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Dentistas têm redução na taxa de lixo


Vinícius Casagrande
Do Diário do Grande ABC

25/11/2001 | 20:09


O Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) e o Sindicato dos Odontologistas da Região do ABC fecharam um acordo para reduzir o valor da cobrança da taxa para a coleta de lixo infectante ou contaminado. A taxa passou a ser cobrada pelo Semasa a partir deste ano após determinação de legislação federal específica para a área e da Lei de Responsabilidade Fiscal.

No início da cobrança, a taxa era de R$ 70 e o Sindicato já conseguiu uma redução de 50%. Segundo o presidente do Sindicato, José Carlos Louzada, a diminuição do valor ocorreu em virtude de uma revisão da produção do lixo infectante feita pelos consultórios dentários. “A administração fez a promessa de estudar as faixas de consumo que antes eram de até 2,6 mil litros por mês, que é muito além do que produzimos. Agora criaram a faixa de 50 litros por dia e reduziram o valor da taxa”, afirmou.

A nova reivindicação da categoria é conseguir dividir a cobrança para um conjunto de consultórios. “Queremos que a taxa seja cobrada por condomínio. No caso de um prédio com dez dentistas, cada um pagaria R$ 3,50, pois o custo maior do Semasa está no transporte para a coleta”, disse. Para debater o assunto, o Sindicato realizou na sexta-feira à noite uma reunião sobre o tema.

Além dos consultórios odontológicos, o benefício do desconto também poderá ser prolongado para farmácias e os consultórios veterinários do município. “O valor tem de ser dividido pelo número de profissionais que utilizam o serviço, mas o Semasa ainda não tem o número correto e vai solicitar o cadastro à Prefeitura para verificar quantos profissionais de saúde existem em Santo André. À medida que aumentar o número de usuários do serviço, o valor tende a cair”, afirmou.

Louzada afirmou que essas negociações ainda serão feitas com o Semasa, mas se diz empolgado com os resultados obtidos até o momento. “O Semasa tem se mostrado bem acessível e muito aberto ao diálogo, sem ficar fechado como ocorria na administração anterior”, disse.

Segundo dados apresentados pelo Semasa, a unidade de tratamento de resíduos sépticos foi inaugurada em fevereiro e instalada no aterro de Santo André para fazer a desinfecção do lixo em forno de microondas para ser depositado no aterro sem riscos de contaminação. O custo do tratamento para o Semasa é de R$ 1,4 mil por tonelada. Ainda segundo a autarquia, a cobrança existe por uma determinação constitucional que determina que o custo tem de ser arcado pelo gerador do lixo.



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Dentistas têm redução na taxa de lixo

Vinícius Casagrande
Do Diário do Grande ABC

25/11/2001 | 20:09


O Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) e o Sindicato dos Odontologistas da Região do ABC fecharam um acordo para reduzir o valor da cobrança da taxa para a coleta de lixo infectante ou contaminado. A taxa passou a ser cobrada pelo Semasa a partir deste ano após determinação de legislação federal específica para a área e da Lei de Responsabilidade Fiscal.

No início da cobrança, a taxa era de R$ 70 e o Sindicato já conseguiu uma redução de 50%. Segundo o presidente do Sindicato, José Carlos Louzada, a diminuição do valor ocorreu em virtude de uma revisão da produção do lixo infectante feita pelos consultórios dentários. “A administração fez a promessa de estudar as faixas de consumo que antes eram de até 2,6 mil litros por mês, que é muito além do que produzimos. Agora criaram a faixa de 50 litros por dia e reduziram o valor da taxa”, afirmou.

A nova reivindicação da categoria é conseguir dividir a cobrança para um conjunto de consultórios. “Queremos que a taxa seja cobrada por condomínio. No caso de um prédio com dez dentistas, cada um pagaria R$ 3,50, pois o custo maior do Semasa está no transporte para a coleta”, disse. Para debater o assunto, o Sindicato realizou na sexta-feira à noite uma reunião sobre o tema.

Além dos consultórios odontológicos, o benefício do desconto também poderá ser prolongado para farmácias e os consultórios veterinários do município. “O valor tem de ser dividido pelo número de profissionais que utilizam o serviço, mas o Semasa ainda não tem o número correto e vai solicitar o cadastro à Prefeitura para verificar quantos profissionais de saúde existem em Santo André. À medida que aumentar o número de usuários do serviço, o valor tende a cair”, afirmou.

Louzada afirmou que essas negociações ainda serão feitas com o Semasa, mas se diz empolgado com os resultados obtidos até o momento. “O Semasa tem se mostrado bem acessível e muito aberto ao diálogo, sem ficar fechado como ocorria na administração anterior”, disse.

Segundo dados apresentados pelo Semasa, a unidade de tratamento de resíduos sépticos foi inaugurada em fevereiro e instalada no aterro de Santo André para fazer a desinfecção do lixo em forno de microondas para ser depositado no aterro sem riscos de contaminação. O custo do tratamento para o Semasa é de R$ 1,4 mil por tonelada. Ainda segundo a autarquia, a cobrança existe por uma determinação constitucional que determina que o custo tem de ser arcado pelo gerador do lixo.

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