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Vendas das pequenas
registram alta de 2,1%

Pedidos de fim de ano elevaram faturamento das empresas
da região em novembro; foram R$ 30 mi a mais nos cofres


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

17/01/2012 | 07:10


As micro e pequenas empresas do Grande ABC venderam 2,1% mais em novembro do que no mesmo mês em 2010, o que significou R$ 30,6 milhões a mais nos cofres dessas companhias. Na comparação com outubro, o faturamento das MPEs foi 9,5% maior, o que implicou aumento de R$ 128,8 milhões nas receitas. Os dados integram a pesquisa Indicadores Sebrae-SP.


Na avaliação do consultor da entidade Pedro João Gonçalves, o que pode explicar os resultados é o desempenho da indústria, que na média do Estado de São Paulo elevou seu faturamento em 5% frente a novembro de 2010 e em 4,5% em relação a outubro.


"A reação do setor em outubro e novembro provavelmente foi impulsionada pela demanda do comércio. Como o segundo semestre de 2011 foi um período de relativas incertezas, os pedidos demoraram a chegar", explica Gonçalves, referindo-se ao fato de que todos os anos a indústria já começa a se preparar para as vendas de fim de ano em agosto.


Outro fator que pode ter contribuído para que as vendas crescessem em novembro foi uma nova norma que as montadoras de caminhões e ônibus terão de atender. A partir deste ano esses veículos terão de utilizar novo modelo de motor, chamado de Euro 5, que emite menor quantidade de dióxido de carbono, um dos gases que provocam o efeito estufa, e custa cerca de 15% mais caro do que o Euro 3, utilizado até então. "Houve grande antecipação das compras por parte das montadoras para não pagarem mais caro no motor novo", conta Shotoku Yamamoto, terceiro diretor financeiro do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo.


Os fatos sustentam a análise de Gonçalves, que pontua que essa reação das fábricas "não necessariamente representa a recuperação do setor". De fato, para que a indústria se recupere, é preciso que boa parte da produção realizada no ano passado seja desovada. Porém, para que isso aconteça. a entrada de itens importados no País tem de ser freada, para que o item nacional ganhe espaço.


Mais um ponto fundamental é a valorização do real frente ao dólar que, embora tenha saído do patamar do R$ 1,60, no qual permaneceu boa parte de 2011, hoje está na casa de R$ 1,80. Para ajudar a indústria nacional, a moeda norte-americana tem de ficar acima dos R$ 2. Com isso, o produto nacional também consegue conquistar mais espaço no Exterior.


As vendas das MPEs do Grande ABC, de janeiro a novembro, foram 0,9% menores do que no mesmo período em 2010, o que significou perdas de R$ 148,2 milhões no faturamento.

 

Expectativa é que 2012 seja melhor

Apesar das incertezas do cenário externo, já que as crises da Zona do Euro e dos Estados Unidos ainda não tiveram um desfecho, as perspectivas para o 2012 são positivas.

“Este ano deverá ser um pouco melhor do que 2011, principalmente por conta das reduções na taxa de juros ocorridas no segundo semestre, que só agora vão começar a surtir efeito”, explica Gonçalves.

Com isso, os financiamentos devem ficar mais acessíveis novamente e os empresários poderão investir mais.

Na avaliação de Yamamoto, o governo deverá baixar mais uma vez a Selic, em 0,5 ponto percentual, para 10,5%. “Com os juros menores, diminui também a entrada de dólar especulativo no País e, consequentemente, o real se valoriza”, aponta.

De acordo com a pesquisa do Sebrae-SP, 50% dos entrevistados esperam manutenção no faturamento da empresa nos próximos seis meses. No mês anterior, eram 47%. Do total, 31% acham que haverá aumento na receita e 7% esperam piora.



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Vendas das pequenas
registram alta de 2,1%

Pedidos de fim de ano elevaram faturamento das empresas
da região em novembro; foram R$ 30 mi a mais nos cofres

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

17/01/2012 | 07:10


As micro e pequenas empresas do Grande ABC venderam 2,1% mais em novembro do que no mesmo mês em 2010, o que significou R$ 30,6 milhões a mais nos cofres dessas companhias. Na comparação com outubro, o faturamento das MPEs foi 9,5% maior, o que implicou aumento de R$ 128,8 milhões nas receitas. Os dados integram a pesquisa Indicadores Sebrae-SP.


Na avaliação do consultor da entidade Pedro João Gonçalves, o que pode explicar os resultados é o desempenho da indústria, que na média do Estado de São Paulo elevou seu faturamento em 5% frente a novembro de 2010 e em 4,5% em relação a outubro.


"A reação do setor em outubro e novembro provavelmente foi impulsionada pela demanda do comércio. Como o segundo semestre de 2011 foi um período de relativas incertezas, os pedidos demoraram a chegar", explica Gonçalves, referindo-se ao fato de que todos os anos a indústria já começa a se preparar para as vendas de fim de ano em agosto.


Outro fator que pode ter contribuído para que as vendas crescessem em novembro foi uma nova norma que as montadoras de caminhões e ônibus terão de atender. A partir deste ano esses veículos terão de utilizar novo modelo de motor, chamado de Euro 5, que emite menor quantidade de dióxido de carbono, um dos gases que provocam o efeito estufa, e custa cerca de 15% mais caro do que o Euro 3, utilizado até então. "Houve grande antecipação das compras por parte das montadoras para não pagarem mais caro no motor novo", conta Shotoku Yamamoto, terceiro diretor financeiro do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo.


Os fatos sustentam a análise de Gonçalves, que pontua que essa reação das fábricas "não necessariamente representa a recuperação do setor". De fato, para que a indústria se recupere, é preciso que boa parte da produção realizada no ano passado seja desovada. Porém, para que isso aconteça. a entrada de itens importados no País tem de ser freada, para que o item nacional ganhe espaço.


Mais um ponto fundamental é a valorização do real frente ao dólar que, embora tenha saído do patamar do R$ 1,60, no qual permaneceu boa parte de 2011, hoje está na casa de R$ 1,80. Para ajudar a indústria nacional, a moeda norte-americana tem de ficar acima dos R$ 2. Com isso, o produto nacional também consegue conquistar mais espaço no Exterior.


As vendas das MPEs do Grande ABC, de janeiro a novembro, foram 0,9% menores do que no mesmo período em 2010, o que significou perdas de R$ 148,2 milhões no faturamento.

 

Expectativa é que 2012 seja melhor

Apesar das incertezas do cenário externo, já que as crises da Zona do Euro e dos Estados Unidos ainda não tiveram um desfecho, as perspectivas para o 2012 são positivas.

“Este ano deverá ser um pouco melhor do que 2011, principalmente por conta das reduções na taxa de juros ocorridas no segundo semestre, que só agora vão começar a surtir efeito”, explica Gonçalves.

Com isso, os financiamentos devem ficar mais acessíveis novamente e os empresários poderão investir mais.

Na avaliação de Yamamoto, o governo deverá baixar mais uma vez a Selic, em 0,5 ponto percentual, para 10,5%. “Com os juros menores, diminui também a entrada de dólar especulativo no País e, consequentemente, o real se valoriza”, aponta.

De acordo com a pesquisa do Sebrae-SP, 50% dos entrevistados esperam manutenção no faturamento da empresa nos próximos seis meses. No mês anterior, eram 47%. Do total, 31% acham que haverá aumento na receita e 7% esperam piora.

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