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São Bernardo, 455 anos: com desenhos, artista expressa amor pela cidade


Marília Montich
Especial para o Diário OnLine

20/08/2008 | 07:00


Nascido em 1933, o descendente de italianos Armando Sérgio Marotti não esconde seu amor por São Bernardo, onde nasceu e passou a infância. Essa paixão pela cidade — que nesta quarta-feira completa 455 anos — é expressada na forma de arte: com a destreza de um arquiteto e a sensibilidade de um artista, o alfaiate faz desenhos que retratam a São Bernardo das décadas de 40 e 50, época em que fotografia não era comum.

A vocação para o desenho já se manifestava quando criança, mas apenas em 1958, quando começou a estudar na Associação Paulista de Belas Artes, é que o dom foi aprimorado. Naquele mesmo ano teve a idéia de montar uma escola de arte semelhante em São Bernardo e, com o auxílio de amigos, fundou a ASBA (Associação São-bernardense de Belas Artes).

Já a paixão pela cidade natal começou a ser retratada na forma de desenhos algum tempo depois. "Eu estava morando em Caraguatatuba e sentia muitas saudades daqui. Meus filhos pediam para que eu desenhasse ou pintasse alguma coisa, e eu tinha vontade de pintar, mas não sabia o que", lembra. "Até que um dia peguei um papel e desenhei a Marechal Deodoro, da Américo Brasiliense até a Alameda Glória, com todas as praças, igreja e ruas", completa.

Hoje, algumas das obras de Marotti podem ser vistas no Bar Central, na avenida Kennedy. Ele também já realizou nove exposições de seus trabalhos e fez algumas visitas a escolas da cidade, onde ainda ministrou palestras a alunos.

Sacrifícios pela arte - O prazer de desenhar a cidade que tanto gosta exige um pouco de esforço físico do artista. Ele conta que chega a sentir dores de cabeça ao tentar 'resgatar' na memória os detalhes do município onde passou a infância. "Para começar a desenhar, tenho de lembrar do passado e dos moradores, por exemplo. Às vezes ficava 15, 20 dias pensando como era o lugar a ser desenhado. Minha cabeça quase estourava e a dor só passava com compressa de água fria", conta.

Marotti, que já desenhou em torno de 20 quadros sobre a Rua Marechal Deodoro, desde a João Baptista de Oliveira Lima até a Silvia Jardim, revela que pretende chegar até o viaduto do Demarchi — o que renderia mais 12 quadros.

"Eu amo muito essa cidade, caso contrário não teria feito tudo isso. Se não gostasse, jamais ficaria quebrando a cabeça para voltar aos velhos tempos", diz.

E se pudesse mudar algo na São Bernardo dos dias de hoje, Marotti conta que resolveria o problema do trânsito. E até nisso já pensou: em seus desenhos, projetou dois túneis que suavizariam as diárias dores de cabeça dos motoristas.



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São Bernardo, 455 anos: com desenhos, artista expressa amor pela cidade

Marília Montich
Especial para o Diário OnLine

20/08/2008 | 07:00


Nascido em 1933, o descendente de italianos Armando Sérgio Marotti não esconde seu amor por São Bernardo, onde nasceu e passou a infância. Essa paixão pela cidade — que nesta quarta-feira completa 455 anos — é expressada na forma de arte: com a destreza de um arquiteto e a sensibilidade de um artista, o alfaiate faz desenhos que retratam a São Bernardo das décadas de 40 e 50, época em que fotografia não era comum.

A vocação para o desenho já se manifestava quando criança, mas apenas em 1958, quando começou a estudar na Associação Paulista de Belas Artes, é que o dom foi aprimorado. Naquele mesmo ano teve a idéia de montar uma escola de arte semelhante em São Bernardo e, com o auxílio de amigos, fundou a ASBA (Associação São-bernardense de Belas Artes).

Já a paixão pela cidade natal começou a ser retratada na forma de desenhos algum tempo depois. "Eu estava morando em Caraguatatuba e sentia muitas saudades daqui. Meus filhos pediam para que eu desenhasse ou pintasse alguma coisa, e eu tinha vontade de pintar, mas não sabia o que", lembra. "Até que um dia peguei um papel e desenhei a Marechal Deodoro, da Américo Brasiliense até a Alameda Glória, com todas as praças, igreja e ruas", completa.

Hoje, algumas das obras de Marotti podem ser vistas no Bar Central, na avenida Kennedy. Ele também já realizou nove exposições de seus trabalhos e fez algumas visitas a escolas da cidade, onde ainda ministrou palestras a alunos.

Sacrifícios pela arte - O prazer de desenhar a cidade que tanto gosta exige um pouco de esforço físico do artista. Ele conta que chega a sentir dores de cabeça ao tentar 'resgatar' na memória os detalhes do município onde passou a infância. "Para começar a desenhar, tenho de lembrar do passado e dos moradores, por exemplo. Às vezes ficava 15, 20 dias pensando como era o lugar a ser desenhado. Minha cabeça quase estourava e a dor só passava com compressa de água fria", conta.

Marotti, que já desenhou em torno de 20 quadros sobre a Rua Marechal Deodoro, desde a João Baptista de Oliveira Lima até a Silvia Jardim, revela que pretende chegar até o viaduto do Demarchi — o que renderia mais 12 quadros.

"Eu amo muito essa cidade, caso contrário não teria feito tudo isso. Se não gostasse, jamais ficaria quebrando a cabeça para voltar aos velhos tempos", diz.

E se pudesse mudar algo na São Bernardo dos dias de hoje, Marotti conta que resolveria o problema do trânsito. E até nisso já pensou: em seus desenhos, projetou dois túneis que suavizariam as diárias dores de cabeça dos motoristas.

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