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Câmara de Ribeirão desiste de obra

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Felipe Siqueira
Especial para o Diário

13/10/2017 | 07:00


Nem começou e a obra física na Câmara de Ribeirão Pires não vai sair mais do papel. Segundo a direção da Casa, a Extratech Serviços e Locação de Equipamentos, vencedora da licitação para executar reforma no Legislativo, pediu aditamento contratual antes mesmo de iniciar os trabalhos. Diante da negativa da mesa diretora, a empresa desistiu do acordo e o presidente Rubão Fernandes (PSD) engavetou a ideia.

A obra estava orçada em R$ 75,9 mil e o contrato foi assinado no dia 29 de agosto. Estavam previstas as construções de banheiros, recepções e sala de arquivos, além de pequenos reparos na atual estrutura.

Segundo o secretário legislativo da Casa, Régis Dias, a Extratech pediu aditamento contratual de R$ 50 mil na hora de assinar o convênio, mesmo depois de ter consentido com os valores estimados durante a licitação. “Poderiam impugnar o edital. Se houvesse isso, iríamos chamar os técnicos e veríamos se teria os problemas citados. Eles declinaram”, contou Dias.

Depois de a Extratech abandonar a obra, a Câmara convocou a segunda colocada no certame, que também recusou a proposta. “Como a primeira deu desconto (de R$ 5.000), não era possível voltar ao preço original. Falaram que não poderia fazer a obra com esse valor. Ela (Extratech) prejudicou todo o certame, entrou, não quis participar, aumentou o preço”, disse.

O Legislativo poderia realizar nova licitação, porém, a direção da Casa informou que vai aguardar novos desdobramentos. “Não vou tentar outra (agora). Vou rever as planilhas. Falaram que as planilhas estavam deficitárias. Mas foi feito com tabelas padrão da Prefeitura”, argumentou Régis Dias. “Por conta da arrecadação, deficit de receita, pode abortar (a obra para este ano)”, completou.

A última reforma na Câmara de Ribeirão Pires aconteceu em 2011, quando a Casa passou a receber 17 vereadores. Foi necessária a construção de mais gabinetes em uma estrutura anexa ao plenário.

Em agosto, quando assinou o contrato com a Extratech, Rubão comentou que a obra física no Legislativo era necessidade. “Sentamos no começo do ano para decidir isso. Não é fácil reformar, por conta da crise (financeira). Mas enxugamos a Câmara, mandamos carros para a Prefeitura, ajeitamos gastos, e hoje temos o dinheiro (para se fazer a obra)”. Ele também pensava em outras intervenções. “Se sobrar algum dinheiro, a gente vai fazer um estacionamento melhor, para deficiente, idoso.” 



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Câmara de Ribeirão desiste de obra

Felipe Siqueira
Especial para o Diário

13/10/2017 | 07:00


Nem começou e a obra física na Câmara de Ribeirão Pires não vai sair mais do papel. Segundo a direção da Casa, a Extratech Serviços e Locação de Equipamentos, vencedora da licitação para executar reforma no Legislativo, pediu aditamento contratual antes mesmo de iniciar os trabalhos. Diante da negativa da mesa diretora, a empresa desistiu do acordo e o presidente Rubão Fernandes (PSD) engavetou a ideia.

A obra estava orçada em R$ 75,9 mil e o contrato foi assinado no dia 29 de agosto. Estavam previstas as construções de banheiros, recepções e sala de arquivos, além de pequenos reparos na atual estrutura.

Segundo o secretário legislativo da Casa, Régis Dias, a Extratech pediu aditamento contratual de R$ 50 mil na hora de assinar o convênio, mesmo depois de ter consentido com os valores estimados durante a licitação. “Poderiam impugnar o edital. Se houvesse isso, iríamos chamar os técnicos e veríamos se teria os problemas citados. Eles declinaram”, contou Dias.

Depois de a Extratech abandonar a obra, a Câmara convocou a segunda colocada no certame, que também recusou a proposta. “Como a primeira deu desconto (de R$ 5.000), não era possível voltar ao preço original. Falaram que não poderia fazer a obra com esse valor. Ela (Extratech) prejudicou todo o certame, entrou, não quis participar, aumentou o preço”, disse.

O Legislativo poderia realizar nova licitação, porém, a direção da Casa informou que vai aguardar novos desdobramentos. “Não vou tentar outra (agora). Vou rever as planilhas. Falaram que as planilhas estavam deficitárias. Mas foi feito com tabelas padrão da Prefeitura”, argumentou Régis Dias. “Por conta da arrecadação, deficit de receita, pode abortar (a obra para este ano)”, completou.

A última reforma na Câmara de Ribeirão Pires aconteceu em 2011, quando a Casa passou a receber 17 vereadores. Foi necessária a construção de mais gabinetes em uma estrutura anexa ao plenário.

Em agosto, quando assinou o contrato com a Extratech, Rubão comentou que a obra física no Legislativo era necessidade. “Sentamos no começo do ano para decidir isso. Não é fácil reformar, por conta da crise (financeira). Mas enxugamos a Câmara, mandamos carros para a Prefeitura, ajeitamos gastos, e hoje temos o dinheiro (para se fazer a obra)”. Ele também pensava em outras intervenções. “Se sobrar algum dinheiro, a gente vai fazer um estacionamento melhor, para deficiente, idoso.” 

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