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'Ninguém pode dizer que não sabia'


André Vieira
Especial para o Diário

29/11/2008 | 07:00


Apontado pelo Ministério Público como um dos quatro responsáveis pelo loteamento do Jardim das Oliveiras 3, Daniel da Silva, 42 anos, nega que tenha comercializado os lotes e diz que os moradores sabiam da contaminação. O bairro fica às margens da Estrada da Cama Patente, na região do Alvarenga, e foi erguido em área de proteção de manancial, que no passado funcionou como lixão.

Antes do lugar ser loteado, Silva trabalhava como caseiro de uma empresa e tinha conhecimento de que o local era utilizado como lixão. "Ninguém pode dizer que não sabia do problema. Quem construiu sabia, porque quando começou a cavar encontrou lixo. Se a Prefeitura não impediu, não era eu que iria impedir", diz.

A denúncia da Promotoria aponta que o terreno de cerca 30 mil metros quadrados foi loteado a partir de 1992 pela Associação Comunitária Novo Mundo sem autorização dos órgãos públicos competentes. Posteriormente, em substituição à Novo Mundo, foi fundada a Associação Habitacional Jardim das Oliveiras, presidida por Silva, que prosseguiu com a venda.

"A Associação Novo Mundo saiu e abandonou o pessoal. A orientação da Prefeitura foi para que fizéssemos uma nova associação. Foi assim que eu entrei e me arrependo até hoje", afirma. Nas contas de Silva, mais de 200 lotes no Jardim das Oliveiras foram vendidos.

Silva diz que os lotes já estavam comercializados quando a nova associação foi fundada. "Quando eu assumi já havia virado realidade. Não podia impedir ninguém. Mas alertava que o perigo estava ali", disse se referindo à área onde hoje está o Jardim das Oliveiras 3.

Dono de terreno na região até hoje, Silva afirmou que a administração não só permitiu o adensamento na área de proteção de mananciais como garantiu a continuidade. "Ninguém da Prefeitura falou que tinha perigo. Tanto que permitiram a ligação de água."

PROCESSOS
Dos cinco loteamentos que formam o Jardim das Oliveiras, três têm ação na Justiça que pedem o desfazimento do parcelamento e a remoção das famílias. Duas ações já foram julgadas e não cabem mais recursos. A terceira ação, que diz respeito ao Jardim das Oliveiras 3, foi ajuizada em 1995 e ainda tramita na Justiça.



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'Ninguém pode dizer que não sabia'

André Vieira
Especial para o Diário

29/11/2008 | 07:00


Apontado pelo Ministério Público como um dos quatro responsáveis pelo loteamento do Jardim das Oliveiras 3, Daniel da Silva, 42 anos, nega que tenha comercializado os lotes e diz que os moradores sabiam da contaminação. O bairro fica às margens da Estrada da Cama Patente, na região do Alvarenga, e foi erguido em área de proteção de manancial, que no passado funcionou como lixão.

Antes do lugar ser loteado, Silva trabalhava como caseiro de uma empresa e tinha conhecimento de que o local era utilizado como lixão. "Ninguém pode dizer que não sabia do problema. Quem construiu sabia, porque quando começou a cavar encontrou lixo. Se a Prefeitura não impediu, não era eu que iria impedir", diz.

A denúncia da Promotoria aponta que o terreno de cerca 30 mil metros quadrados foi loteado a partir de 1992 pela Associação Comunitária Novo Mundo sem autorização dos órgãos públicos competentes. Posteriormente, em substituição à Novo Mundo, foi fundada a Associação Habitacional Jardim das Oliveiras, presidida por Silva, que prosseguiu com a venda.

"A Associação Novo Mundo saiu e abandonou o pessoal. A orientação da Prefeitura foi para que fizéssemos uma nova associação. Foi assim que eu entrei e me arrependo até hoje", afirma. Nas contas de Silva, mais de 200 lotes no Jardim das Oliveiras foram vendidos.

Silva diz que os lotes já estavam comercializados quando a nova associação foi fundada. "Quando eu assumi já havia virado realidade. Não podia impedir ninguém. Mas alertava que o perigo estava ali", disse se referindo à área onde hoje está o Jardim das Oliveiras 3.

Dono de terreno na região até hoje, Silva afirmou que a administração não só permitiu o adensamento na área de proteção de mananciais como garantiu a continuidade. "Ninguém da Prefeitura falou que tinha perigo. Tanto que permitiram a ligação de água."

PROCESSOS
Dos cinco loteamentos que formam o Jardim das Oliveiras, três têm ação na Justiça que pedem o desfazimento do parcelamento e a remoção das famílias. Duas ações já foram julgadas e não cabem mais recursos. A terceira ação, que diz respeito ao Jardim das Oliveiras 3, foi ajuizada em 1995 e ainda tramita na Justiça.

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