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Aos 20 anos de estrada, Detonautas apresenta o disco de estúdio ‘VI’ com pegada tranquila


Vinícius Castelli

27/11/2017 | 07:00


 Quem está esperando por um disco pesado e agressivo do Detonautas, que neste ano celebra duas décadas de estrada, está enganado. A banda não foi pelo caminho óbvio, ainda mais quando o País vive em polvorosa seus tempos políticos, e apresenta em VI (R$ 24,90, em média), seu novo álbum e sexto da carreira, dez canções reflexivas, bem arranjadas, com clima leve e distantes da fúria.

“Nós optamos por subverter essa lógica (de um disco nervoso) e buscamos um estado de espírito que pudesse nos conduzir para universo musical mais afetuoso, harmônico, para dar um contrapeso a todo esse massacre de notícias ruins as quais estamos sendo bombardeados todos os dias”, diz o cantor e compositor Tico Santa Cruz ao Diário.

O disco, resultado de seis intensos meses de trabalho e feito de forma independente, começa com a balada ao piano Nossos Segredos, que pede paz, carinho e espaço para troca de experiências. Dá a sensação de sentimento de alguém que cansou de brigar. Segundo Tico, em momentos de histeria coletiva ninguém ouve ninguém. “As pessoas estão muito nervosas, irritadas, agressivas e indignadas, com razão. Mas não podemos nos levar por esses sentimentos puramente sem considerar que para sairmos do caos é preciso também respirar e encontrar formas mais eficientes de dialogar que não apenas essas discussões inúteis de redes sociais, que por sinal, viraram antros de gente com discursos de ódio e intolerância! Não vamos embarcar nisso! Nossa proposta é lutar sim, mas com sabedoria e ternura”, diz.

Fato é que VI é boa surpresa e sim, sai da zona de conforto do Detonautas, apesar de a banda já ter trabalhado sonoridades mais brandas em 2007, com Retorno de Saturno e também com o acústico de 2010. Prova da mudança no cancioneiro é o bolero Você Vai Lembrar de Mim. Impossível não querer arrastar os pés para lá e para cá. Outro destaque é Aqui na Terra, ilustrada por coro infantil. O álbum mistura gerações e conta com parceria e participação de Leoni em Dias Assim e de Hyldon em Na sombra de Uma Árvore.

Tico conta que os temas simplesmente surgiram. “Nasceram no violão, são canções, com letras que falam de saudade, de amor, de existencialismo”, diz. Mas assuntos como política e sociedade não ficam de fora e estão representados em Brother, que serve como alerta para manipulação. “A arte não serve apenas ao entretenimento. A ela cabe também o questionamento, o enfrentamento, a reflexão e até o desconforto! Sem isso não é arte é apenas consumo comercial”, diz Tico.



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Aos 20 anos de estrada, Detonautas apresenta o disco de estúdio ‘VI’ com pegada tranquila

Vinícius Castelli

27/11/2017 | 07:00


 Quem está esperando por um disco pesado e agressivo do Detonautas, que neste ano celebra duas décadas de estrada, está enganado. A banda não foi pelo caminho óbvio, ainda mais quando o País vive em polvorosa seus tempos políticos, e apresenta em VI (R$ 24,90, em média), seu novo álbum e sexto da carreira, dez canções reflexivas, bem arranjadas, com clima leve e distantes da fúria.

“Nós optamos por subverter essa lógica (de um disco nervoso) e buscamos um estado de espírito que pudesse nos conduzir para universo musical mais afetuoso, harmônico, para dar um contrapeso a todo esse massacre de notícias ruins as quais estamos sendo bombardeados todos os dias”, diz o cantor e compositor Tico Santa Cruz ao Diário.

O disco, resultado de seis intensos meses de trabalho e feito de forma independente, começa com a balada ao piano Nossos Segredos, que pede paz, carinho e espaço para troca de experiências. Dá a sensação de sentimento de alguém que cansou de brigar. Segundo Tico, em momentos de histeria coletiva ninguém ouve ninguém. “As pessoas estão muito nervosas, irritadas, agressivas e indignadas, com razão. Mas não podemos nos levar por esses sentimentos puramente sem considerar que para sairmos do caos é preciso também respirar e encontrar formas mais eficientes de dialogar que não apenas essas discussões inúteis de redes sociais, que por sinal, viraram antros de gente com discursos de ódio e intolerância! Não vamos embarcar nisso! Nossa proposta é lutar sim, mas com sabedoria e ternura”, diz.

Fato é que VI é boa surpresa e sim, sai da zona de conforto do Detonautas, apesar de a banda já ter trabalhado sonoridades mais brandas em 2007, com Retorno de Saturno e também com o acústico de 2010. Prova da mudança no cancioneiro é o bolero Você Vai Lembrar de Mim. Impossível não querer arrastar os pés para lá e para cá. Outro destaque é Aqui na Terra, ilustrada por coro infantil. O álbum mistura gerações e conta com parceria e participação de Leoni em Dias Assim e de Hyldon em Na sombra de Uma Árvore.

Tico conta que os temas simplesmente surgiram. “Nasceram no violão, são canções, com letras que falam de saudade, de amor, de existencialismo”, diz. Mas assuntos como política e sociedade não ficam de fora e estão representados em Brother, que serve como alerta para manipulação. “A arte não serve apenas ao entretenimento. A ela cabe também o questionamento, o enfrentamento, a reflexão e até o desconforto! Sem isso não é arte é apenas consumo comercial”, diz Tico.

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