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Pais recorrem ao Conselho Tutelar
para conseguir uma vaga em creche

Casos de dificuldade na matrícula chegam a 30%
dos atendimentos realizados pelo órgão em Diadema


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

17/01/2012 | 07:00


A dificuldade daqueles que não conseguem matricular seus filhos em creches públicas corresponde a até 30% dos atendimentos realizados pelos conselhos tutelares da região em 2011. Este é o caso de Diadema, onde 418 pais recorreram ao órgão municipal na tentativa de reverter o problema, comum às cidades do Grande ABC.

O Conselho Tutelar 2 de Diadema contabilizou 1.938 atendimentos no ano passado, sendo 30% de pais a procura de solução para falta de vagas em creche. Segundo a conselheira tutelar Rita Emílio Lopes, o aumento da demanda se dá em fevereiro, quando começam as aulas.

No Conselho Tutelar 3 de Mauá, 15% da demanda diz respeito ao mesmo problema. Conforme explica a conselheira tutelar Edileuza Maria da Silva, nestes casos os pais são orientados a procurar as unidades; no entanto, nem sempre conseguem matricular os pequenos.

Em Santo André, dos 1.739 casos registrados no Conselho Tutelar da Vila Luzita em 2011, cerca de 200 foram levados por pessoas que reivindicam vaga para o filho. Para o conselheiro tutelar Orlando Catharino, esse número não corresponde à demanda real, já que nem todos procuram o órgão municipal.

Exemplo disso é vivido pela operadora de caixa Susan Aparecida de Paula, 29 anos, que precisou recorrer à Justiça, há dois anos, para que a filha Naira, hoje com 4, pudesse ser matriculada. "A liminar saiu em outubro e ela ficou um mês na escola. Agora acabou o ano e estamos sem saber o que vai acontecer", diz. Segundo a mãe, que não tem com quem deixar a filha, a vaga não está garantida.

PREJUÍZOS

A demora para entrar na escola não é problema apenas para os pais, que precisam trabalhar. As crianças, principalmente aquelas com idade a partir dos 3 anos, podem sofrer prejuízos pedagógicos, como deficit de aprendizado, segundo a professora de Psicologia da Educação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo Silvia Colello.

Deficit é de 14.336 vagas entre zero e 3 anos

O ano letivo de 2012 começa em fevereiro com 3.254 novas vagas em creches para crianças com idade entre zero e 3 anos no Grande ABC. Enquanto foram observadas 32.955 matrículas em 2011, neste ano há 36.209 crianças matriculadas. Apesar do avanço, o número corresponde à diminuição de apenas 18% no deficit regional.

Atualmente, a fila de espera de crianças nesta faixa etária é de 14.336. São Bernardo é o município com maior deficit: 4.300 crianças, seguido por Diadema (3.500) e Santo André (3.000). Em Mauá, 2.636 crianças de zero a 3 anos aguardam por uma vaga, enquanto em Ribeirão Pires esse número estava na casa de 1.000 em 2011.

São Caetano é a única que atende em 100% a demanda educacional. A expectativa das prefeituras é criar mais 2.691 vagas até dezembro.



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Pais recorrem ao Conselho Tutelar
para conseguir uma vaga em creche

Casos de dificuldade na matrícula chegam a 30%
dos atendimentos realizados pelo órgão em Diadema

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

17/01/2012 | 07:00


A dificuldade daqueles que não conseguem matricular seus filhos em creches públicas corresponde a até 30% dos atendimentos realizados pelos conselhos tutelares da região em 2011. Este é o caso de Diadema, onde 418 pais recorreram ao órgão municipal na tentativa de reverter o problema, comum às cidades do Grande ABC.

O Conselho Tutelar 2 de Diadema contabilizou 1.938 atendimentos no ano passado, sendo 30% de pais a procura de solução para falta de vagas em creche. Segundo a conselheira tutelar Rita Emílio Lopes, o aumento da demanda se dá em fevereiro, quando começam as aulas.

No Conselho Tutelar 3 de Mauá, 15% da demanda diz respeito ao mesmo problema. Conforme explica a conselheira tutelar Edileuza Maria da Silva, nestes casos os pais são orientados a procurar as unidades; no entanto, nem sempre conseguem matricular os pequenos.

Em Santo André, dos 1.739 casos registrados no Conselho Tutelar da Vila Luzita em 2011, cerca de 200 foram levados por pessoas que reivindicam vaga para o filho. Para o conselheiro tutelar Orlando Catharino, esse número não corresponde à demanda real, já que nem todos procuram o órgão municipal.

Exemplo disso é vivido pela operadora de caixa Susan Aparecida de Paula, 29 anos, que precisou recorrer à Justiça, há dois anos, para que a filha Naira, hoje com 4, pudesse ser matriculada. "A liminar saiu em outubro e ela ficou um mês na escola. Agora acabou o ano e estamos sem saber o que vai acontecer", diz. Segundo a mãe, que não tem com quem deixar a filha, a vaga não está garantida.

PREJUÍZOS

A demora para entrar na escola não é problema apenas para os pais, que precisam trabalhar. As crianças, principalmente aquelas com idade a partir dos 3 anos, podem sofrer prejuízos pedagógicos, como deficit de aprendizado, segundo a professora de Psicologia da Educação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo Silvia Colello.

Deficit é de 14.336 vagas entre zero e 3 anos

O ano letivo de 2012 começa em fevereiro com 3.254 novas vagas em creches para crianças com idade entre zero e 3 anos no Grande ABC. Enquanto foram observadas 32.955 matrículas em 2011, neste ano há 36.209 crianças matriculadas. Apesar do avanço, o número corresponde à diminuição de apenas 18% no deficit regional.

Atualmente, a fila de espera de crianças nesta faixa etária é de 14.336. São Bernardo é o município com maior deficit: 4.300 crianças, seguido por Diadema (3.500) e Santo André (3.000). Em Mauá, 2.636 crianças de zero a 3 anos aguardam por uma vaga, enquanto em Ribeirão Pires esse número estava na casa de 1.000 em 2011.

São Caetano é a única que atende em 100% a demanda educacional. A expectativa das prefeituras é criar mais 2.691 vagas até dezembro.

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