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Policiais e bombeiros decretam greve no Rio

Decisão fluminense foi anunciada 18 horas após a prisão de
líderes grevistas baianos; Defesa Civil espera adesão mínima



10/02/2012 | 00:23


No mesmo dia em que grevistas desocuparam a Assembleia Legislativa da Bahia, bombeiros e policiais militares e civis do Rio decretaram greve. A decisão fluminense foi anunciada 18 horas após a prisão de líderes grevistas baianos, ao fim de uma vigília que reuniu 3 mil pessoas, segundo a PM. O secretário estadual de Defesa Civil e comandante dos bombeiros, Sérgio Simões, disse esperar que a adesão seja mínima. Caso contrário, já acertou a mobilização de até 14 mil homens do Exército para o carnaval.

 

"É greve geral e a culpa é do Cabral, estamos parados oficialmente a partir de agora", anunciou o cabo do 22.º Batalhão, Wellington Machado. "Agora não é hora de aceitar intimidação e ameaça. Se prender um de nós, vai ter que prender todo mundo. Aqui não tem covarde."

 

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Fernando Bandeira, afirmou que "no máximo" 30% da categoria será mantida nas delegacias para atender ocorrências em que houver violência ou grave ameaça. A princípio, a Delegacia de Homicídios funcionará normalmente.

 

No início da assembleia, representantes das categorias deram um ultimato ao governo do Estado. Decidiriam pela greve se, até a meia-noite de ontem, o governo não cumprisse cinco exigências: piso salarial de R$ 3.500, vale-transporte de R$ 350, tíquete-refeição de R$ 350, jornada de 40 horas semanais com pagamento de horas extras e libertação do cabo Benevenuto Daciolo, líder do movimento preso anteontem à noite, acusado de incitamento e aliciamento a motim. Em escutas divulgadas pelo Jornal Nacional anteontem, ele é flagrado conversando sobre a greve no Rio com a deputada estadual Janira Rocha (PSOL).

 

De manhã, gravações apresentadas pela TV Globo também causaram saída de 300 PMs baianos que estavam amotinados desde o dia 31 na Assembleia, em Salvador, ao enfraquecimento da paralisação na Bahia e à prisão de dois líderes do movimento - o principal deles, Marco Prisco, presidente da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares (Aspra), e Antônio Paulo Angeline. Em novas escutas, divulgadas ontem, Prisco aparece envolvido no planejamento da invasão de um batalhão e até na queima de um ônibus escolar. Segundo o governo baiano, 90% dos policiais voltaram ao trabalho - o que os grevistas negam.



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