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Um dia com Betinho, de Rio Grande


Daniela Dahrouge
Especial para o Diário

09/04/2006 | 08:22


O carro do presidente Roberto de Paula Breyer, o Betinho (PSDB), sai da garagem às 9h rumo à Câmara de Rio Grande da Serra, da qual é presidente. No porta-CDs, estampado com o símbolo do time do 'coração' - Palmeiras - estão os títulos preferidos do parlamentar, de samba a sertanejo, que nem chegam a ser tocados nos dois minutos gastos no trajeto até o Legislativo. Mesmo com o percurso curto, o parlamentar é cumprimentado pelos moradores. "Sou nascido e criado na cidade. São 38 anos aqui e, por isso, conheço todo mundo."

Já em seu gabinete, a primeira preocupação de Betinho é com a planta que não está ao lado de sua mesa, como de costume. "Adoro plantas. Acho que a sala fica sem vida sem uma plantinha." Quando o assessor Reinaldo Cavalcanti traz novamente o Figo de Monique (nome da planta) para a sala da presidência, o funcionário comenta: "Dizem que tudo de ruim que desejam para uma pessoa reflete em uma planta", explicando o motivo de ter levado o vaso para "tomar um sol", lembra o assessor.

Em uma hora e meia na Câmara, o telefone do chefe do Legislativo quase não toca, e o único trabalho realizado por ele é assinar um cheque para pagar a conta de água, no valor de R$ 45,98. "Sexta-feira é muito tranqüilo por aqui. Nos outros dias tem mais coisas para fazer", justifica.

Na rua Como ainda não tinha feito seu percurso semanal pela cidade, Betinho resolve deixar o gabinete para levantar reivindicações. Apesar de receber cumprimentos de muitas pessoas, quase ninguém o interrompe para conversar. "Isso é prova de que gostam do que fazemos. O pessoal fala oi, não nos xinga e nem olha torto", explica o parlamentar.

Na rua Progresso, marcada por terrenos baldios e falta de imóveis, Betinho aponta as dificuldades que a cidade tem, como falta de saneamento básico, de empregos e baixa arrecadação. Questionado sobre os projetos de sua autoria para a melhoria de Rio Grande, se apega à única proposta apresentada este ano, que prevê a obrigatoriedade de placas de aviso em casas com cães bravos. "Acho-a importante, já que pessoas podem ser atacadas por cachorros e até morrem", justifica.

Na mesma rua, o presidente visita o terreno onde será construída a futura sede da Câmara. "Pretendo fazer o projeto para a construção ainda este ano." Isso poupará do orçamento os R$ 3.600 mil pagos de aluguel atualmente pela Câmara. Betinho também vai à biblioteca municipal, quando uma municípe pede R$ 20 para ir a Santos visitar o neto doente. "Não tenho costume de dar dinheiro. Às vezes, quando aperta o coração, até quebro um galho, mas as pessoas ficam mal acostumadas. Pedem dinheiro, trabalho e outras coisas que não podemos resolver", diz, recusando a ajuda.

O parlamentar visitou também a UBS Central (Unidade Básica de Saúde), conversou com a secretária de Saúde, Maria José Pereira Zago, esteve na Secretaria de Serviços Urbanos para solicitar asfalto em algumas ruas, prejudicadas pela última chuva. No almoço, escolhe um dos restaurantes por quilo que freqüenta. "Como bastante, mas devagar. Meu prato preferido é massa e frango." Embora tenha pedido um refrigerante light, Betinho diz que gosta mesmo é de cerveja. "Bebo em casa ou no bar, de quinta a domingo, mas garanto que é só depois do trabalho."

De volta à Câmara, o presidente atende Chirlei Aparecida de Assis, que o aguardava para pedir ajuda para o pai doente, que seria despejado em breve. Ele a aconselha a procurar a Assistência Social do município.

Às 14h, o vereador dá por encerrado seu expediente na sexta-feira. O resto do dia já tem destino certo. "Vou para Santos com a família. Não dá para viver só de trabalho, se não a gente fica louco.  (Supervisão Lola Nicolás)


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Um dia com Betinho, de Rio Grande

Daniela Dahrouge
Especial para o Diário

09/04/2006 | 08:22


O carro do presidente Roberto de Paula Breyer, o Betinho (PSDB), sai da garagem às 9h rumo à Câmara de Rio Grande da Serra, da qual é presidente. No porta-CDs, estampado com o símbolo do time do 'coração' - Palmeiras - estão os títulos preferidos do parlamentar, de samba a sertanejo, que nem chegam a ser tocados nos dois minutos gastos no trajeto até o Legislativo. Mesmo com o percurso curto, o parlamentar é cumprimentado pelos moradores. "Sou nascido e criado na cidade. São 38 anos aqui e, por isso, conheço todo mundo."

Já em seu gabinete, a primeira preocupação de Betinho é com a planta que não está ao lado de sua mesa, como de costume. "Adoro plantas. Acho que a sala fica sem vida sem uma plantinha." Quando o assessor Reinaldo Cavalcanti traz novamente o Figo de Monique (nome da planta) para a sala da presidência, o funcionário comenta: "Dizem que tudo de ruim que desejam para uma pessoa reflete em uma planta", explicando o motivo de ter levado o vaso para "tomar um sol", lembra o assessor.

Em uma hora e meia na Câmara, o telefone do chefe do Legislativo quase não toca, e o único trabalho realizado por ele é assinar um cheque para pagar a conta de água, no valor de R$ 45,98. "Sexta-feira é muito tranqüilo por aqui. Nos outros dias tem mais coisas para fazer", justifica.

Na rua Como ainda não tinha feito seu percurso semanal pela cidade, Betinho resolve deixar o gabinete para levantar reivindicações. Apesar de receber cumprimentos de muitas pessoas, quase ninguém o interrompe para conversar. "Isso é prova de que gostam do que fazemos. O pessoal fala oi, não nos xinga e nem olha torto", explica o parlamentar.

Na rua Progresso, marcada por terrenos baldios e falta de imóveis, Betinho aponta as dificuldades que a cidade tem, como falta de saneamento básico, de empregos e baixa arrecadação. Questionado sobre os projetos de sua autoria para a melhoria de Rio Grande, se apega à única proposta apresentada este ano, que prevê a obrigatoriedade de placas de aviso em casas com cães bravos. "Acho-a importante, já que pessoas podem ser atacadas por cachorros e até morrem", justifica.

Na mesma rua, o presidente visita o terreno onde será construída a futura sede da Câmara. "Pretendo fazer o projeto para a construção ainda este ano." Isso poupará do orçamento os R$ 3.600 mil pagos de aluguel atualmente pela Câmara. Betinho também vai à biblioteca municipal, quando uma municípe pede R$ 20 para ir a Santos visitar o neto doente. "Não tenho costume de dar dinheiro. Às vezes, quando aperta o coração, até quebro um galho, mas as pessoas ficam mal acostumadas. Pedem dinheiro, trabalho e outras coisas que não podemos resolver", diz, recusando a ajuda.

O parlamentar visitou também a UBS Central (Unidade Básica de Saúde), conversou com a secretária de Saúde, Maria José Pereira Zago, esteve na Secretaria de Serviços Urbanos para solicitar asfalto em algumas ruas, prejudicadas pela última chuva. No almoço, escolhe um dos restaurantes por quilo que freqüenta. "Como bastante, mas devagar. Meu prato preferido é massa e frango." Embora tenha pedido um refrigerante light, Betinho diz que gosta mesmo é de cerveja. "Bebo em casa ou no bar, de quinta a domingo, mas garanto que é só depois do trabalho."

De volta à Câmara, o presidente atende Chirlei Aparecida de Assis, que o aguardava para pedir ajuda para o pai doente, que seria despejado em breve. Ele a aconselha a procurar a Assistência Social do município.

Às 14h, o vereador dá por encerrado seu expediente na sexta-feira. O resto do dia já tem destino certo. "Vou para Santos com a família. Não dá para viver só de trabalho, se não a gente fica louco.  (Supervisão Lola Nicolás)

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