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Volpi se filia à sigla que quer lançar Bolsonaro

Ex-prefeito de Ribeirão chega ao Patriotas, antigo PEN, e elogia deputado federal: ‘Ele não é ignorante e está preparado’


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

03/11/2017 | 07:00


Ex-prefeito de Ribeirão Pires e terceiro colocado na eleição à Prefeitura de Mauá em 2016 pelo PSDB, Clóvis Volpi acertou sua filiação ao Patriotas, o antigo PEN, cujo maior projeto é o lançamento da candidatura presidencial do deputado federal Jair Bolsonaro (hoje no PSC do Rio de Janeiro, mas apalavrado com a nova legenda).

Volpi assinou a ficha de ingresso no partido na terça-feira com missão de organizar o Patriotas no Estado de São Paulo e ser um dos coordenadores da campanha presidencial de Bolsonaro. O ex-prefeito assegurou que, desta vez, ele não vai figurar nas urnas.

“Estou enjoado de fazer política como candidato. Essa missão (de organização) me atrai mais no momento. No Grande ABC o partido parece estar estruturado. Então teremos de trabalhar para trazer nomes em âmbito estadual”, discorreu Volpi.

A escolha do ex-prefeito já chamou atenção no meio político. Isso porque ele, na eleição de 2016, decidiu apoiar o petista Donisete Braga no segundo turno contra Atila Jacomussi (PSB) – o socialista venceu o pleito. A adesão à campanha do então prefeito que buscava a reeleição ocasionou em sua expulsão do PSDB. Bolsonaro, por sua vez, adota discurso da extrema direita e de ataques diretos ao petismo.

“Eu não apoiei o PT. Eu apoiei o Donisete, que eu julgava ser o mais preparado para aquele momento. Depois do fim do primeiro turno (quando Volpi recebeu 37.065 votos e foi considerada a surpresa do pleito), eu sentei com o Donisete e conversei bastante com ele. O Donisete estava consciente das falhas e que estava disposto a corrigi-las. Não iria compactuar com uma aventura (Atila). Naquele momento olhei pela cidade. Eu sempre fui e sempre serei contrário ao PT”, afirmou.

Sobre Bolsonaro e suas contradições, Volpi garantiu que o deputado federal pelo Rio de Janeiro é um político preparado para concorrer à Presidência da República. “Ele tem vários mandatos de deputado (ao todo são cinco), não é um ignorante. Essas polêmicas não demonstram de fato quem ele é. O Bolsonaro é um cara preparado, com bons projetos para Saúde, Educação e Cultura. Está estigmatizado pelos seus exageros, mas tem conteúdo e com linguajar simples”, avaliou. “Evidentemente que essa postura (de extrema direita) é dele, porque leva o princípio da rigidez e leva muito em consideração a preservação da família. Ele tem o melhor discurso dentre os candidatos colocados atualmente”, adicionou Volpi.

O ex-prefeito chegou a ser secretário adjunto de Esporte, Lazer e Juventude no governo de Geraldo Alckmin (PSDB), que, por sua vez, deve ser o candidato à Presidência da República pelo tucanato no ano que vem. 



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Volpi se filia à sigla que quer lançar Bolsonaro

Ex-prefeito de Ribeirão chega ao Patriotas, antigo PEN, e elogia deputado federal: ‘Ele não é ignorante e está preparado’

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

03/11/2017 | 07:00


Ex-prefeito de Ribeirão Pires e terceiro colocado na eleição à Prefeitura de Mauá em 2016 pelo PSDB, Clóvis Volpi acertou sua filiação ao Patriotas, o antigo PEN, cujo maior projeto é o lançamento da candidatura presidencial do deputado federal Jair Bolsonaro (hoje no PSC do Rio de Janeiro, mas apalavrado com a nova legenda).

Volpi assinou a ficha de ingresso no partido na terça-feira com missão de organizar o Patriotas no Estado de São Paulo e ser um dos coordenadores da campanha presidencial de Bolsonaro. O ex-prefeito assegurou que, desta vez, ele não vai figurar nas urnas.

“Estou enjoado de fazer política como candidato. Essa missão (de organização) me atrai mais no momento. No Grande ABC o partido parece estar estruturado. Então teremos de trabalhar para trazer nomes em âmbito estadual”, discorreu Volpi.

A escolha do ex-prefeito já chamou atenção no meio político. Isso porque ele, na eleição de 2016, decidiu apoiar o petista Donisete Braga no segundo turno contra Atila Jacomussi (PSB) – o socialista venceu o pleito. A adesão à campanha do então prefeito que buscava a reeleição ocasionou em sua expulsão do PSDB. Bolsonaro, por sua vez, adota discurso da extrema direita e de ataques diretos ao petismo.

“Eu não apoiei o PT. Eu apoiei o Donisete, que eu julgava ser o mais preparado para aquele momento. Depois do fim do primeiro turno (quando Volpi recebeu 37.065 votos e foi considerada a surpresa do pleito), eu sentei com o Donisete e conversei bastante com ele. O Donisete estava consciente das falhas e que estava disposto a corrigi-las. Não iria compactuar com uma aventura (Atila). Naquele momento olhei pela cidade. Eu sempre fui e sempre serei contrário ao PT”, afirmou.

Sobre Bolsonaro e suas contradições, Volpi garantiu que o deputado federal pelo Rio de Janeiro é um político preparado para concorrer à Presidência da República. “Ele tem vários mandatos de deputado (ao todo são cinco), não é um ignorante. Essas polêmicas não demonstram de fato quem ele é. O Bolsonaro é um cara preparado, com bons projetos para Saúde, Educação e Cultura. Está estigmatizado pelos seus exageros, mas tem conteúdo e com linguajar simples”, avaliou. “Evidentemente que essa postura (de extrema direita) é dele, porque leva o princípio da rigidez e leva muito em consideração a preservação da família. Ele tem o melhor discurso dentre os candidatos colocados atualmente”, adicionou Volpi.

O ex-prefeito chegou a ser secretário adjunto de Esporte, Lazer e Juventude no governo de Geraldo Alckmin (PSDB), que, por sua vez, deve ser o candidato à Presidência da República pelo tucanato no ano que vem. 

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