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Marinho força prefeitos a quase dobrarem repasse

Marina Brandão/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prestes a ser reeleito presidente do Consórcio Intermunicipal, petista impulsiona Orçamento


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

17/11/2014 | 07:00


Prestes a ser reconduzido ao comando do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), impulsionou em 77% o Orçamento do órgão para 2015. Sob orientação do petista, pelo menos quatro das sete cidades quase dobraram os repasses dos cofres municipais para o colegiado de prefeitos para o próximo ano.

Em 2014, a receita total do Consórcio está avaliada em R$ 19 milhões. Para o próximo ano, o caixa da instituição chegará a R$ 35 milhões.

Os prefeitos Carlos Grana (PT-Santo André), Paulo Pinheiro (PMDB-São Caetano), Lauro Michels (PV-Diadema), Donisete Braga (PT-Mauá) e Saulo Benevides (PMDB-Ribeirão Pires) turbinaram os recursos a serem destinados em 2015 à entidade liderada por Marinho, que estuda mudar estatuto para ser reeleito pela segunda vez.

O acréscimo se dá pela decisão dos prefeitos em aumentar o repasse ao Consórcio de 0,3% para 0,5% da receita corrente líquida dos municípios.

Em Santo André, Grana aumentará em 37,6% o repasse ao Consórcio para o próximo ano. Em 2014, a administração andreense destinou R$ 3,9 milhões ao órgão. Para 2015, a transferência será de R$ 5,3 milhões.

Já Pinheiro destinará ao colegiado no próximo ano 87,5% a mais de recursos do Palácio da Cerâmica do que depositou neste ano. Em 2014, o peemedebista colocou R$ 2,4 milhões na conta do colegiado. Para 2015, o repasse representa quase o dobro: R$ 4,5 milhões. Se confrontados os valores destinados ao grupo desde o primeiro ano de gestão do peemedebista, em 2013, o depósito para o próximo ano será 585% maior que no início do mandato – foram R$ 660 mil.

Vice-presidente do Consórcio, Lauro evoluiu em 80,4% a transferência à entidade. Neste ano, o verde destinou R$ 2,3 milhões ao colegiado de prefeitos chefiado por Marinho. Em 2015, R$ 4,3 milhões dos cofres do Paço diademense serão alocados na conta do Consórcio.

Em Mauá, Donisete despenderá R$ 3,7 milhões em 2015 – acréscimo de 85% em relação ao repasse deste ano, fixado em R$ 2 milhões. A maior alta ficou por conta de Saulo, em Ribeirão, que praticamente dobrou o depósito ao Consórcio. Em 2015 será R$ 1 milhão apresentado ao colegiado, ante R$ 529 mil deste ano (salto de 95%).

Os aumentos dos repasses já devem constar nas previsões orçamentárias encaminhadas pelas Prefeituras às Câmaras da região. Em São Caetano, porém, o Paço enviou projeto à parte, visando a distribuição de recursos a diversos órgãos, entre eles o Consórcio. O texto deve ir à plenário antes mesmo de a LOA (Lei Orçamentária Anual) 2015 ser apreciada.

As Prefeituras de São Bernardo e Rio Grande da Serra não informaram os valores a serem destinados ao Consórcio em 2015.

CRIAÇÃO DE CARGOS
Além do acréscimo nas contribuições, todas as sete cidades do Grande ABC autorizaram o Consórcio a criar 33 cargos por meio de concurso público. O aumento de funcionários no colegiado gerou impasse em alguns municípios, que chegaram a travar a aprovação do projeto. Mesmo com as críticas, todas as cidades avalizaram a contratação. 



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Marinho força prefeitos a quase dobrarem repasse

Prestes a ser reeleito presidente do Consórcio Intermunicipal, petista impulsiona Orçamento

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

17/11/2014 | 07:00


Prestes a ser reconduzido ao comando do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), impulsionou em 77% o Orçamento do órgão para 2015. Sob orientação do petista, pelo menos quatro das sete cidades quase dobraram os repasses dos cofres municipais para o colegiado de prefeitos para o próximo ano.

Em 2014, a receita total do Consórcio está avaliada em R$ 19 milhões. Para o próximo ano, o caixa da instituição chegará a R$ 35 milhões.

Os prefeitos Carlos Grana (PT-Santo André), Paulo Pinheiro (PMDB-São Caetano), Lauro Michels (PV-Diadema), Donisete Braga (PT-Mauá) e Saulo Benevides (PMDB-Ribeirão Pires) turbinaram os recursos a serem destinados em 2015 à entidade liderada por Marinho, que estuda mudar estatuto para ser reeleito pela segunda vez.

O acréscimo se dá pela decisão dos prefeitos em aumentar o repasse ao Consórcio de 0,3% para 0,5% da receita corrente líquida dos municípios.

Em Santo André, Grana aumentará em 37,6% o repasse ao Consórcio para o próximo ano. Em 2014, a administração andreense destinou R$ 3,9 milhões ao órgão. Para 2015, a transferência será de R$ 5,3 milhões.

Já Pinheiro destinará ao colegiado no próximo ano 87,5% a mais de recursos do Palácio da Cerâmica do que depositou neste ano. Em 2014, o peemedebista colocou R$ 2,4 milhões na conta do colegiado. Para 2015, o repasse representa quase o dobro: R$ 4,5 milhões. Se confrontados os valores destinados ao grupo desde o primeiro ano de gestão do peemedebista, em 2013, o depósito para o próximo ano será 585% maior que no início do mandato – foram R$ 660 mil.

Vice-presidente do Consórcio, Lauro evoluiu em 80,4% a transferência à entidade. Neste ano, o verde destinou R$ 2,3 milhões ao colegiado de prefeitos chefiado por Marinho. Em 2015, R$ 4,3 milhões dos cofres do Paço diademense serão alocados na conta do Consórcio.

Em Mauá, Donisete despenderá R$ 3,7 milhões em 2015 – acréscimo de 85% em relação ao repasse deste ano, fixado em R$ 2 milhões. A maior alta ficou por conta de Saulo, em Ribeirão, que praticamente dobrou o depósito ao Consórcio. Em 2015 será R$ 1 milhão apresentado ao colegiado, ante R$ 529 mil deste ano (salto de 95%).

Os aumentos dos repasses já devem constar nas previsões orçamentárias encaminhadas pelas Prefeituras às Câmaras da região. Em São Caetano, porém, o Paço enviou projeto à parte, visando a distribuição de recursos a diversos órgãos, entre eles o Consórcio. O texto deve ir à plenário antes mesmo de a LOA (Lei Orçamentária Anual) 2015 ser apreciada.

As Prefeituras de São Bernardo e Rio Grande da Serra não informaram os valores a serem destinados ao Consórcio em 2015.

CRIAÇÃO DE CARGOS
Além do acréscimo nas contribuições, todas as sete cidades do Grande ABC autorizaram o Consórcio a criar 33 cargos por meio de concurso público. O aumento de funcionários no colegiado gerou impasse em alguns municípios, que chegaram a travar a aprovação do projeto. Mesmo com as críticas, todas as cidades avalizaram a contratação. 

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