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Conto de fadas no mundo hip hop


Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

02/10/2008 | 07:01


De mocinha injustiçada, Cinderela desdobrou-se em quatro personagens bastante comuns da periferia em Cindi Hip-Hop, espécie de ópera-rap que o Núcleo Bartolomeu de Depoimentos estréia nesta sexta-feira em sua sede, na Pompéia, em São Paulo. Na direção está a atriz Roberta Estrela D'Alva, nascida em Diadema e criada em São Bernardo.

Apesar de estar em pleno território do movimento, Roberta tornou-se MC (mestre de cerimônias ou melhor, vocalista) apenas depois de entrar no grupo, que se dedica há oito anos à pesquisa comportamental que envolve a cultura hip hop. O núcleo se completa com Claudia Schapira (responsável pelo texto), Eugênio Lima (coreografia) e Luaa Gabanini (preparadora do elenco, juntamente com a diretora).

O musical, que se utiliza dos pilares do movimento - dança, palavra, música e grafite -, é encenado basicamente por atores saídos ou com passagem pela Escola Livre de Teatro de Santo André, selecionados em outros espetáculos do coletivo. "Trabalhamos na formação de atores-MCs, conceito que só existe no teatro do hip-hop. O ator se auto-representa, ou seja, não é um mero intérprete: conta a sua própria história no palco", diz Roberta.

Os atores-MCs são Alan Gonçalves, Daniela Evelise, Dani Nega, Ícaro Rodrigues, Jé Oliveira, Raphael Garcia e Roberta Marcolin. "Todos já tinham algum tipo de envolvimento com a cultura hip hop, mas o conjunto é bastante diverso", afirma a diretora.

O texto desenha dois pares de Gatas Borralheiras também bastante diversos: uma faxineira, uma jogadora de basquete que gosta de meninas, um pedreiro e um cobrador de lotação. "Cada um tem sua própria madrasta e seu ‘sapatinho', ou seja, seu sonho",explica a diretora.

O elenco teve de submeter a pesada preparação física: corrida, ioga e, claro, dança de rua. A interpretação também envolveu treinamento vocal. Na cenografia, sempre presente, está São Paulo.

O formato, embora seja inédito no Brasil, ainda não é o mais ambicioso do grupo. O espetáculo é uma "miniópera-rap", explica Roberta Estrela D'Alva. "É um primeiro passo para Pajelança de Kuarup no Congá - Uma HipHópera Brasileira, que deve ter uma estrutura maior", afirma. O espetáculo deve manter o mesmo elenco. Texto e direção ficarão a cargo de Claudia Schapira.

Cindi também encerra o projeto 5X4 - Particularidades Coletivas - Tendências da Cultura Popular Urbana, na qual cada um dos componentes do núcleo comandava uma peça.

Indicação - O solo de Roberta dentro desse projeto, Vai te Catar, acaba de ser indicado ao Prêmio Qualidade Brasil, nas categorias Melhor Espetáculo e Melhor Direção. O espetáculo é o primeiro no Brasil a basear no spoken word (palavra falada), gênero no qual a letra do rap é privilegiada e o texto é declamado de maneira ritmada, acompanhado de um fundo musical.

Cindi Hip-Hop - Teatro. De amanhã ao dia 19, às 21h (sextas e sábados) e às 20h (domingos). No Núcleo Bartolomeu de Depoimentos - rua Dr. Augusto de Miranda, 786, Pompéia. Tel.: 3803-9396. Ingr.: R$ 9 (meia-entrada) a R$ 18.



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Conto de fadas no mundo hip hop

Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

02/10/2008 | 07:01


De mocinha injustiçada, Cinderela desdobrou-se em quatro personagens bastante comuns da periferia em Cindi Hip-Hop, espécie de ópera-rap que o Núcleo Bartolomeu de Depoimentos estréia nesta sexta-feira em sua sede, na Pompéia, em São Paulo. Na direção está a atriz Roberta Estrela D'Alva, nascida em Diadema e criada em São Bernardo.

Apesar de estar em pleno território do movimento, Roberta tornou-se MC (mestre de cerimônias ou melhor, vocalista) apenas depois de entrar no grupo, que se dedica há oito anos à pesquisa comportamental que envolve a cultura hip hop. O núcleo se completa com Claudia Schapira (responsável pelo texto), Eugênio Lima (coreografia) e Luaa Gabanini (preparadora do elenco, juntamente com a diretora).

O musical, que se utiliza dos pilares do movimento - dança, palavra, música e grafite -, é encenado basicamente por atores saídos ou com passagem pela Escola Livre de Teatro de Santo André, selecionados em outros espetáculos do coletivo. "Trabalhamos na formação de atores-MCs, conceito que só existe no teatro do hip-hop. O ator se auto-representa, ou seja, não é um mero intérprete: conta a sua própria história no palco", diz Roberta.

Os atores-MCs são Alan Gonçalves, Daniela Evelise, Dani Nega, Ícaro Rodrigues, Jé Oliveira, Raphael Garcia e Roberta Marcolin. "Todos já tinham algum tipo de envolvimento com a cultura hip hop, mas o conjunto é bastante diverso", afirma a diretora.

O texto desenha dois pares de Gatas Borralheiras também bastante diversos: uma faxineira, uma jogadora de basquete que gosta de meninas, um pedreiro e um cobrador de lotação. "Cada um tem sua própria madrasta e seu ‘sapatinho', ou seja, seu sonho",explica a diretora.

O elenco teve de submeter a pesada preparação física: corrida, ioga e, claro, dança de rua. A interpretação também envolveu treinamento vocal. Na cenografia, sempre presente, está São Paulo.

O formato, embora seja inédito no Brasil, ainda não é o mais ambicioso do grupo. O espetáculo é uma "miniópera-rap", explica Roberta Estrela D'Alva. "É um primeiro passo para Pajelança de Kuarup no Congá - Uma HipHópera Brasileira, que deve ter uma estrutura maior", afirma. O espetáculo deve manter o mesmo elenco. Texto e direção ficarão a cargo de Claudia Schapira.

Cindi também encerra o projeto 5X4 - Particularidades Coletivas - Tendências da Cultura Popular Urbana, na qual cada um dos componentes do núcleo comandava uma peça.

Indicação - O solo de Roberta dentro desse projeto, Vai te Catar, acaba de ser indicado ao Prêmio Qualidade Brasil, nas categorias Melhor Espetáculo e Melhor Direção. O espetáculo é o primeiro no Brasil a basear no spoken word (palavra falada), gênero no qual a letra do rap é privilegiada e o texto é declamado de maneira ritmada, acompanhado de um fundo musical.

Cindi Hip-Hop - Teatro. De amanhã ao dia 19, às 21h (sextas e sábados) e às 20h (domingos). No Núcleo Bartolomeu de Depoimentos - rua Dr. Augusto de Miranda, 786, Pompéia. Tel.: 3803-9396. Ingr.: R$ 9 (meia-entrada) a R$ 18.

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