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Inglês com pinta de lorde

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vagner Aquino
Do Diário do Grande ABC

28/09/2011 | 07:00


Se você é daqueles que apreciam um carro alto, robusto e com motor potente, o Land Rover Discovery 4 está na medida. Ele nem é tão rústico quanto o irmão Defender - que tem aquele jeitão de jipe usado durante a Segunda Guerra - e nem tão moderninho quanto o Evoque (que está previsto para aterrissar em novembro por aqui) mas agrada bastante. A começar pelo motor 3.0 V6 turbo movido a diesel, com 244 cv a 4.000 rpm. Vale recordar que o modelo pode ser oferecido também com os blocos 2.7 V6 e 5.0 V8.

Meu primeiro contato com a máquina aconteceu no estacionamento da Land Rover, na Capital. Mesmo ali, parado entre outros tantos utilitários e sedãs (provavelmente de funcionários do prédio), o Discovery 4, que trajava um tom negro e calçava rodas de 20 polegadas, não conseguia esconder sua imponência. Após algumas explicações gerais dadas pelo assessor de imprensa da marca (que demonstrou o funcionamento de alguns sistemas, como o controle de aceleração gradual, o modo de assistência em rampas e o Homelink - item opcional que abre as portas e portões da garagem mecanizados), ajusto o banco, retrovisores e volante. Tudo é elétrico. Quando encontro a perfeita posição para dirigir - em questão de segundos - libero o freio de estacionamento e começo a domar a fera.

De início, logo constato que não é tarefa fácil manobrar o veículo - de 4,83 metros de comprimento, por 2,18 metros de largura e 1,89 metro de altura - pelos estreitos corredores do estacionamento. Quem mora em prédio ou trabalha em lugares com vagas apertadas, é bom pensar bem antes de fechar negócio.

A partir do portão do estacionamento, passo a enxergar os méritos do modelo. O primeiro deles, claro, foi o requinte do acabamento. Como manda a tradição britânica, é tudo muito bem acertado, desde o painel, até o revestimento dos bancos (em couro). Depois, passo a dar atenção especial ao sistema de navegação. Com fácil manipulação, através da tela touch screen no centro do painel, com sete polegadas.

O ar-condicionado de duas zonas ajuda a tornar a viagem mais agradável (naquele dia, a temperatura rondava os 30°C).

Até então, achei o carro meio pesadão. Mas, passado o trânsito intenso e a sequência de semáforos da Avenida Ibirapuera, é hora de sentir (de verdade) o ótimo trabalho do motor.

Com torque de 61,2 mkgf a 2.000 rpm, o veículo chega aos 100 km/h em 9,6 segundos e 180 km/h de velocidade final. Isso porque pesa 2.583 quilos.

 

Ao longo da avaliação

Com o passar dos dias, o veículo vai ficando ainda mais surpreendente. A quantidade de comandos demonstra a infinidade de habilidades do monstro que estou guiando. Um simples toque num botão, próximo à alavanca do câmbio (automático de seis marchas, com opção de trocas sequenciais e com engates para lá de precisos) permite ajustar a altura da suspensão de acordo com a necessidade.

Por falar nela, a bordo, o conforto é total. Mesmo em meio às nossas esburacadas ruas e avenidas, os chacoalhões não fazem parte da vida de quem dirige um Discovery 4.

O conforto também é dado pelos vidros elétricos one touch (todos), controlador de velocidade, teto solar elétrico, entre outros itens. Destaques para a geladeira, que fica sob o console central, e para as luzes ambientes, que ressaltam detalhes do interior do veículo. Um charme à parte.

E quem vai atrás - devidamente acomodado pela generosidade dos 2,89 metros de entre-eixos - ainda pode assistir a DVDs nas duas telas de LCD (localizadas nos encostos de cabeça dos assentos dianteiros) com entrada auxiliar e controle independente. Ah! E ainda há outra fileira de bancos. O espaço é para sete ocupantes.

 

Aptidões no fora de estrada

E não pense que é só de luxo e requinte que vive um Land Rover Discovery 4. Ao contrário do uso que a maioria dos proprietários dá a ele, mais urbano, este Land Rover também é bastante habilidoso em trechos off-road.

Sua tração 4x4 permanente permite total controle do veículo - começando pelas curvas das estradas e indo até os trechos lamacentos... Locais onde aquele carrinho popular com motor 1.0, com certeza, ficaria no meio do caminho.

No Discovery 4 situações como essas são totalmente resolvidas pelo Terrain Response. A tecnologia permite escolher qual a melhor forma de enfrentar o trecho adiante: neve, areia, lama, pedras ou mesmo o modo normal (asfalto). Tudo feito por um seletor que fica no console central. E isso confere pontos para a ergonomia do modelo, pois praticamente, tudo fica próximo às mãos do condutor.

Escolhido o modo, o comportamento do carro muda completamente. Rodas mais firmes e desempenho mais contido são as formas que o Discovery 4 encontra para mostrar que está preparado para o próximo desafio - ou o próximo obstáculo. Realmente o caminho até a casa de campo fica muito mas agradável aqui

 

 

Provocando torcicolos

Se, por dentro o Discovery 4 agrada, por fora, ele consegue ir além. Para ter um exemplar na garagem, a Land Rover pede R$ 262,9 mil ao interessado - em muitos casos, pessoas do ramo empresarial e artistas, talvez por isso o modelo seja alvo de tantos curiosos nas ruas. Além dos torcicolos e comentários por onde quer que se passe, não é difícil encontrar um motorista ao lado que reduza a velocidade para ver quem está guiando o Discovery 4.

Mas, claro, aqui, o motorista é um mero coadjuvante. Mesmo para quem não entende (ou não gosta) de carro, é praticamente impossível ficar imune aos atributos do modelo. A começar pelo olhar penetrante dos faróis de xenon, que formam conjunto um tanto quanto agressivo com a grade dianteira. À noite, o filete de luzes em LED dá um toque especial. Atrás, as lanternas ficam na direção das colunas.

Sim, suas linhas são bastante quadradas, mas este lorde exala uma altivez ímpar.



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Vagner Aquino
Do Diário do Grande ABC

28/09/2011 | 07:00


Se você é daqueles que apreciam um carro alto, robusto e com motor potente, o Land Rover Discovery 4 está na medida. Ele nem é tão rústico quanto o irmão Defender - que tem aquele jeitão de jipe usado durante a Segunda Guerra - e nem tão moderninho quanto o Evoque (que está previsto para aterrissar em novembro por aqui) mas agrada bastante. A começar pelo motor 3.0 V6 turbo movido a diesel, com 244 cv a 4.000 rpm. Vale recordar que o modelo pode ser oferecido também com os blocos 2.7 V6 e 5.0 V8.

Meu primeiro contato com a máquina aconteceu no estacionamento da Land Rover, na Capital. Mesmo ali, parado entre outros tantos utilitários e sedãs (provavelmente de funcionários do prédio), o Discovery 4, que trajava um tom negro e calçava rodas de 20 polegadas, não conseguia esconder sua imponência. Após algumas explicações gerais dadas pelo assessor de imprensa da marca (que demonstrou o funcionamento de alguns sistemas, como o controle de aceleração gradual, o modo de assistência em rampas e o Homelink - item opcional que abre as portas e portões da garagem mecanizados), ajusto o banco, retrovisores e volante. Tudo é elétrico. Quando encontro a perfeita posição para dirigir - em questão de segundos - libero o freio de estacionamento e começo a domar a fera.

De início, logo constato que não é tarefa fácil manobrar o veículo - de 4,83 metros de comprimento, por 2,18 metros de largura e 1,89 metro de altura - pelos estreitos corredores do estacionamento. Quem mora em prédio ou trabalha em lugares com vagas apertadas, é bom pensar bem antes de fechar negócio.

A partir do portão do estacionamento, passo a enxergar os méritos do modelo. O primeiro deles, claro, foi o requinte do acabamento. Como manda a tradição britânica, é tudo muito bem acertado, desde o painel, até o revestimento dos bancos (em couro). Depois, passo a dar atenção especial ao sistema de navegação. Com fácil manipulação, através da tela touch screen no centro do painel, com sete polegadas.

O ar-condicionado de duas zonas ajuda a tornar a viagem mais agradável (naquele dia, a temperatura rondava os 30°C).

Até então, achei o carro meio pesadão. Mas, passado o trânsito intenso e a sequência de semáforos da Avenida Ibirapuera, é hora de sentir (de verdade) o ótimo trabalho do motor.

Com torque de 61,2 mkgf a 2.000 rpm, o veículo chega aos 100 km/h em 9,6 segundos e 180 km/h de velocidade final. Isso porque pesa 2.583 quilos.

 

Ao longo da avaliação

Com o passar dos dias, o veículo vai ficando ainda mais surpreendente. A quantidade de comandos demonstra a infinidade de habilidades do monstro que estou guiando. Um simples toque num botão, próximo à alavanca do câmbio (automático de seis marchas, com opção de trocas sequenciais e com engates para lá de precisos) permite ajustar a altura da suspensão de acordo com a necessidade.

Por falar nela, a bordo, o conforto é total. Mesmo em meio às nossas esburacadas ruas e avenidas, os chacoalhões não fazem parte da vida de quem dirige um Discovery 4.

O conforto também é dado pelos vidros elétricos one touch (todos), controlador de velocidade, teto solar elétrico, entre outros itens. Destaques para a geladeira, que fica sob o console central, e para as luzes ambientes, que ressaltam detalhes do interior do veículo. Um charme à parte.

E quem vai atrás - devidamente acomodado pela generosidade dos 2,89 metros de entre-eixos - ainda pode assistir a DVDs nas duas telas de LCD (localizadas nos encostos de cabeça dos assentos dianteiros) com entrada auxiliar e controle independente. Ah! E ainda há outra fileira de bancos. O espaço é para sete ocupantes.

 

Aptidões no fora de estrada

E não pense que é só de luxo e requinte que vive um Land Rover Discovery 4. Ao contrário do uso que a maioria dos proprietários dá a ele, mais urbano, este Land Rover também é bastante habilidoso em trechos off-road.

Sua tração 4x4 permanente permite total controle do veículo - começando pelas curvas das estradas e indo até os trechos lamacentos... Locais onde aquele carrinho popular com motor 1.0, com certeza, ficaria no meio do caminho.

No Discovery 4 situações como essas são totalmente resolvidas pelo Terrain Response. A tecnologia permite escolher qual a melhor forma de enfrentar o trecho adiante: neve, areia, lama, pedras ou mesmo o modo normal (asfalto). Tudo feito por um seletor que fica no console central. E isso confere pontos para a ergonomia do modelo, pois praticamente, tudo fica próximo às mãos do condutor.

Escolhido o modo, o comportamento do carro muda completamente. Rodas mais firmes e desempenho mais contido são as formas que o Discovery 4 encontra para mostrar que está preparado para o próximo desafio - ou o próximo obstáculo. Realmente o caminho até a casa de campo fica muito mas agradável aqui

 

 

Provocando torcicolos

Se, por dentro o Discovery 4 agrada, por fora, ele consegue ir além. Para ter um exemplar na garagem, a Land Rover pede R$ 262,9 mil ao interessado - em muitos casos, pessoas do ramo empresarial e artistas, talvez por isso o modelo seja alvo de tantos curiosos nas ruas. Além dos torcicolos e comentários por onde quer que se passe, não é difícil encontrar um motorista ao lado que reduza a velocidade para ver quem está guiando o Discovery 4.

Mas, claro, aqui, o motorista é um mero coadjuvante. Mesmo para quem não entende (ou não gosta) de carro, é praticamente impossível ficar imune aos atributos do modelo. A começar pelo olhar penetrante dos faróis de xenon, que formam conjunto um tanto quanto agressivo com a grade dianteira. À noite, o filete de luzes em LED dá um toque especial. Atrás, as lanternas ficam na direção das colunas.

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