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Cidade vive clima de angústia e incerteza


Giba Bergamim Jr.
Do Diário do Grande ABC

27/11/2004 | 13:37


Uma atmosfera de angústia e incerteza cerca os moradores de São Caetano. A doença do prefeito da cidade, Luiz Tortorello (PTB), é assunto em qualquer rodinha de donas de casa, taxistas, comerciantes, funcionários públicos e empresários. Não se fala em outra coisa, mas os moradores dizem que os boatos e a falta de informações oficiais da Prefeitura só aumentam a ansiedade popular.

Na tarde de quinta-feira, a falsa informação de que o prefeito havia morrido causou tamanha comoção na cidade que fiéis em templos evangélicos e igrejas católicas iniciaram orações e moradores lamentaram a suposta "tragédia".

"Ontem (quinta), mataram o Tortorello umas três vezes, às 11h, às 13h e às 18h. Esse é o problema. A gente nunca sabe o correto. Já faz tempo que a gente ouve sobre a saúde precária dele, mas ficamos sabendo ou por amigos que trabalham na Prefeitura ou pelo jornal. Alguém da família poderia explicar melhor", disse a comerciante Maria Isabel Tufaile Iniesta, 47 anos. De acordo com Maria Isabel, cada freguês que entra em sua loja de produtos de limpeza faz um novo comentário sobre a doença.

Diogo Iniesta, 74 anos, morador do bairro Nova Gerty há 35, disse que gostaria de visitar o prefeito no Hospital Israelita Albert Einstein. "Se deixassem, eu iria visitá-lo. Ele é um pai para a cidade. Na minha opinião, é insubstituível", salientou Iniesta. Diariamente, ele "debate" o estado de saúde de Tortorello com os fregueses do açougue onde trabalha retalhando peças de carne de boi e de porco.

O balconista Julio César Faustino Priston, 32 anos, disse que ele e seus irmãos da Igreja Evangélica Pentecostal Jesus Nazareno, na Vila São José, fazem orações para a melhoria no quadro de saúde do prefeito. "A gente ora por ele e pela cidade. Pelos comentários, ele não está nada bem", afirmou Priston, que mora há 20 anos na Vila Gerty.

A empresária Mônica Takayanaji, 34 anos, declarou estar preocupada com a situação de Tortorello, mas acrescentou que admira a postura do prefeito de se manter à frente do governo municipal mesmo doente. "Ele preteriu o tratamento em função do trabalho, o que é nobre. Mas é muito preocupante a situação dele", declarou Mônica, moradora da região central de São Caetano e que afirmou ouvir detalhes diferenciados da doença de Tortorello até em salões de cabeleireiro.

Para a balconista Ana Maria Meira, 58 anos, a desinformação causa a sensação de que o município está à deriva. "Ele é uma pessoa querida na cidade, todos querem saber detalhadamente sobre o quadro clínico dele. Nós estamos muito preocupados", resumiu a balconista.



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Cidade vive clima de angústia e incerteza

Giba Bergamim Jr.
Do Diário do Grande ABC

27/11/2004 | 13:37


Uma atmosfera de angústia e incerteza cerca os moradores de São Caetano. A doença do prefeito da cidade, Luiz Tortorello (PTB), é assunto em qualquer rodinha de donas de casa, taxistas, comerciantes, funcionários públicos e empresários. Não se fala em outra coisa, mas os moradores dizem que os boatos e a falta de informações oficiais da Prefeitura só aumentam a ansiedade popular.

Na tarde de quinta-feira, a falsa informação de que o prefeito havia morrido causou tamanha comoção na cidade que fiéis em templos evangélicos e igrejas católicas iniciaram orações e moradores lamentaram a suposta "tragédia".

"Ontem (quinta), mataram o Tortorello umas três vezes, às 11h, às 13h e às 18h. Esse é o problema. A gente nunca sabe o correto. Já faz tempo que a gente ouve sobre a saúde precária dele, mas ficamos sabendo ou por amigos que trabalham na Prefeitura ou pelo jornal. Alguém da família poderia explicar melhor", disse a comerciante Maria Isabel Tufaile Iniesta, 47 anos. De acordo com Maria Isabel, cada freguês que entra em sua loja de produtos de limpeza faz um novo comentário sobre a doença.

Diogo Iniesta, 74 anos, morador do bairro Nova Gerty há 35, disse que gostaria de visitar o prefeito no Hospital Israelita Albert Einstein. "Se deixassem, eu iria visitá-lo. Ele é um pai para a cidade. Na minha opinião, é insubstituível", salientou Iniesta. Diariamente, ele "debate" o estado de saúde de Tortorello com os fregueses do açougue onde trabalha retalhando peças de carne de boi e de porco.

O balconista Julio César Faustino Priston, 32 anos, disse que ele e seus irmãos da Igreja Evangélica Pentecostal Jesus Nazareno, na Vila São José, fazem orações para a melhoria no quadro de saúde do prefeito. "A gente ora por ele e pela cidade. Pelos comentários, ele não está nada bem", afirmou Priston, que mora há 20 anos na Vila Gerty.

A empresária Mônica Takayanaji, 34 anos, declarou estar preocupada com a situação de Tortorello, mas acrescentou que admira a postura do prefeito de se manter à frente do governo municipal mesmo doente. "Ele preteriu o tratamento em função do trabalho, o que é nobre. Mas é muito preocupante a situação dele", declarou Mônica, moradora da região central de São Caetano e que afirmou ouvir detalhes diferenciados da doença de Tortorello até em salões de cabeleireiro.

Para a balconista Ana Maria Meira, 58 anos, a desinformação causa a sensação de que o município está à deriva. "Ele é uma pessoa querida na cidade, todos querem saber detalhadamente sobre o quadro clínico dele. Nós estamos muito preocupados", resumiu a balconista.

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