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Medo toma conta da Vila Flórida, em S.Bernardo


Maurício Rodrigues
Da Redaçao

20/08/2000 | 20:04


Os roubos na Vila Flórida, em Sao Bernardo, viraram tao rotineiros que se transformaram em conversa comum entre os moradores. "É normal um vizinho contando como foi o assalto. Vivemos uma realidade de medo", desabafou a dona de casa Josefina Cópula, 57 anos, que teve o Vectra roubado na porta de casa. Um dos locais mais visados é a rua Cosme de Faria. "Sao 30 casas. Poucas nao foram vítimas dos bandidos", contou ela.

Segundo a dona de casa Elaine Ligore, 54 anos, no último dia 11 sua família escapou duas vezes dos ladroes. "As 18h30, eu estava encostando o carro quando um vizinho alertou sobre um Passat branco suspeito. Fui em direçao da Vila Paulicéia. Esse veículo me seguiu, mas desistiu fazendo uma conversao proibida", disse Elaine.

No final da noite, seu filho, Valdomiro Ligore, 28 anos, teve de repetir a atitude da mae. "Quando encostou para entrar, três homens em duas motocicletas estavam esperando um pouco mais abaixo do nosso portao. Meu filho percebeu o perigo e também fugiu", afirmou Elaine. "É a maior tensao. Nao dá para ficar sossegada enquanto alguém da família está fora. Nossos filhos nao podem voltar do passeio, da escola, sem ficar com medo de entrar em casa. Estamos apavorados e atrás das grades, uma das únicas maneiras de tentar ter um pouco de proteçao", desabafou a dona de casa.

Josefina explicou que o clima imposto pelos ladroes nao permite ficar sossegada nem mesmo para sair no portao. "Eu fico na porta cheia de preocupaçao. Imagine quando recebemos visitas. Passamos essa tensao para os outros", falou a dona de casa.

Tática - Os moradores da Vila Flórida criaram até procedimentos básicos para evitar um roubo. Ninguém chega e encosta o carro no portao. Primeiro é necessário passar pela rua para constatar a inexistência de indivíduos suspeitos. "As vezes chego a dar três voltas no quarteirao para poder entrar em casa", disse Elaine. Outra técnica é acumular as tarefas - pagamentos de contas, compras e transporte de crianças - para realizá-las em uma única saída.

Para atender a alguém que chega, o ideal é instalar um interfone. "Em alguns casos, os bandidos chegam a insistir para sairmos. Eles nao aceitam falar pelo interfone", disse Josefina. Caso nao tenha o equipamento, o morador atende atrás das grades das janelas. Todas as casas sao protegidas com portoes de ferro, alguns deles com lanças nas pontas.

A vizinhança fica atenta sobre qualquer desconhecido na área. "Meu filho, inclusive, chega com o rádio no último volume. Serve como sinal de sua chegada", disse Elaine. É comum os portoes serem abertos depois de um pedido feito pelo celular. "É preocupaçao durante todo o dia, mas piora quando anoitece", declarou Josefina.



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Medo toma conta da Vila Flórida, em S.Bernardo

Maurício Rodrigues
Da Redaçao

20/08/2000 | 20:04


Os roubos na Vila Flórida, em Sao Bernardo, viraram tao rotineiros que se transformaram em conversa comum entre os moradores. "É normal um vizinho contando como foi o assalto. Vivemos uma realidade de medo", desabafou a dona de casa Josefina Cópula, 57 anos, que teve o Vectra roubado na porta de casa. Um dos locais mais visados é a rua Cosme de Faria. "Sao 30 casas. Poucas nao foram vítimas dos bandidos", contou ela.

Segundo a dona de casa Elaine Ligore, 54 anos, no último dia 11 sua família escapou duas vezes dos ladroes. "As 18h30, eu estava encostando o carro quando um vizinho alertou sobre um Passat branco suspeito. Fui em direçao da Vila Paulicéia. Esse veículo me seguiu, mas desistiu fazendo uma conversao proibida", disse Elaine.

No final da noite, seu filho, Valdomiro Ligore, 28 anos, teve de repetir a atitude da mae. "Quando encostou para entrar, três homens em duas motocicletas estavam esperando um pouco mais abaixo do nosso portao. Meu filho percebeu o perigo e também fugiu", afirmou Elaine. "É a maior tensao. Nao dá para ficar sossegada enquanto alguém da família está fora. Nossos filhos nao podem voltar do passeio, da escola, sem ficar com medo de entrar em casa. Estamos apavorados e atrás das grades, uma das únicas maneiras de tentar ter um pouco de proteçao", desabafou a dona de casa.

Josefina explicou que o clima imposto pelos ladroes nao permite ficar sossegada nem mesmo para sair no portao. "Eu fico na porta cheia de preocupaçao. Imagine quando recebemos visitas. Passamos essa tensao para os outros", falou a dona de casa.

Tática - Os moradores da Vila Flórida criaram até procedimentos básicos para evitar um roubo. Ninguém chega e encosta o carro no portao. Primeiro é necessário passar pela rua para constatar a inexistência de indivíduos suspeitos. "As vezes chego a dar três voltas no quarteirao para poder entrar em casa", disse Elaine. Outra técnica é acumular as tarefas - pagamentos de contas, compras e transporte de crianças - para realizá-las em uma única saída.

Para atender a alguém que chega, o ideal é instalar um interfone. "Em alguns casos, os bandidos chegam a insistir para sairmos. Eles nao aceitam falar pelo interfone", disse Josefina. Caso nao tenha o equipamento, o morador atende atrás das grades das janelas. Todas as casas sao protegidas com portoes de ferro, alguns deles com lanças nas pontas.

A vizinhança fica atenta sobre qualquer desconhecido na área. "Meu filho, inclusive, chega com o rádio no último volume. Serve como sinal de sua chegada", disse Elaine. É comum os portoes serem abertos depois de um pedido feito pelo celular. "É preocupaçao durante todo o dia, mas piora quando anoitece", declarou Josefina.

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