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Corintians vence o Olímpia por 5x4 e se classifica


Nelson Cilo
Especial para o Diário

20/04/2000 | 00:17


Valeu a persistência do Corinthians no festival de gols desta quarta à noite no Pacaembu. Os incríveis e sofridos 5 a 4 mantiveram a liderança do Grupo 3 (13 pontos ganhos), classificaram o time brasileiro à próxima fase da Copa Libertadores e eliminaram o Olímpia, do Paraguai.

Em uma guerra, como a desta quarta, às vezes vale a estratégia do mais ousado. O gol de Luizao, logo aos cinco minutos do primeiro tempo, parecia o início da festa corintiana. O atacante bateu de longa distância, no ângulo, para incendiar o estádio. Aos 15, Baez quase pegou Dida de surpresa na primeira investida perigosa do Olímpia.

É verdade que o Olímpia precisava da vitória para sobreviver. Apesar de tudo, o time paraguaio, cauteloso, utilizava o caminho mais sensato dos contra-golpes para nao receber o troco mortal. O leao ferido ainda mantinha a lucidez.

Pacientemente, o Olímpia perseguiu o empate e, aos 20, chegou lá. Baez reprisou Luizao e também colocou no ângulo direito. A diferença é que a bola desviou em Adílson para depois trair Dida, que se encontrava adiantado demais.

Aos 34, Baez iria incorporar a alma de Pelé para marcar um golaço de bicicleta, ao concluir o levantamento de Monzón. Era como se o impacto de uma bomba assustasse a Fiel, que emudeceu no momento do lance fatal, mas nao desistiu de empurrar o time para cima do corajoso rival.

Como toda relaçao de amor tem um pouco de ódio disfarçado, a torcida já se mostrava impaciente. O cruzamento de Edílson, nas redes, aos 40, provocou sussurros de desespero. Quanto sofrimento.

A ópera corintiana recomeçou a funcionar no segundo ato. Aos sete minutos do segundo tempo, Luizao, de cabeça, só explorou o escanteio de Marcelinho Carioca para estabelecer os 2 a 2. Aos 13, Vampeta arriscou da intermediária para desatar o nó da garganta da Fiel: 3 a 2.

Aos 18, Fretes - ao cobrar um pênalti que apenas o juiz viu - empatou. Aos 21, a cabeça de Luizao estava lá, de novo, para conferir outro levantamento de Marcelinho Carioca: 4 a 3.

Cutucaram a onça. Aos 24, Quintana surgiu de trás para reestabelecer o placar: 4 a 4. Os dois times, afinal, se enfrentavam como se fossem duas feras dispostas a matar ou morrer. Aos 42, enfim, o Corinthians nocauteou o bravíssimo Olímpia no gol de Marcelinho Carioca ao concluir o passe perfeito de Edílson.

No gramado, o técnico Oswaldo de Oliveira e os jogadores do Corinthians trocaram abraços demorados e cumprimentos como se acabassem de conquistar um título importante. Nos vestiários, o ambiente, é lógico, era de muita festa e confranternizaçao.



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Corintians vence o Olímpia por 5x4 e se classifica

Nelson Cilo
Especial para o Diário

20/04/2000 | 00:17


Valeu a persistência do Corinthians no festival de gols desta quarta à noite no Pacaembu. Os incríveis e sofridos 5 a 4 mantiveram a liderança do Grupo 3 (13 pontos ganhos), classificaram o time brasileiro à próxima fase da Copa Libertadores e eliminaram o Olímpia, do Paraguai.

Em uma guerra, como a desta quarta, às vezes vale a estratégia do mais ousado. O gol de Luizao, logo aos cinco minutos do primeiro tempo, parecia o início da festa corintiana. O atacante bateu de longa distância, no ângulo, para incendiar o estádio. Aos 15, Baez quase pegou Dida de surpresa na primeira investida perigosa do Olímpia.

É verdade que o Olímpia precisava da vitória para sobreviver. Apesar de tudo, o time paraguaio, cauteloso, utilizava o caminho mais sensato dos contra-golpes para nao receber o troco mortal. O leao ferido ainda mantinha a lucidez.

Pacientemente, o Olímpia perseguiu o empate e, aos 20, chegou lá. Baez reprisou Luizao e também colocou no ângulo direito. A diferença é que a bola desviou em Adílson para depois trair Dida, que se encontrava adiantado demais.

Aos 34, Baez iria incorporar a alma de Pelé para marcar um golaço de bicicleta, ao concluir o levantamento de Monzón. Era como se o impacto de uma bomba assustasse a Fiel, que emudeceu no momento do lance fatal, mas nao desistiu de empurrar o time para cima do corajoso rival.

Como toda relaçao de amor tem um pouco de ódio disfarçado, a torcida já se mostrava impaciente. O cruzamento de Edílson, nas redes, aos 40, provocou sussurros de desespero. Quanto sofrimento.

A ópera corintiana recomeçou a funcionar no segundo ato. Aos sete minutos do segundo tempo, Luizao, de cabeça, só explorou o escanteio de Marcelinho Carioca para estabelecer os 2 a 2. Aos 13, Vampeta arriscou da intermediária para desatar o nó da garganta da Fiel: 3 a 2.

Aos 18, Fretes - ao cobrar um pênalti que apenas o juiz viu - empatou. Aos 21, a cabeça de Luizao estava lá, de novo, para conferir outro levantamento de Marcelinho Carioca: 4 a 3.

Cutucaram a onça. Aos 24, Quintana surgiu de trás para reestabelecer o placar: 4 a 4. Os dois times, afinal, se enfrentavam como se fossem duas feras dispostas a matar ou morrer. Aos 42, enfim, o Corinthians nocauteou o bravíssimo Olímpia no gol de Marcelinho Carioca ao concluir o passe perfeito de Edílson.

No gramado, o técnico Oswaldo de Oliveira e os jogadores do Corinthians trocaram abraços demorados e cumprimentos como se acabassem de conquistar um título importante. Nos vestiários, o ambiente, é lógico, era de muita festa e confranternizaçao.

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