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Operação prende 34 pessoas

Orlando Filho/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Realizada pelo Dise de São Bernardo, ação deteve integrantes da maior quadrilha de roubo de caminhões


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

05/11/2014 | 07:00


A Operação Não Pare na Pista, da Dise (Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes) de São Bernardo, prendeu ontem 34 pessoas que integravam a maior quadrilha de roubo de caminhões do Estado. Conforme as investigações, o bando possui em torno de 50 integrantes. Do total de presos, sete são mulheres.

Cerca de 300 policiais civis foram convocados para cumprir 49 mandados de prisão e 90 de busca e apreensão. Também foram apreendidos duas armas de fogo, três automóveis, 40 motos, um caminhão dublê e uma empilhadeira.

De acordo com o delegado titular da Dise de São Bernardo, Carlos Alberto da Cunha, a operação surgiu por causa do número de roubos de caminhões no Grande ABC. “Os policiais tiveram cinco meses de trabalho até chegar nos envolvidos. Neste meio-tempo, nossa equipe começou a mapear as quadrilhas que agem na região em toda a sua estrutura”, explicou.

Conforme o delegado, os criminosos atuavam sempre da mesma forma. Os assaltantes iam até as rodovias, já com a informação de quais veículos iam roubar. Eles quebravam o vidro e sequestravam o motorista, que era levado para um cativeiro, enquanto outro integrante conduzia o veículo.

“No local para o qual o caminhão era deslocado, um terceiro elemento da quadrilha ligava um bloqueador de sinal e desligava os rastreadores. Posteriormente, o motorista era liberado e o veículo conduzido para um desmanche, onde seria cortado e teria as peças distribuídas para venda”, disse Cunha.

As empresas que compravam essas peças também entravam no esquema. “Elas precisavam de uma fachada, então, encomendavam os itens direto dos criminosos principais. Porém, antes de chegar às empresas, as peças iam para desmanches que se passavam por distribuidores regulares e emitiam notas fiscais, vendendo para empresas em tese lícitas.”

A quadrilha agia há cerca de quatro anos na região, principalmente no SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes) e na Rodovia Índio Tibiriçá. Somente ontem, 89 roubos do tipo foram esclarecidos em todo o Estado. A polícia estima que cerca de 30 crimes eram praticados por mês pelo bando.

O líder da quadrilha está foragido até o momento. Ele tem documentos em dois nomes, Magno Fernandes e Magno dos Santos, com os quais declarava até Imposto de Renda.

“Ele gerencia todas as atividades, mas mantém contato maior com os receptadores. Ele também tem uma carteirinha da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) falsa e, por isso, tem facilidade na lavagem de dinheiro. Conseguimos identificar um grande patrimônio com postos de gasolina e vários cheques e empresas declarados no nome dele”, disse o delegado.

Conforme Cunha, com essas prisões, haverá queda de 90% nos índices de roubos de caminhões do Grande ABC. A operação continua a cumprir os demais mandados de prisão hoje. 



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Operação prende 34 pessoas

Realizada pelo Dise de São Bernardo, ação deteve integrantes da maior quadrilha de roubo de caminhões

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

05/11/2014 | 07:00


A Operação Não Pare na Pista, da Dise (Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes) de São Bernardo, prendeu ontem 34 pessoas que integravam a maior quadrilha de roubo de caminhões do Estado. Conforme as investigações, o bando possui em torno de 50 integrantes. Do total de presos, sete são mulheres.

Cerca de 300 policiais civis foram convocados para cumprir 49 mandados de prisão e 90 de busca e apreensão. Também foram apreendidos duas armas de fogo, três automóveis, 40 motos, um caminhão dublê e uma empilhadeira.

De acordo com o delegado titular da Dise de São Bernardo, Carlos Alberto da Cunha, a operação surgiu por causa do número de roubos de caminhões no Grande ABC. “Os policiais tiveram cinco meses de trabalho até chegar nos envolvidos. Neste meio-tempo, nossa equipe começou a mapear as quadrilhas que agem na região em toda a sua estrutura”, explicou.

Conforme o delegado, os criminosos atuavam sempre da mesma forma. Os assaltantes iam até as rodovias, já com a informação de quais veículos iam roubar. Eles quebravam o vidro e sequestravam o motorista, que era levado para um cativeiro, enquanto outro integrante conduzia o veículo.

“No local para o qual o caminhão era deslocado, um terceiro elemento da quadrilha ligava um bloqueador de sinal e desligava os rastreadores. Posteriormente, o motorista era liberado e o veículo conduzido para um desmanche, onde seria cortado e teria as peças distribuídas para venda”, disse Cunha.

As empresas que compravam essas peças também entravam no esquema. “Elas precisavam de uma fachada, então, encomendavam os itens direto dos criminosos principais. Porém, antes de chegar às empresas, as peças iam para desmanches que se passavam por distribuidores regulares e emitiam notas fiscais, vendendo para empresas em tese lícitas.”

A quadrilha agia há cerca de quatro anos na região, principalmente no SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes) e na Rodovia Índio Tibiriçá. Somente ontem, 89 roubos do tipo foram esclarecidos em todo o Estado. A polícia estima que cerca de 30 crimes eram praticados por mês pelo bando.

O líder da quadrilha está foragido até o momento. Ele tem documentos em dois nomes, Magno Fernandes e Magno dos Santos, com os quais declarava até Imposto de Renda.

“Ele gerencia todas as atividades, mas mantém contato maior com os receptadores. Ele também tem uma carteirinha da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) falsa e, por isso, tem facilidade na lavagem de dinheiro. Conseguimos identificar um grande patrimônio com postos de gasolina e vários cheques e empresas declarados no nome dele”, disse o delegado.

Conforme Cunha, com essas prisões, haverá queda de 90% nos índices de roubos de caminhões do Grande ABC. A operação continua a cumprir os demais mandados de prisão hoje. 

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