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Escola de S.Bernardo está entre finalistas de concurso

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Projeto que leva alunos a aprenderem fora das salas de aula foi o único representante do Estado de São Paulo


Bia Moço
Especial para o Diário

03/11/2017 | 07:00


 “Quando o assunto é meio ambiente, a frase que diz ‘as crianças serão os atores do futuro’ não pode ser aplicada, pois o aprendizado sustentável é para agora”. Com esse pensamento, o diretor José David de Souza, da Emeb Annita Magrini Guedes, no Baeta Neves, em São Bernardo, idealizou projeto capaz de tornar os alunos protagonistas do aprendizado e capazes de atuar dentro e fora da escola. Desenvolvida desde 2013 com o tema Em busca de uma escola sustentável, a iniciativa que envolve cerca de 500 alunos, do 1º ao 5º anos do Ensino Fundamental e suas famílias, está entre os três finalistas – foram 608 concorrentes de todo o País – de chamamento público para amostragem de boas práticas e experiências sustentáveis.

Os projetos serão apresentados no 8º Fórum Mundial da Água, de 18 a 23 de março de 2018, em Brasília, mas o vencedor será divulgado entre os dias 5 e 6 de dezembro próximo, na Capital Federal.

Coordenado pela ANA (Agência Nacional de Águas), co-organizadora do evento, o concurso envolve nove etapas, na qual o projeto desenvolvido pela Emeb foi o único representante do Estado de São Paulo na categoria Educação. Segundo o diretor, cabe ao gestor de cada unidade escolar pensar no futuro de seus alunos, e por isso tomou decisões que mudariam a cara da escola.

“Quando cheguei na escola, em 2010, encontrei uma instituição muito tradicional, com aulas somente teóricas, nas quais a sala de aula era a principal protagonista. Vi que havia espaço externo muito mal aproveitado e deteriorado. Então começamos a investir nos espaços e na parte pedagógica, de forma a incentivar nossos professores a usarem estratégias diferenciadas e não tão abstratas”, explicou Souza.

Com o objetivo de atrair a atenção dos alunos e tornar o estudo prazeroso, a Emeb deu vivência à prática, ou seja, os alunos colocaram a mão na massa para aprenderem fazendo. De acordo com o diretor, a frequência nas aulas aumentou de 70% para 95%, prova de que a ação colaborou para diminuir as faltas e fazer com que os estudantes gostassem de ir à escola.

Os espaços externos contam com horta, viveiro de mudas, compostagem, cisterna, aquaponário, lago de carpas, meliponário (colmeias de abelhas sem ferrão), pomar e unidade de separação e destinação de resíduos sólidos, entre outras atividades.

Pensado para funcionar como laboratório prático, além de auxiliar no aprendizado, o diretor explicou que o projeto ainda ajudou na diminuição do consumo de água e na redução no descarte do lixo na escola. “Dessa forma, esperamos que eles (alunos) sejam adultos conscientes, que aprendam a atuar desde já e não só no futuro. Quando chegarem na maturidade estarão prontos. Essa é a principal função da Educação: tornar o aprendizado atual”.

 

Pais de alunos aprovam modelo adotado e veem evolução dos filhos

O projeto de sustentabilidade da Emeb Annita Magrini Guedes conquistou também os pais dos alunos. Segundo o diretor, o retorno das famílias tem sido muito positivo, e que há depoimento de responsáveis que mostram que a abordagem da escola tem surtido efeito no dia a dia dos estudantes fora dos muros da unidade.

A arquiteta Adriana Zago, 43 anos, disse que ficou triste quando teve de tirar o filho Diego, 10, de escola particular. “No começo foi muito difícil, já que meu filho mais velho estuda em colégio tradicional da cidade. Mas, ao ver o desenvolvimento do Diego, vejo que a decisão foi correta. Para se ter uma ideia, ele está liderando uma comissão de moradores a fim de melhorar o jardim do condomínio, cujas plantas não estavam vingando. Ele tem orientado os jardineiros como cuidar das plantas.”

O projeto da Emeb já alcançou bons resultados, como o primeiro lugar no Prêmio de Sustentabilidade Ambiental - Uso Racional da Água, em São Bernardo, em 2015. Neste ano, ganhou a medalha do mérito ambiental ofertado pela Câmara, e o projeto foi homologado pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio do Portal Educares.

 



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Escola de S.Bernardo está entre finalistas de concurso

Projeto que leva alunos a aprenderem fora das salas de aula foi o único representante do Estado de São Paulo

Bia Moço
Especial para o Diário

03/11/2017 | 07:00


 “Quando o assunto é meio ambiente, a frase que diz ‘as crianças serão os atores do futuro’ não pode ser aplicada, pois o aprendizado sustentável é para agora”. Com esse pensamento, o diretor José David de Souza, da Emeb Annita Magrini Guedes, no Baeta Neves, em São Bernardo, idealizou projeto capaz de tornar os alunos protagonistas do aprendizado e capazes de atuar dentro e fora da escola. Desenvolvida desde 2013 com o tema Em busca de uma escola sustentável, a iniciativa que envolve cerca de 500 alunos, do 1º ao 5º anos do Ensino Fundamental e suas famílias, está entre os três finalistas – foram 608 concorrentes de todo o País – de chamamento público para amostragem de boas práticas e experiências sustentáveis.

Os projetos serão apresentados no 8º Fórum Mundial da Água, de 18 a 23 de março de 2018, em Brasília, mas o vencedor será divulgado entre os dias 5 e 6 de dezembro próximo, na Capital Federal.

Coordenado pela ANA (Agência Nacional de Águas), co-organizadora do evento, o concurso envolve nove etapas, na qual o projeto desenvolvido pela Emeb foi o único representante do Estado de São Paulo na categoria Educação. Segundo o diretor, cabe ao gestor de cada unidade escolar pensar no futuro de seus alunos, e por isso tomou decisões que mudariam a cara da escola.

“Quando cheguei na escola, em 2010, encontrei uma instituição muito tradicional, com aulas somente teóricas, nas quais a sala de aula era a principal protagonista. Vi que havia espaço externo muito mal aproveitado e deteriorado. Então começamos a investir nos espaços e na parte pedagógica, de forma a incentivar nossos professores a usarem estratégias diferenciadas e não tão abstratas”, explicou Souza.

Com o objetivo de atrair a atenção dos alunos e tornar o estudo prazeroso, a Emeb deu vivência à prática, ou seja, os alunos colocaram a mão na massa para aprenderem fazendo. De acordo com o diretor, a frequência nas aulas aumentou de 70% para 95%, prova de que a ação colaborou para diminuir as faltas e fazer com que os estudantes gostassem de ir à escola.

Os espaços externos contam com horta, viveiro de mudas, compostagem, cisterna, aquaponário, lago de carpas, meliponário (colmeias de abelhas sem ferrão), pomar e unidade de separação e destinação de resíduos sólidos, entre outras atividades.

Pensado para funcionar como laboratório prático, além de auxiliar no aprendizado, o diretor explicou que o projeto ainda ajudou na diminuição do consumo de água e na redução no descarte do lixo na escola. “Dessa forma, esperamos que eles (alunos) sejam adultos conscientes, que aprendam a atuar desde já e não só no futuro. Quando chegarem na maturidade estarão prontos. Essa é a principal função da Educação: tornar o aprendizado atual”.

 

Pais de alunos aprovam modelo adotado e veem evolução dos filhos

O projeto de sustentabilidade da Emeb Annita Magrini Guedes conquistou também os pais dos alunos. Segundo o diretor, o retorno das famílias tem sido muito positivo, e que há depoimento de responsáveis que mostram que a abordagem da escola tem surtido efeito no dia a dia dos estudantes fora dos muros da unidade.

A arquiteta Adriana Zago, 43 anos, disse que ficou triste quando teve de tirar o filho Diego, 10, de escola particular. “No começo foi muito difícil, já que meu filho mais velho estuda em colégio tradicional da cidade. Mas, ao ver o desenvolvimento do Diego, vejo que a decisão foi correta. Para se ter uma ideia, ele está liderando uma comissão de moradores a fim de melhorar o jardim do condomínio, cujas plantas não estavam vingando. Ele tem orientado os jardineiros como cuidar das plantas.”

O projeto da Emeb já alcançou bons resultados, como o primeiro lugar no Prêmio de Sustentabilidade Ambiental - Uso Racional da Água, em São Bernardo, em 2015. Neste ano, ganhou a medalha do mérito ambiental ofertado pela Câmara, e o projeto foi homologado pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio do Portal Educares.

 

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