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Frank Aguiar nega ter feito negócios com traficante

Marina Brandão/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Derrotado nas urnas, vice-prefeito de S.Bernardo diz ser vítima de ‘injustiça’ e vê cunho eleitoral em acusações


Júnior Carvalho
Especial para o Diário

09/10/2014 | 07:00


O vice-prefeito de São Bernardo, Frank Aguiar (PMDB), negou ter feito negócios com Jaílson Lopes de Souza, o Jabá, que é acusado de comandar tráfico internacional de drogas. Em entrevista concedida ontem, na Capital, o peemedebista admitiu conhecer o suspeito, mas frisou que é “apenas vizinho” de Jabá e que não tem “como saber o que seus amigos fazem”.

O cantor classificou as denúncias como “jogo sujo da política e crime eleitoral gravíssimo”. Candidato a deputado federal no pleito de domingo, Frank recebeu 26.013 votos e não conseguiu conquistar cadeira em Brasília. “(Jabá) É vizinho conhecido. Não há relação nenhuma. Você sabe o que seus amigos fazem? Eu sei o que eu faço. Tenho milhares de amigos, não tenho como saber o que cada um faz”, justificou o vice-prefeito, acompanhado por dois advogados.

Frank é investigado pela PF (Polícia Federal) por suposta relação com Jabá. Segundo a investigação, o músico aparece em escutas telefônicas conversando com o suspeito, “largamente conhecido nos meios policiais como traficante internacional de substâncias entorpecentes e com vida progressa negativada pelas condutas criminosas”. O caso veio à tona na sexta-feira, às vésperas da eleição, após reportagem do jornal Folha de S.Paulo.

“Foi estranha (a denúncia). Dois dias antes da eleição trazem um negócio desse porque sou amigo de um investigado. O que eu vou poder fazer?”, argumentou Frank.

As acusações dão conta de que Jabá teria usado a influência de Frank como vice-prefeito para criar empresas fantasmas para lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas e venda de combustível adulterado. A polícia apura se o peemedebista recebeu propina para facilitar o esquema, que envolve suposta compra de concessionária da Volkswagen na Paraíba. Ainda de acordo com a investigação, a casa do cantor, localizada no condomínio de luxo Swiss Park, em São Bernardo, estaria no nome de Jabá. Frank nega todas as acusações, mas admite ter comprado o imóvel do suspeito.

PORTAS ABERTAS
Na terça-feira, Frank se apresentou espontaneamente e prestou depoimento na Polícia Federal. Ontem, o músico reiterou que “está à disposição” dos órgãos de Justiça para “prestar qualquer esclarecimento” e acrescentou que “abre a porta de casa para o País todo”. 



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Frank Aguiar nega ter feito negócios com traficante

Derrotado nas urnas, vice-prefeito de S.Bernardo diz ser vítima de ‘injustiça’ e vê cunho eleitoral em acusações

Júnior Carvalho
Especial para o Diário

09/10/2014 | 07:00


O vice-prefeito de São Bernardo, Frank Aguiar (PMDB), negou ter feito negócios com Jaílson Lopes de Souza, o Jabá, que é acusado de comandar tráfico internacional de drogas. Em entrevista concedida ontem, na Capital, o peemedebista admitiu conhecer o suspeito, mas frisou que é “apenas vizinho” de Jabá e que não tem “como saber o que seus amigos fazem”.

O cantor classificou as denúncias como “jogo sujo da política e crime eleitoral gravíssimo”. Candidato a deputado federal no pleito de domingo, Frank recebeu 26.013 votos e não conseguiu conquistar cadeira em Brasília. “(Jabá) É vizinho conhecido. Não há relação nenhuma. Você sabe o que seus amigos fazem? Eu sei o que eu faço. Tenho milhares de amigos, não tenho como saber o que cada um faz”, justificou o vice-prefeito, acompanhado por dois advogados.

Frank é investigado pela PF (Polícia Federal) por suposta relação com Jabá. Segundo a investigação, o músico aparece em escutas telefônicas conversando com o suspeito, “largamente conhecido nos meios policiais como traficante internacional de substâncias entorpecentes e com vida progressa negativada pelas condutas criminosas”. O caso veio à tona na sexta-feira, às vésperas da eleição, após reportagem do jornal Folha de S.Paulo.

“Foi estranha (a denúncia). Dois dias antes da eleição trazem um negócio desse porque sou amigo de um investigado. O que eu vou poder fazer?”, argumentou Frank.

As acusações dão conta de que Jabá teria usado a influência de Frank como vice-prefeito para criar empresas fantasmas para lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas e venda de combustível adulterado. A polícia apura se o peemedebista recebeu propina para facilitar o esquema, que envolve suposta compra de concessionária da Volkswagen na Paraíba. Ainda de acordo com a investigação, a casa do cantor, localizada no condomínio de luxo Swiss Park, em São Bernardo, estaria no nome de Jabá. Frank nega todas as acusações, mas admite ter comprado o imóvel do suspeito.

PORTAS ABERTAS
Na terça-feira, Frank se apresentou espontaneamente e prestou depoimento na Polícia Federal. Ontem, o músico reiterou que “está à disposição” dos órgãos de Justiça para “prestar qualquer esclarecimento” e acrescentou que “abre a porta de casa para o País todo”. 

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