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Greve deixa colombianos sem transporte público


Do Diário do Grande ABC

25/11/1999 | 14:07


Os colombianos amanheceram esta quinta-feira sem serviço de transporte público devido a uma greve por tempo indeterminado convocada pelos empresários do setor para protestar contra a política governamental para os preços dos combustíveis.

A greve dos transportistas, que se iniciou à 0h local (3h de Brasília), se somou movimento de protesto programado pelos trabalhadores estatais, enquanto que cerca de 40 mil camponeses e indígenas do departamento de Cauca (600 km a sudoeste de Bogotá) mantém bloqueada a estrada Pan-americana, a qual estao obstruindo há três semanas.

Os funcionários públicos protestam basicamente contra a política salarial do governo do presidente Andrés Pastrana, enquanto que os camponeses e indígenas de Cauca exigem um maior investimento social nessa regiao.

Apesar dos transportistas dialogarem até a meia-noite desta quinta-feira com o ministro do setor, Gustavo Canal, e o de Minas e Energia, Luis Carlos Valenzuela, nao se conseguiu nenhum acordo.

O governo manteve a política de preços dos combustíveis, que, em declaraçoes à imprensa, foi defendida pelo próprio presidente Pastrana, em funçao do que os empresários do setor reafirmaram a ordem de paralisaçao.

O ministro Valenzuela disse que a greve dos transportistas é desnecessária porque o problema central destes nao é por causa dos preços da gasolina, e sim a recessao que afeta igualmente outros setores.

O presidente do Conselho Superior do Transporte, Germán Yesid Isaza, explicou à imprensa que a ordem da greve será mantida enquanto o governo nao desmontar uma fórmula usada para fixar o preço interno dos combustíveis de acordo com o valor internacional do petróleo.

Por outro lado, as autoridades da cidade de Medellin, capital do departamento de Antioquia (440 km a noroeste de Bogotá), asseguraram que os transportadores urbanos se comprometeram a comparecer normalmente ao trabalho.

Para enfrentar a situaçao, o governo nacional colocou em andamento de um plano contingência, consistindo basicamente em botar nas ruas os veículos de serviço do Estado, aumentar as medidas de segurança em todo o país e pôr em vigência uma apólice de seguro para os veículos públicos que saírem para prestar serviços.



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Greve deixa colombianos sem transporte público

Do Diário do Grande ABC

25/11/1999 | 14:07


Os colombianos amanheceram esta quinta-feira sem serviço de transporte público devido a uma greve por tempo indeterminado convocada pelos empresários do setor para protestar contra a política governamental para os preços dos combustíveis.

A greve dos transportistas, que se iniciou à 0h local (3h de Brasília), se somou movimento de protesto programado pelos trabalhadores estatais, enquanto que cerca de 40 mil camponeses e indígenas do departamento de Cauca (600 km a sudoeste de Bogotá) mantém bloqueada a estrada Pan-americana, a qual estao obstruindo há três semanas.

Os funcionários públicos protestam basicamente contra a política salarial do governo do presidente Andrés Pastrana, enquanto que os camponeses e indígenas de Cauca exigem um maior investimento social nessa regiao.

Apesar dos transportistas dialogarem até a meia-noite desta quinta-feira com o ministro do setor, Gustavo Canal, e o de Minas e Energia, Luis Carlos Valenzuela, nao se conseguiu nenhum acordo.

O governo manteve a política de preços dos combustíveis, que, em declaraçoes à imprensa, foi defendida pelo próprio presidente Pastrana, em funçao do que os empresários do setor reafirmaram a ordem de paralisaçao.

O ministro Valenzuela disse que a greve dos transportistas é desnecessária porque o problema central destes nao é por causa dos preços da gasolina, e sim a recessao que afeta igualmente outros setores.

O presidente do Conselho Superior do Transporte, Germán Yesid Isaza, explicou à imprensa que a ordem da greve será mantida enquanto o governo nao desmontar uma fórmula usada para fixar o preço interno dos combustíveis de acordo com o valor internacional do petróleo.

Por outro lado, as autoridades da cidade de Medellin, capital do departamento de Antioquia (440 km a noroeste de Bogotá), asseguraram que os transportadores urbanos se comprometeram a comparecer normalmente ao trabalho.

Para enfrentar a situaçao, o governo nacional colocou em andamento de um plano contingência, consistindo basicamente em botar nas ruas os veículos de serviço do Estado, aumentar as medidas de segurança em todo o país e pôr em vigência uma apólice de seguro para os veículos públicos que saírem para prestar serviços.

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