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Acordos comerciais com o Brasil podem ser positivos para o Reino Unido, diz FT



09/03/2017 | 05:31


Futuros acordos comerciais com o Brasil foram apontados como potenciais geradores de benefício para a economia do Reino Unido depois que o país se desligar da União Europeia (UE), no processo conhecido como Brexit, de acordo com o jornal britânico Financial Times. O Brasil é citado apenas no meio de uma reportagem com o título "Ativistas do Brexit mudam foco para o livre comércio global", ao lado de outras nações que também seriam promissoras, como Índia, Austrália e Nova Zelândia.

De acordo com a publicação, o economista Roger Bootle enxerga o Brexit como uma forma de abrir o comércio do Reino Unido com o resto do mundo. A poucos dias do início formal das negociações com a UE, no entanto, ele reconheceu que a batalha para restabelecer o país como um estado comercial independente está longe de terminar. "Dizer que você é a favor do Brexit não faz mais sentido", disse Bootle, que é presidente da consultoria Capital Economics. "É tudo uma questão de que tipo de Brexit existirá agora."

O FT salienta que a primeira-ministra, Theresa May, ao mesmo tempo em que fala sobre um livre comércio, também adota medidas para tranquilizar fabricantes e sinalizar que serão protegidos do impacto do Brexit. Ela também diz que procurará "o maior acesso possível" ao mercado único da UE.

O entusiasmo pelo livre comércio está longe de ser consenso entre os favoráveis ao Brexit, incluindo os agricultores britânicos, que poderiam ser atingidos por barreiras comerciais mais baixas em negociações com o resto do mundo. Os defensores do livre comércio é que apontaram para os benefícios que poderiam resultar de novos acordos comerciais com países como Índia, Brasil, Austrália e Nova Zelândia.

"O atual ciclo político é marcado pelo nacionalismo econômico nos Estados Unidos e no Reino Unido, mas grande parte do mundo está realmente se movendo na direção oposta", disse Hosuk Lee-Makiyama, que dirige o Centro Europeu para a Política Econômica Internacional. No entanto, ele acrescentou que o sentimento antiglobalização na eleição dos Estados Unidos no ano passado foi muito maior do que na consulta pública do Brexit.

Conforme o FT, um teste importante do compromisso do governo britânico com o livre comércio será a sua vontade de fazer concessões para atingir os acordos que deseja - incluindo vistos de trabalho. A Índia já deixou claro que gostaria de mais imigração para o Reino Unido como parte de qualquer novo acordo. "É provável que outros países façam demandas semelhantes, mas para um eleitorado preocupado com a imigração, admitir que haverá mais migrantes no país é uma conclusão precipitada", considerou o periódico.



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Acordos comerciais com o Brasil podem ser positivos para o Reino Unido, diz FT


09/03/2017 | 05:31


Futuros acordos comerciais com o Brasil foram apontados como potenciais geradores de benefício para a economia do Reino Unido depois que o país se desligar da União Europeia (UE), no processo conhecido como Brexit, de acordo com o jornal britânico Financial Times. O Brasil é citado apenas no meio de uma reportagem com o título "Ativistas do Brexit mudam foco para o livre comércio global", ao lado de outras nações que também seriam promissoras, como Índia, Austrália e Nova Zelândia.

De acordo com a publicação, o economista Roger Bootle enxerga o Brexit como uma forma de abrir o comércio do Reino Unido com o resto do mundo. A poucos dias do início formal das negociações com a UE, no entanto, ele reconheceu que a batalha para restabelecer o país como um estado comercial independente está longe de terminar. "Dizer que você é a favor do Brexit não faz mais sentido", disse Bootle, que é presidente da consultoria Capital Economics. "É tudo uma questão de que tipo de Brexit existirá agora."

O FT salienta que a primeira-ministra, Theresa May, ao mesmo tempo em que fala sobre um livre comércio, também adota medidas para tranquilizar fabricantes e sinalizar que serão protegidos do impacto do Brexit. Ela também diz que procurará "o maior acesso possível" ao mercado único da UE.

O entusiasmo pelo livre comércio está longe de ser consenso entre os favoráveis ao Brexit, incluindo os agricultores britânicos, que poderiam ser atingidos por barreiras comerciais mais baixas em negociações com o resto do mundo. Os defensores do livre comércio é que apontaram para os benefícios que poderiam resultar de novos acordos comerciais com países como Índia, Brasil, Austrália e Nova Zelândia.

"O atual ciclo político é marcado pelo nacionalismo econômico nos Estados Unidos e no Reino Unido, mas grande parte do mundo está realmente se movendo na direção oposta", disse Hosuk Lee-Makiyama, que dirige o Centro Europeu para a Política Econômica Internacional. No entanto, ele acrescentou que o sentimento antiglobalização na eleição dos Estados Unidos no ano passado foi muito maior do que na consulta pública do Brexit.

Conforme o FT, um teste importante do compromisso do governo britânico com o livre comércio será a sua vontade de fazer concessões para atingir os acordos que deseja - incluindo vistos de trabalho. A Índia já deixou claro que gostaria de mais imigração para o Reino Unido como parte de qualquer novo acordo. "É provável que outros países façam demandas semelhantes, mas para um eleitorado preocupado com a imigração, admitir que haverá mais migrantes no país é uma conclusão precipitada", considerou o periódico.

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