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Com a personagem a tiracolo


Nino Sato
Da TV Press

12/10/2008 | 07:05


Flávia Monteiro teve o maior destaque de sua carreira quando viveu Carolina em Chiquititas. Quase dez anos depois, a carioca de 36 anos volta a se destacar numa personagem envolvida com crianças. Mas, desta vez, ela interpreta Viviane, mãe de três crianças superpoderosas em Os Mutantes. "Nunca tinham me escalado para ser mãe de ninguém em nenhuma novela. Agora, me dão três filhos de uma vez", reflete a atriz, entre risadas.

Na trama, Viviane abandonou a família quando soube que as crianças eram mutantes. Tempos depois, retornou à casa pedindo a guarda dos filhos, que foram criados pelo pai, Guiga, de Eduardo Lago. Quando Guiga é abduzido por um disco voador, a moça finalmente consegue ficar com os filhos. E passa a explorar os poderes deles para ganhar dinheiro. "Minha personagem tem um distúrbio de humor. É bipolar. Ela ama os filhos, mas não tem discernimento do que é melhor para eles", defende.

Mas Flávia não nega como tem se divertido com a loucura de sua personagem. Quando grava uma cena de embate entre Viviane e as crianças, Flávia garante que aproveita para descarregar. "Quando saio do estúdio, me preocupo em não levar as energias ruins da cena", afirma, bem-humorada.

Para interpretar a vilã, Flávia teve de mudar o visual. A atriz, que tinha os cabelos compridos e castanhos, adotou um corte na altura dos ombros e tingiu de louro claríssimo, cor que nunca havia usado.

Flávia acredita que o novo look deu o estilo ‘perua assumida' que sua personagem precisava. "Minha interpretação não seria a mesma se eu estivesse com cabelo comprido e castanho. Não existe personagem sem mudança", pondera.

Apesar de interpretar uma mãe pela primeira vez, Flávia tem uma vasta experiência em trabalhar com crianças. Durante quase cinco anos, viveu a protagonista da novela infantil Chiquititas. Na época, a atriz morava na Argentina, onde a novela era gravada. Quando vinha ao Brasil, não conseguia andar pelas ruas. "O assédio era enorme. Criança lida com sonho. Então, eu me preocupava em corresponder as expectativas delas quando me abordavam", explica.

Flávia iniciou sua carreira quando tinha 15 anos. Na época, a atriz soube por meio de um anúncio num jornal que diretores faziam testes de elenco para o filme A Menina do Lado, de Alberto Salvá. Mesmo sem experiência na área, passou no teste e conseguiu seu primeiro papel. Logo após o filme estrear, foi convidada para fazer Vale Tudo, de Gilberto Braga, em que interpretou Fernanda, uma adolescente que iniciava sua vida amorosa e sexual. "Minha carreira enveredou mais para trabalhos na TV. Só mais tarde fui fazer teatro. Por isso, me considero uma atriz mais de televisão", acredita.

Atualmente, em paralelo ao trabalho em Os Mutantes, Flávia cursa faculdade de cinema e dirige um documentário sobre a vida da bailarina Ana Botafogo. A vontade de dirigir partiu de uma curiosidade da atriz sobre a profissão. "Tenho meu processo para chegar ao personagem. Queria saber como é o processo dos diretores para chegar à obra final", ressalta. O documentário deve ser lançado no ano que vem.

Uma das coisas que Flávia mais gosta na profissão é fazer ‘laboratório'. "Quando me escalam para uma personagem fico louca para que digam: ‘olha, você vai ter de aprender a fazer tal coisa'", entrega. A atriz diz que não se importa em mudar de visual e que, se fosse preciso, engordaria para fazer um papel. Para ela, o ator é como uma massa de moldar. "Ator não manda em corpo, nem em cabelo. Na verdade, acho isso ótimo. Ajuda na hora de interpretar."

Além dos recursos visuais, a atriz tem suas próprias técnicas para entrar no clima da cena. Uma das peculiaridades, é sempre participar das cenas com a bolsa da personagem. Independente de levar seus objetos pessoais como acessório, Flávia acrescenta outros que seriam de uso da personagem, mesmo que não vá utilizá-los em cena. Na bolsa de Viviane, de Os Mutantes, sempre estão presentes estojos de maquiagem. "A personagem está sempre muito bem maquiada. É uma ‘perua'. Então, deduzi que ela não deveria andar sem seus produtos de beleza."



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Com a personagem a tiracolo

Nino Sato
Da TV Press

12/10/2008 | 07:05


Flávia Monteiro teve o maior destaque de sua carreira quando viveu Carolina em Chiquititas. Quase dez anos depois, a carioca de 36 anos volta a se destacar numa personagem envolvida com crianças. Mas, desta vez, ela interpreta Viviane, mãe de três crianças superpoderosas em Os Mutantes. "Nunca tinham me escalado para ser mãe de ninguém em nenhuma novela. Agora, me dão três filhos de uma vez", reflete a atriz, entre risadas.

Na trama, Viviane abandonou a família quando soube que as crianças eram mutantes. Tempos depois, retornou à casa pedindo a guarda dos filhos, que foram criados pelo pai, Guiga, de Eduardo Lago. Quando Guiga é abduzido por um disco voador, a moça finalmente consegue ficar com os filhos. E passa a explorar os poderes deles para ganhar dinheiro. "Minha personagem tem um distúrbio de humor. É bipolar. Ela ama os filhos, mas não tem discernimento do que é melhor para eles", defende.

Mas Flávia não nega como tem se divertido com a loucura de sua personagem. Quando grava uma cena de embate entre Viviane e as crianças, Flávia garante que aproveita para descarregar. "Quando saio do estúdio, me preocupo em não levar as energias ruins da cena", afirma, bem-humorada.

Para interpretar a vilã, Flávia teve de mudar o visual. A atriz, que tinha os cabelos compridos e castanhos, adotou um corte na altura dos ombros e tingiu de louro claríssimo, cor que nunca havia usado.

Flávia acredita que o novo look deu o estilo ‘perua assumida' que sua personagem precisava. "Minha interpretação não seria a mesma se eu estivesse com cabelo comprido e castanho. Não existe personagem sem mudança", pondera.

Apesar de interpretar uma mãe pela primeira vez, Flávia tem uma vasta experiência em trabalhar com crianças. Durante quase cinco anos, viveu a protagonista da novela infantil Chiquititas. Na época, a atriz morava na Argentina, onde a novela era gravada. Quando vinha ao Brasil, não conseguia andar pelas ruas. "O assédio era enorme. Criança lida com sonho. Então, eu me preocupava em corresponder as expectativas delas quando me abordavam", explica.

Flávia iniciou sua carreira quando tinha 15 anos. Na época, a atriz soube por meio de um anúncio num jornal que diretores faziam testes de elenco para o filme A Menina do Lado, de Alberto Salvá. Mesmo sem experiência na área, passou no teste e conseguiu seu primeiro papel. Logo após o filme estrear, foi convidada para fazer Vale Tudo, de Gilberto Braga, em que interpretou Fernanda, uma adolescente que iniciava sua vida amorosa e sexual. "Minha carreira enveredou mais para trabalhos na TV. Só mais tarde fui fazer teatro. Por isso, me considero uma atriz mais de televisão", acredita.

Atualmente, em paralelo ao trabalho em Os Mutantes, Flávia cursa faculdade de cinema e dirige um documentário sobre a vida da bailarina Ana Botafogo. A vontade de dirigir partiu de uma curiosidade da atriz sobre a profissão. "Tenho meu processo para chegar ao personagem. Queria saber como é o processo dos diretores para chegar à obra final", ressalta. O documentário deve ser lançado no ano que vem.

Uma das coisas que Flávia mais gosta na profissão é fazer ‘laboratório'. "Quando me escalam para uma personagem fico louca para que digam: ‘olha, você vai ter de aprender a fazer tal coisa'", entrega. A atriz diz que não se importa em mudar de visual e que, se fosse preciso, engordaria para fazer um papel. Para ela, o ator é como uma massa de moldar. "Ator não manda em corpo, nem em cabelo. Na verdade, acho isso ótimo. Ajuda na hora de interpretar."

Além dos recursos visuais, a atriz tem suas próprias técnicas para entrar no clima da cena. Uma das peculiaridades, é sempre participar das cenas com a bolsa da personagem. Independente de levar seus objetos pessoais como acessório, Flávia acrescenta outros que seriam de uso da personagem, mesmo que não vá utilizá-los em cena. Na bolsa de Viviane, de Os Mutantes, sempre estão presentes estojos de maquiagem. "A personagem está sempre muito bem maquiada. É uma ‘perua'. Então, deduzi que ela não deveria andar sem seus produtos de beleza."

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