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Bienal da arte dos industriários


Alessandro Soares
Do Diário do Grande ABC

27/11/2004 | 13:23


A partir de dezembro, os artífices das indústrias do Grande ABC viverão dias de operários artistas na unidade andreense do Sesi (Serviço Social da Indústria). A 1ª Bienal de Arte do Trabalhador da Indústria já começou a ser montada no CAT (Centro de Atividades Theobaldo de Nigris) no Sesi Santo André (praça Armando de Arruda Pereira, 100. Tel.: 4997-3177). A abertura da exposição para convidados será no dia 3 e a visitação para o público em geral, associados ou não do Sesi, é de 4 de dezembro a 30 de janeiro de 2005. Serão expostas 79 obras de 22 selecionados nesta que é a primeira mostra regional da criatividade do trabalhador das empresas das sete cidades da região.

A manifestação estética foi livre. A maioria dos trabalhadores não conta com formação superior em artes plásticas, embora alguns tenham cursos de arte. Pintura, desenho, fotografia e escultura são os suportes que mais se destacaram nesta primeira edição, com abundância do primeiro. Paisagens, estudos cromáticos e composições de formas integram a maioria das telas. Material reciclável também.

“O espaço está preparado, só falta instalar as obras. A equipe de curadores coordenada por Katia Canton observou o regulamento respeitando o enquadramento das obras desses artistas trabalhadores, que têm um sentido artístico diferenciado ao de um profissional da arte”, afirma Sergio Benedito Moretti, diretor do Sesi Santo André e idealizador da Bienal.

A Bienal aceitou inscrições de trabalhadores das indústrias metalúrgica, mecânica, gráfica, petroquímica, transporte, alimentícia, construção civil e outras, de empregados em firmas prestadoras de serviço para essas empresas ou de trabalhadores aposentados pela indústria. Só não foram inscritos trabalhadores nos setores de comércio, serviços e funcionários públicos.

“Tanto o grupo dos selecionados como o daqueles que participaram do processo seletivo estão ansiosos e otimistas em continuar mantendo trocas para novas Bienais ou exposições individuais que pretendemos realizar”, diz Moretti.

Sala especial – Com curadoria da artista plástica e coordenadora da Casa do Olhar em Santo André, Paula Caetano, foi preparada uma sala especial em paralelo à Bienal, em homenagem a três artistas de importância nacional e que têm ou tiveram carreiras ligadas ao Grande ABC. Luiz Sacilotto (1924-2003), natural de Santo André e signatário do manifesto Ruptura que inaugurou a estética concretista no país, é um dos principais nomes da arte nacional. Dele serão expostas quatro telas de 1999, uma de 1996 da série Concreções e duas obras em alumínio pintado, de 1950/2000.

Outro artista é João Suzuki, que mora em Santo André desde 1953. Dono de um trabalho reconhecido como social e esteticamente importante, Suzuki terá sete telas, duas em óleo sobre madeira, quatro em tinta sobre papel e uma da série ovóide, iniciada nos anos 1970, que rompe com o formato da tela de quatro cantos. O trabalho contemporâneo da andreense Sandra Cinto completa o trio de homenageados. Dela serão expostos cinco desenhos sobre papel e dois objetos compostos com madeira em técnica mista.



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Bienal da arte dos industriários

Alessandro Soares
Do Diário do Grande ABC

27/11/2004 | 13:23


A partir de dezembro, os artífices das indústrias do Grande ABC viverão dias de operários artistas na unidade andreense do Sesi (Serviço Social da Indústria). A 1ª Bienal de Arte do Trabalhador da Indústria já começou a ser montada no CAT (Centro de Atividades Theobaldo de Nigris) no Sesi Santo André (praça Armando de Arruda Pereira, 100. Tel.: 4997-3177). A abertura da exposição para convidados será no dia 3 e a visitação para o público em geral, associados ou não do Sesi, é de 4 de dezembro a 30 de janeiro de 2005. Serão expostas 79 obras de 22 selecionados nesta que é a primeira mostra regional da criatividade do trabalhador das empresas das sete cidades da região.

A manifestação estética foi livre. A maioria dos trabalhadores não conta com formação superior em artes plásticas, embora alguns tenham cursos de arte. Pintura, desenho, fotografia e escultura são os suportes que mais se destacaram nesta primeira edição, com abundância do primeiro. Paisagens, estudos cromáticos e composições de formas integram a maioria das telas. Material reciclável também.

“O espaço está preparado, só falta instalar as obras. A equipe de curadores coordenada por Katia Canton observou o regulamento respeitando o enquadramento das obras desses artistas trabalhadores, que têm um sentido artístico diferenciado ao de um profissional da arte”, afirma Sergio Benedito Moretti, diretor do Sesi Santo André e idealizador da Bienal.

A Bienal aceitou inscrições de trabalhadores das indústrias metalúrgica, mecânica, gráfica, petroquímica, transporte, alimentícia, construção civil e outras, de empregados em firmas prestadoras de serviço para essas empresas ou de trabalhadores aposentados pela indústria. Só não foram inscritos trabalhadores nos setores de comércio, serviços e funcionários públicos.

“Tanto o grupo dos selecionados como o daqueles que participaram do processo seletivo estão ansiosos e otimistas em continuar mantendo trocas para novas Bienais ou exposições individuais que pretendemos realizar”, diz Moretti.

Sala especial – Com curadoria da artista plástica e coordenadora da Casa do Olhar em Santo André, Paula Caetano, foi preparada uma sala especial em paralelo à Bienal, em homenagem a três artistas de importância nacional e que têm ou tiveram carreiras ligadas ao Grande ABC. Luiz Sacilotto (1924-2003), natural de Santo André e signatário do manifesto Ruptura que inaugurou a estética concretista no país, é um dos principais nomes da arte nacional. Dele serão expostas quatro telas de 1999, uma de 1996 da série Concreções e duas obras em alumínio pintado, de 1950/2000.

Outro artista é João Suzuki, que mora em Santo André desde 1953. Dono de um trabalho reconhecido como social e esteticamente importante, Suzuki terá sete telas, duas em óleo sobre madeira, quatro em tinta sobre papel e uma da série ovóide, iniciada nos anos 1970, que rompe com o formato da tela de quatro cantos. O trabalho contemporâneo da andreense Sandra Cinto completa o trio de homenageados. Dela serão expostos cinco desenhos sobre papel e dois objetos compostos com madeira em técnica mista.

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