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Alunos da EJA em Mauá pedem manutenção do Ensino Médio


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

05/11/2014 | 07:00


Estudantes da Emeja (Escola Municipal de Educação de Jovens e Adultos) Clarice Lispector, em Mauá, usaram a tribuna da Câmara de Vereadores para pedir apoio contra o fechamento das salas de Ensino Médio da unidade a partir de 2015. O serviço é mantido pela administração há 22 anos, apesar de ser de responsabilidade do governo estadual, e atende 1.400 alunos.

O grupo cobra ainda que a Prefeitura ofereça espaço adequado para as aulas, que passaram a ser realizadas no Shopping Green Plaza, no Centro, após cessão do prédio próprio, na Vila Bocaina, para a instalação do IFSP (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo). A administração tem despesa de R$ 600 mil por um ano com a locação.

“É incoerente um serviço municipal funcionar em área privada alugada e improvisada. Precisamos do compromisso dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para manutenção das atividades e construção de outra sede”, considera o professor da EJA na cidade Reginaldo Alexandre Martins, porta-voz dos alunos.

Conforme explica a auxiliar de serviços gerais Lais Kalini, 36 anos, do 6º ano do Ensino Fundamental, a Emeja Clarice Lispector é a única na cidade que oferece aulas em três períodos (manhã, tarde e noite), por isso a preocupação com o fim das atividades para o Ensino Médio. “É um horário flexível para beneficiar pessoas que trabalham à noite, por exemplo”, diz.

Outra que lamenta o encerramento das aulas para as turmas do Ensino Médio é a auxiliar de higiene hospitalar Elaine de Souza Cruz, 44, aluna do 5º ano do Fundamental. Isso porque ela conseguiu superar quadro de depressão com a retomada dos estudos. “Nem precisei dar prosseguimento ao tratamento psiquiátrico depois que voltei a estudar. Da mesma forma que me ajudou, pode beneficiar outras pessoas”, comenta a moradora da Vila Bocaina, que teve de abandonar a escola para manter dois empregos e sustentar a família.

A Prefeitura de Mauá informou que a partir de 2015 não serão abertas novas vagas para o primeiro ano do Ensino Médio da EJA. O mesmo será feito sucessivamente no segundo e terceiro anos, até que os alunos já matriculados encerrem seus estudos. Segundo a administração, a prioridade do município é a criação de vagas em creches.



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Alunos da EJA em Mauá pedem manutenção do Ensino Médio

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

05/11/2014 | 07:00


Estudantes da Emeja (Escola Municipal de Educação de Jovens e Adultos) Clarice Lispector, em Mauá, usaram a tribuna da Câmara de Vereadores para pedir apoio contra o fechamento das salas de Ensino Médio da unidade a partir de 2015. O serviço é mantido pela administração há 22 anos, apesar de ser de responsabilidade do governo estadual, e atende 1.400 alunos.

O grupo cobra ainda que a Prefeitura ofereça espaço adequado para as aulas, que passaram a ser realizadas no Shopping Green Plaza, no Centro, após cessão do prédio próprio, na Vila Bocaina, para a instalação do IFSP (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo). A administração tem despesa de R$ 600 mil por um ano com a locação.

“É incoerente um serviço municipal funcionar em área privada alugada e improvisada. Precisamos do compromisso dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para manutenção das atividades e construção de outra sede”, considera o professor da EJA na cidade Reginaldo Alexandre Martins, porta-voz dos alunos.

Conforme explica a auxiliar de serviços gerais Lais Kalini, 36 anos, do 6º ano do Ensino Fundamental, a Emeja Clarice Lispector é a única na cidade que oferece aulas em três períodos (manhã, tarde e noite), por isso a preocupação com o fim das atividades para o Ensino Médio. “É um horário flexível para beneficiar pessoas que trabalham à noite, por exemplo”, diz.

Outra que lamenta o encerramento das aulas para as turmas do Ensino Médio é a auxiliar de higiene hospitalar Elaine de Souza Cruz, 44, aluna do 5º ano do Fundamental. Isso porque ela conseguiu superar quadro de depressão com a retomada dos estudos. “Nem precisei dar prosseguimento ao tratamento psiquiátrico depois que voltei a estudar. Da mesma forma que me ajudou, pode beneficiar outras pessoas”, comenta a moradora da Vila Bocaina, que teve de abandonar a escola para manter dois empregos e sustentar a família.

A Prefeitura de Mauá informou que a partir de 2015 não serão abertas novas vagas para o primeiro ano do Ensino Médio da EJA. O mesmo será feito sucessivamente no segundo e terceiro anos, até que os alunos já matriculados encerrem seus estudos. Segundo a administração, a prioridade do município é a criação de vagas em creches.

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