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Economia de S.Paulo sinaliza reação positiva


Wilson Marini
Da APJ

08/09/2016 | 07:00


Exibindo maior dinamismo econômico em relação aos demais Estados, São Paulo tende a sair à frente na recuperação da economia, segundo sugerem os recentes indicadores. O PIB (Produto Interno Bruto) paulista registrou crescimento no trimestre passado (abril a junho), comparado aos primeiros três meses do ano. A Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) divulgou que na comparação entre os dois trimestres, houve aumento de 0,2%. E o mês de junho avançou 0,9% em relação a maio. Em paralelo, o IBGE divulgou que a indústria paulista cresceu 1,5% em junho em relação a maio e acima da média do País, de 1,1%. Segundo destaca o jornal O Estado de S.Paulo na reportagem ‘O PIB paulista já dá sinais de reação’, a melhora do PIB paulista do período abril/junho é um primeiro dado positivo após cinco trimestres consecutivos de queda. O PIB passou de R$ 466,7 bilhões no primeiro trimestre para R$ 480,8 bilhões no segundo trimestre. Diz o relatório da Seade: “…Observa-se trajetória estável da tendência do PIB entre o primeiro e segundo trimestres de 2016, revertendo a trajetória descendente que prevaleceu nos trimestres anteriores”. A economia de São Paulo equivale a um terço da economia do Brasil.

Aumento da confiança
Na composição do PIB são computados o valor adicionado por agropecuária, indústria e serviços, além da arrecadação de impostos menos subsídios. A indústria deverá ser o carro-chefe da retomada. A alta da produção foi de 3,8% em relação ao primeiro trimestre, acima do avanço de 1,6% da agropecuária e de 0,6% do setor de serviços. A indústria de transformação cresceu 1,9% e o setor de produção e distribuição de gás, eletricidade, água e esgoto aumentou 1,2%. Diz o Estadão que o aumento da confiança das empresas, inclusive do comércio e dos consumidores, facilitará a retomada. Mas não se deve ignorar o peso do investimento, ajudado por decisões como a da abertura de novas concessões, caso da Rodovia dos Calçados, entre Franca e Itaporanga.

Sudeste
O Valor Econômico destaca que economia do Sudeste deve sair da recessão antes do resto do País, segundo estudo sobre desempenho regional do PIB feito pela 4E Consultoria. A partir dos dados divulgados pelo IBGE, entre outros, a consultoria estimou a evolução do PIB por Estado e por região no segundo trimestre de 2016. Leopoldo Gutierre, economista autor do estudo, diz que o setor industrial, especialmente em São Paulo, vem mostrando reação um pouco mais rápida do que na média do País. No geral, o setor instalado no Sudeste é mais sofisticado e mais competitivo do que no restante do País, o que favorece a retomada.

Interior em alta
Estudo da Endeavor, organização de apoio ao empreendedorismo, aponta a existência de cerca de 3.000 empresas de pequeno e médio porte na cadeia de agronegócios em cidades como São Carlos, Botucatu, Piracicaba e Campinas, o que representa aumento de 200% em relação a 2009. Uma das razões da tendência é a consistência da pesquisa em ciências agrárias e biotecnologia. “A pesquisa é o ponto de partida de boas ideias que vêm sendo postas em prática por jovens empreendedores focados na geração de negócios com alto potencial de crescimento”, diz o levantamento.

Vanguarda
Das universidades públicas (as estaduais USP, Unicamp e Unesp, e a federal UFSCar) e dos laboratórios da Embrapa, saíram 21 mil artigos científicos desde 2011, segundo o SciVal, buscador de pesquisas acadêmicas. É uma produção 25% superior à de universidades como Stanford e Berkeley, embriões do Vale do Silício, na Califórnia, o mais conhecido reduto de startups no mundo. Somente a USP publicou 30% mais que toda pesquisa em ciências agrárias de Israel. “O Interior paulista, pela concentração acadêmica, é a vanguarda desse processo”, diz Roberto Rodrigues, chefe do centro de agronegócio da Fundação Getulio Vargas. Exemplo dessa tendência é a fabricante de computadores Hewlett-Packard, que doou US$ 300 milhões para pesquisas desde 2001. Isso “poderá ajudar o ecossistema do Interior paulista a crescer firme e forte”, analisa publicação da Desenvolve SP.

Solar
A empresa Prátil concluiu a construção da maior usina solar do Brasil instalada em telhado e com geração distribuída, segundo a secretaria estadual de Energia e Mineração. Com 2.000 placas fotovoltaicas, o empreendimento tem potência total instalada de 0,5 MWp, suficiente para abastecer cerca de 360 residências por mês. A unidade instalada no telhado da sede da empresa de comércio eletrônico Mercado Livre, em Osasco, vai fornecer metade da energia consumida pelo complexo.

Franquias
“O negócio vai bem no Interior, obrigado”. Com essas palavras, a Folha de S.Paulo inicia reportagem sobre a tendência de levar redes de franquias do Interior para a cidade de São Paulo. Segundo a Associação Brasileira de Franchising em 2015, das 608 redes com operação na Capital, 334 começaram fora do município. Marcas que procuram a Capital normalmente já têm maturidade na operação, iniciada em polos regionais. 



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Economia de S.Paulo sinaliza reação positiva

Wilson Marini
Da APJ

08/09/2016 | 07:00


Exibindo maior dinamismo econômico em relação aos demais Estados, São Paulo tende a sair à frente na recuperação da economia, segundo sugerem os recentes indicadores. O PIB (Produto Interno Bruto) paulista registrou crescimento no trimestre passado (abril a junho), comparado aos primeiros três meses do ano. A Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) divulgou que na comparação entre os dois trimestres, houve aumento de 0,2%. E o mês de junho avançou 0,9% em relação a maio. Em paralelo, o IBGE divulgou que a indústria paulista cresceu 1,5% em junho em relação a maio e acima da média do País, de 1,1%. Segundo destaca o jornal O Estado de S.Paulo na reportagem ‘O PIB paulista já dá sinais de reação’, a melhora do PIB paulista do período abril/junho é um primeiro dado positivo após cinco trimestres consecutivos de queda. O PIB passou de R$ 466,7 bilhões no primeiro trimestre para R$ 480,8 bilhões no segundo trimestre. Diz o relatório da Seade: “…Observa-se trajetória estável da tendência do PIB entre o primeiro e segundo trimestres de 2016, revertendo a trajetória descendente que prevaleceu nos trimestres anteriores”. A economia de São Paulo equivale a um terço da economia do Brasil.

Aumento da confiança
Na composição do PIB são computados o valor adicionado por agropecuária, indústria e serviços, além da arrecadação de impostos menos subsídios. A indústria deverá ser o carro-chefe da retomada. A alta da produção foi de 3,8% em relação ao primeiro trimestre, acima do avanço de 1,6% da agropecuária e de 0,6% do setor de serviços. A indústria de transformação cresceu 1,9% e o setor de produção e distribuição de gás, eletricidade, água e esgoto aumentou 1,2%. Diz o Estadão que o aumento da confiança das empresas, inclusive do comércio e dos consumidores, facilitará a retomada. Mas não se deve ignorar o peso do investimento, ajudado por decisões como a da abertura de novas concessões, caso da Rodovia dos Calçados, entre Franca e Itaporanga.

Sudeste
O Valor Econômico destaca que economia do Sudeste deve sair da recessão antes do resto do País, segundo estudo sobre desempenho regional do PIB feito pela 4E Consultoria. A partir dos dados divulgados pelo IBGE, entre outros, a consultoria estimou a evolução do PIB por Estado e por região no segundo trimestre de 2016. Leopoldo Gutierre, economista autor do estudo, diz que o setor industrial, especialmente em São Paulo, vem mostrando reação um pouco mais rápida do que na média do País. No geral, o setor instalado no Sudeste é mais sofisticado e mais competitivo do que no restante do País, o que favorece a retomada.

Interior em alta
Estudo da Endeavor, organização de apoio ao empreendedorismo, aponta a existência de cerca de 3.000 empresas de pequeno e médio porte na cadeia de agronegócios em cidades como São Carlos, Botucatu, Piracicaba e Campinas, o que representa aumento de 200% em relação a 2009. Uma das razões da tendência é a consistência da pesquisa em ciências agrárias e biotecnologia. “A pesquisa é o ponto de partida de boas ideias que vêm sendo postas em prática por jovens empreendedores focados na geração de negócios com alto potencial de crescimento”, diz o levantamento.

Vanguarda
Das universidades públicas (as estaduais USP, Unicamp e Unesp, e a federal UFSCar) e dos laboratórios da Embrapa, saíram 21 mil artigos científicos desde 2011, segundo o SciVal, buscador de pesquisas acadêmicas. É uma produção 25% superior à de universidades como Stanford e Berkeley, embriões do Vale do Silício, na Califórnia, o mais conhecido reduto de startups no mundo. Somente a USP publicou 30% mais que toda pesquisa em ciências agrárias de Israel. “O Interior paulista, pela concentração acadêmica, é a vanguarda desse processo”, diz Roberto Rodrigues, chefe do centro de agronegócio da Fundação Getulio Vargas. Exemplo dessa tendência é a fabricante de computadores Hewlett-Packard, que doou US$ 300 milhões para pesquisas desde 2001. Isso “poderá ajudar o ecossistema do Interior paulista a crescer firme e forte”, analisa publicação da Desenvolve SP.

Solar
A empresa Prátil concluiu a construção da maior usina solar do Brasil instalada em telhado e com geração distribuída, segundo a secretaria estadual de Energia e Mineração. Com 2.000 placas fotovoltaicas, o empreendimento tem potência total instalada de 0,5 MWp, suficiente para abastecer cerca de 360 residências por mês. A unidade instalada no telhado da sede da empresa de comércio eletrônico Mercado Livre, em Osasco, vai fornecer metade da energia consumida pelo complexo.

Franquias
“O negócio vai bem no Interior, obrigado”. Com essas palavras, a Folha de S.Paulo inicia reportagem sobre a tendência de levar redes de franquias do Interior para a cidade de São Paulo. Segundo a Associação Brasileira de Franchising em 2015, das 608 redes com operação na Capital, 334 começaram fora do município. Marcas que procuram a Capital normalmente já têm maturidade na operação, iniciada em polos regionais. 

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