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Atila processa ex-secretário de Alaíde por difamação nas redes

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Pré-candidato ao Paço, João Veríssimo acusou prefeito de superfaturar contratos de hospital


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

20/04/2020 | 00:05


O prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), decidiu processar o juiz aposentado João Veríssimo, pré-candidato ao Paço pelo PSD, por difamação nas redes sociais e ataques pessoais em publicações em que acusou o socialista de cometer ilegalidades em contratos envolvendo o hospital de campanha, que está sendo instalado para atender futuros pacientes da Covid-19 na cidade.

Em queixa-crime protocolada na 2ª Vara Criminal de Mauá, Atila argumenta que Veríssimo tem utilizado a pandemia do novo coronavírus para “ofender e macular” sua imagem, com intuito eleitoreiro e usando o tema como “pano de fundo”. Nos autos, o prefeito mauaense elenca série de publicações feitas por Veríssimo, como textos e vídeos, em que o pessedista o acusa de superfaturar contrato para locação de tendas para abrigar o hospital de campanha. As postagens também levantam suspeitas sobre acordo celebrado pelo governo municipal para a gestão da unidade provisória, apontando “diversas irregularidades”.

Na ação, Atila pede que Veríssimo, que foi juiz de Direito e secretário de Governo durante a última gestão interina de Alaíde Damo (MDB, hoje no posto de vice), seja condenado por difamação, cuja pena é de três meses de prisão a um ano, mais multa. Atila pleiteia, contudo, que o ex-magistrado tenha a pena agravada em um terço, uma vez que o meio utilizado para o possível crime (redes sociais) facilita a divulgação da suposta difamação.

Por meio de nota, Veríssimo se disse “tranquilo”, alegando que as denúncias se baseiam “em documentos e levantamentos que demonstram irregularidades”. “Esse fato, de forma alguma vai me afastar de minha responsabilidade, como cidadão de Mauá, de defender a probidade administrativa, evitando-se prejuízo aos cofres públicos”, justificou.

ENTENDA
Opositores têm apontado suposto superfaturamento em contrato fechado pelo governo Atila com a empresa Pilar Organizações e Festas Ltda, no valor de R$ 667,5 mil, para locação de tenda para abrigar o hospital de campanha da cidade. Também é questionada a legalidade de outro acordo, com a OSS (Organização Social de Saúde) Atlantic Transparência e Apoio à Saúde Pública, com sede em Caieiras, no patamar de R$ 3,2 milhões, para a gestão da unidade. O caso já passa por investigação do Ministério Público. O Paço de Mauá contesta as acusações, sustentando que “todos os processos de contratação seguiram os ritos legais”.
 



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Atila processa ex-secretário de Alaíde por difamação nas redes

Pré-candidato ao Paço, João Veríssimo acusou prefeito de superfaturar contratos de hospital

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

20/04/2020 | 00:05


O prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), decidiu processar o juiz aposentado João Veríssimo, pré-candidato ao Paço pelo PSD, por difamação nas redes sociais e ataques pessoais em publicações em que acusou o socialista de cometer ilegalidades em contratos envolvendo o hospital de campanha, que está sendo instalado para atender futuros pacientes da Covid-19 na cidade.

Em queixa-crime protocolada na 2ª Vara Criminal de Mauá, Atila argumenta que Veríssimo tem utilizado a pandemia do novo coronavírus para “ofender e macular” sua imagem, com intuito eleitoreiro e usando o tema como “pano de fundo”. Nos autos, o prefeito mauaense elenca série de publicações feitas por Veríssimo, como textos e vídeos, em que o pessedista o acusa de superfaturar contrato para locação de tendas para abrigar o hospital de campanha. As postagens também levantam suspeitas sobre acordo celebrado pelo governo municipal para a gestão da unidade provisória, apontando “diversas irregularidades”.

Na ação, Atila pede que Veríssimo, que foi juiz de Direito e secretário de Governo durante a última gestão interina de Alaíde Damo (MDB, hoje no posto de vice), seja condenado por difamação, cuja pena é de três meses de prisão a um ano, mais multa. Atila pleiteia, contudo, que o ex-magistrado tenha a pena agravada em um terço, uma vez que o meio utilizado para o possível crime (redes sociais) facilita a divulgação da suposta difamação.

Por meio de nota, Veríssimo se disse “tranquilo”, alegando que as denúncias se baseiam “em documentos e levantamentos que demonstram irregularidades”. “Esse fato, de forma alguma vai me afastar de minha responsabilidade, como cidadão de Mauá, de defender a probidade administrativa, evitando-se prejuízo aos cofres públicos”, justificou.

ENTENDA
Opositores têm apontado suposto superfaturamento em contrato fechado pelo governo Atila com a empresa Pilar Organizações e Festas Ltda, no valor de R$ 667,5 mil, para locação de tenda para abrigar o hospital de campanha da cidade. Também é questionada a legalidade de outro acordo, com a OSS (Organização Social de Saúde) Atlantic Transparência e Apoio à Saúde Pública, com sede em Caieiras, no patamar de R$ 3,2 milhões, para a gestão da unidade. O caso já passa por investigação do Ministério Público. O Paço de Mauá contesta as acusações, sustentando que “todos os processos de contratação seguiram os ritos legais”.
 

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