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Volks retoma moldes da Keiper na terça-feira

Anderson Silva/DGABC:  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Keiper garantiu que trabalhadores
deverão receber normalmente seus salários


Paula Oliveira
Especial para o Diário

27/08/2016 | 07:09


Chegaram ao fim as negociações entre a Keiper Metalls do Brasil e a Volkswagen, que há mais de um ano mantinham divergências sobre o preço pago pelos bancos automotivos fabricados em Mauá. Após várias reuniões entre as duas empresas, com a participação do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, foi decidido que na terça-feira, às 6h, a montadora irá retirar seus ferramentais que estão em comodato com a Keiper. Batalhão da Polícia Militar no município dará apoio a esta ação.

Trabalhadores da Keiper haviam retomado vigília em frente à fabricante na quarta-feira, após saberem que a Volkswagen tinha conseguido novamente liminar na Justiça para reaver os moldes dos produtos. Na semana passada, também haviam permanecido por três dias formando ‘barricada’ no local.

Temerosos por não saberem do destino da empresa nem se receberiam seus direitos em caso de demissão, os 400 funcionários da planta da região agora podem ficar mais tranquilos. Isso porque a Keiper garantiu que todos deverão receber normalmente seus salários até o fim do mês – eles estão afastados com desconto no banco de horas – e agora, com a ajuda de ação jurídica elaborada durante este imbróglio, foi acertado que a montadora deverá pagar valor de R$ 10 milhões à fabricante de bancos. A verba, segundo o sindicato, pode ser utilizada para bancar a rescisão trabalhista.

“A Volks também afirmou que se compromete fazer auditoria e ir até a Keiper para analisar o estoque de bancos que há na fábrica e, se estiver em bom estado, deverá adquirí-los e fará o pagamento para a empresa”, explica o diretor administrativo e financeiro da entidade, Adilson Torres, o Sapão.

PRÓXIMOS PASSOS - A Keiper agora irá analisar sua situação, pois cerca de 85% do faturamento da empresa provém da Volks. Com o rompimento do contrato, uma das possibilidades é a unificação das duas plantas industriais, a de Mauá, onde são fabricadas as estruturas para os bancos, e a de Araçariguama, no Interior, em que é feita a estamparia das peças. Ao todo, com os 150 empregados da Fameq, que funcionava em São Paulo e produzia componentes para os bancos, somam-se 950 funcionários.

Outra hipótese é o encerramento definitivo da empresa, que faz parte do Grupo Prevent, multinacional de origem bósnia e proprietária de dezenas de empresas, entre elas Keiper, Fameq, Cavelagni e Mardel, que no Exterior segue fornecendo para a Volkswagen.

“A montadora se prontificou a distribuir currículos dos funcionários da fabricante para as empresas que devem trabalhar junto com ela nesta nova fase e, se for interesse dessas companhias, elas poderão contratar esses funcionários, que têm know-how na produção de bancos”, explica Sapão.

HISTÓRICO - No dia 4, a Volks anunciou a suspensão do contrato de fornecimento pela Keiper. A montadora afirma que, desde março do ano passado, por conta da falta de bancos, foram contabilizados 140 dias de paralisações em suas três fábricas, em São Bernardo, Taubaté (Interior) e São José dos Pinhais (Paraná), o que fez com que deixassem de ser produzidos 130 mil veículos.

A Volkswagen, inclusive, antecipou para este mês as férias coletivas, planejadas para outubro, alegando a falta de bancos.

Enquanto isso, a Keiper disse que a decisão da Volks foi arbitrária e unilateral, já que “todas as paradas ocorridas recentemente foram precedidas de comunicados de aviso e alertas, no estrito cumprimento dos contratos, os quais também exigiram da montadora de honrar com a compra das quantidades mínimas de peças exigidas para produção dos lotes econômicos”. A fabricante se queixa dos baixos valores pagos pela montadora. 



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Volks retoma moldes da Keiper na terça-feira

Keiper garantiu que trabalhadores
deverão receber normalmente seus salários

Paula Oliveira
Especial para o Diário

27/08/2016 | 07:09


Chegaram ao fim as negociações entre a Keiper Metalls do Brasil e a Volkswagen, que há mais de um ano mantinham divergências sobre o preço pago pelos bancos automotivos fabricados em Mauá. Após várias reuniões entre as duas empresas, com a participação do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, foi decidido que na terça-feira, às 6h, a montadora irá retirar seus ferramentais que estão em comodato com a Keiper. Batalhão da Polícia Militar no município dará apoio a esta ação.

Trabalhadores da Keiper haviam retomado vigília em frente à fabricante na quarta-feira, após saberem que a Volkswagen tinha conseguido novamente liminar na Justiça para reaver os moldes dos produtos. Na semana passada, também haviam permanecido por três dias formando ‘barricada’ no local.

Temerosos por não saberem do destino da empresa nem se receberiam seus direitos em caso de demissão, os 400 funcionários da planta da região agora podem ficar mais tranquilos. Isso porque a Keiper garantiu que todos deverão receber normalmente seus salários até o fim do mês – eles estão afastados com desconto no banco de horas – e agora, com a ajuda de ação jurídica elaborada durante este imbróglio, foi acertado que a montadora deverá pagar valor de R$ 10 milhões à fabricante de bancos. A verba, segundo o sindicato, pode ser utilizada para bancar a rescisão trabalhista.

“A Volks também afirmou que se compromete fazer auditoria e ir até a Keiper para analisar o estoque de bancos que há na fábrica e, se estiver em bom estado, deverá adquirí-los e fará o pagamento para a empresa”, explica o diretor administrativo e financeiro da entidade, Adilson Torres, o Sapão.

PRÓXIMOS PASSOS - A Keiper agora irá analisar sua situação, pois cerca de 85% do faturamento da empresa provém da Volks. Com o rompimento do contrato, uma das possibilidades é a unificação das duas plantas industriais, a de Mauá, onde são fabricadas as estruturas para os bancos, e a de Araçariguama, no Interior, em que é feita a estamparia das peças. Ao todo, com os 150 empregados da Fameq, que funcionava em São Paulo e produzia componentes para os bancos, somam-se 950 funcionários.

Outra hipótese é o encerramento definitivo da empresa, que faz parte do Grupo Prevent, multinacional de origem bósnia e proprietária de dezenas de empresas, entre elas Keiper, Fameq, Cavelagni e Mardel, que no Exterior segue fornecendo para a Volkswagen.

“A montadora se prontificou a distribuir currículos dos funcionários da fabricante para as empresas que devem trabalhar junto com ela nesta nova fase e, se for interesse dessas companhias, elas poderão contratar esses funcionários, que têm know-how na produção de bancos”, explica Sapão.

HISTÓRICO - No dia 4, a Volks anunciou a suspensão do contrato de fornecimento pela Keiper. A montadora afirma que, desde março do ano passado, por conta da falta de bancos, foram contabilizados 140 dias de paralisações em suas três fábricas, em São Bernardo, Taubaté (Interior) e São José dos Pinhais (Paraná), o que fez com que deixassem de ser produzidos 130 mil veículos.

A Volkswagen, inclusive, antecipou para este mês as férias coletivas, planejadas para outubro, alegando a falta de bancos.

Enquanto isso, a Keiper disse que a decisão da Volks foi arbitrária e unilateral, já que “todas as paradas ocorridas recentemente foram precedidas de comunicados de aviso e alertas, no estrito cumprimento dos contratos, os quais também exigiram da montadora de honrar com a compra das quantidades mínimas de peças exigidas para produção dos lotes econômicos”. A fabricante se queixa dos baixos valores pagos pela montadora. 

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