas por indicações do órgão ambiental", explicou a promotora Rosângela Staurenghi, de Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo de Mauá.

Agora, cabe à Cetesb aprovar ou não os procedimentos apresentados pela Cofap, uma das cinco rés no processo. A medida deve estar de acordo com manual de gerenciamento de áreas contaminadas da Cetesb.CW-30 A estatal foi procurada, mas não retornou.

A Geoklock afirma possuir método eficaz de recuperação do terreno. Moradores ouvidos questionam. "Já foi injetado oxigênio no solo e não deu certo, em 2009. Quem nos garante que o que virá realmente vai solucionar? Queremos ir embora e recomeçar nossas vidas", disse a dona de casa Silvana Finetto, 45.



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Moradores do Barão de Mauá
exigem explicações sobre laudo

Deborah Moreira
Do Diário do Grande ABC

14/06/2011 | 07:03


Moradores do Condomínio Barão de Mauá, em Mauá, cobram explicações sobre as conclusões do laudo elaborado pela Geoklock, consultoria contratada pela Cofap, e avaliado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas e pela Companhia de Tecnologia Ambiental do Estado de São Paulo.

A Geoklock realizou estudo sobre as substâncias tóxicas no solo, ar e água do local, após determinação do Ministério Público Estadual. O documento foi entregue em 20 de abril de 2010 ao órgão estadual, que repassou ao IPT.

O MPE solicitou análise dez anos depois da explosão em antecâmera de uma das caixas-d'água subterrâneas, causada pela concentração de gases tóxicos e que matou Geraldo Riviello, 37 anos, que trabalhava no local. O acidente trouxe à tona que os 52 edifícios foram construídos sobre um lixão industrial utilizado pela Cofap na década de 1980.

"Até agora não nos deram nenhuma satisfação sobre os novos estudos. Tivemos acesso ao resumo do laudo no MP porque fomos até lá pedir. Só isso já tirou nosso sono", disse Tânia Regina da Silva, 53, síndica e moradora há 15 anos do lugar. O Diário teve acesso ao documento, que apresenta afirmações contraditórias.

O MPE teve acesso ao material em janeiro. "O que recebemos ainda não era conclusivo. Somente em maio que a Cetesb enviou sua deliberação. Chamei os moradores das etapas quatro e seis, que estão em áreas críticas, e expliquei que novas extrações de gases deverão ser feitas por indicações do órgão ambiental", explicou a promotora Rosângela Staurenghi, de Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo de Mauá.

Agora, cabe à Cetesb aprovar ou não os procedimentos apresentados pela Cofap, uma das cinco rés no processo. A medida deve estar de acordo com manual de gerenciamento de áreas contaminadas da Cetesb.CW-30 A estatal foi procurada, mas não retornou.

A Geoklock afirma possuir método eficaz de recuperação do terreno. Moradores ouvidos questionam. "Já foi injetado oxigênio no solo e não deu certo, em 2009. Quem nos garante que o que virá realmente vai solucionar? Queremos ir embora e recomeçar nossas vidas", disse a dona de casa Silvana Finetto, 45.

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