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Especialista da ONU denuncia torturas do exército no Afeganistão


Da AFP

22/04/2005 | 09:57


Um especialista em direitos humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) no Afeganistão Cherif Bassiuni denunciou "torturas, prisões ilegais e maus-tratos" da coalizão militar americana e das forças afegãs em seu último relatório.

No texto elaborado para Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas, publicado esta semana, Bassiuni lembra que "a produção e o tráfico internacional de heroína são, ao lado da corrupção generalizada, as ameaças mais sérias que pesam sobre a segurança e o estado de direito no Afeganistão".

O relatório também chama a atenção para a "persistência de numerosas violações dos direitos humanos no país, com destaque para as graves violações cometidas pelas forças da coalizão".

Segundo Bassiuni, "o impacto destas práticas abusivas e a ausência de medidas para remediar os problemas criam um clima político desfavorável que pode fazer fracassar o processo de paz e de reconciliação nacional". "Se tratam sobretudo de abusos sexuais, golpes, atos de tortura e utilização da força que causaram mortes", destaca o especialista, que já havia citado os casos de tortura em fevereiro.

"Indigência forçada, uso de capuz, privação sensorial, privação do sono e da comida, obrigação de permanecer de cócoras ou de pé em posições dolorosas durante períodos prolongados também são práticas que foram observadas por diversas testemunhas", relata.

Bassiuni também cita "revistas ilegais de domicílios, prisões de afegãos e estrangeiros sem autoridade legal ou exame judicial, às vezes durante períodos prolongados".

A coalizão militar sob comando americano no Afeganistão mobilizada no país desde a queda dos talibãs no final de 2001 possui 18 mil homens, dos quais 16 mil são soldados americanos.



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Especialista da ONU denuncia torturas do exército no Afeganistão

Da AFP

22/04/2005 | 09:57


Um especialista em direitos humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) no Afeganistão Cherif Bassiuni denunciou "torturas, prisões ilegais e maus-tratos" da coalizão militar americana e das forças afegãs em seu último relatório.

No texto elaborado para Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas, publicado esta semana, Bassiuni lembra que "a produção e o tráfico internacional de heroína são, ao lado da corrupção generalizada, as ameaças mais sérias que pesam sobre a segurança e o estado de direito no Afeganistão".

O relatório também chama a atenção para a "persistência de numerosas violações dos direitos humanos no país, com destaque para as graves violações cometidas pelas forças da coalizão".

Segundo Bassiuni, "o impacto destas práticas abusivas e a ausência de medidas para remediar os problemas criam um clima político desfavorável que pode fazer fracassar o processo de paz e de reconciliação nacional". "Se tratam sobretudo de abusos sexuais, golpes, atos de tortura e utilização da força que causaram mortes", destaca o especialista, que já havia citado os casos de tortura em fevereiro.

"Indigência forçada, uso de capuz, privação sensorial, privação do sono e da comida, obrigação de permanecer de cócoras ou de pé em posições dolorosas durante períodos prolongados também são práticas que foram observadas por diversas testemunhas", relata.

Bassiuni também cita "revistas ilegais de domicílios, prisões de afegãos e estrangeiros sem autoridade legal ou exame judicial, às vezes durante períodos prolongados".

A coalizão militar sob comando americano no Afeganistão mobilizada no país desde a queda dos talibãs no final de 2001 possui 18 mil homens, dos quais 16 mil são soldados americanos.

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