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Apenas 38% da população já fez teste para detecção da hepatite C

Orlando Filho/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Entidades médicas fazem campanha de alerta; na região, estimativa é de 5.000 portadores


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

29/07/2015 | 07:00


Uma doença silenciosa e que acomete 2,5 milhões de pessoas no País, sendo que 60% delas desconhecem o fato de estarem doentes. O cenário da incidência da hepatite C, mal responsável pela morte de pelo menos 9.000 brasileiros por ano, é agravado pelo fato de que apenas 38% da população já fez o teste específico para detecção do vírus, segundo pesquisa Datafolha. Na região, estimativa da Secretaria de Estado da Saúde aponta a existência de ao menos 5.000 portadores nas sete cidades.

Diante dos números, entidades médicas lançaram ontem, Dia Mundial de Combate à Hepatite C, campanha para conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce. Estimativa da Pasta estadual indica notificação de 68,2 mil novos casos de infecção pelo vírus em todo o Estado desde o ano 2000. A OMS (Organização Mundial da Saúde) fala em 170 milhões de pessoas com o problema em todo o mundo e 500 mil mortes em decorrência do mal.

A campanha têm como público-alvo a população nascida entre 1945 e 1975, com idade entre 40 e 70 anos. Isso porque, segundo o presidente da SBH (Sociedade Brasileira de Hepatologia), Edison Roberto Parise, a faixa etária em questão responde por cerca de 70% a 80% dos casos diagnosticados da doença. “Grande parte das pessoas que têm hepatite C foi infectada no passado, seja por meio de transfusões de sangue ou procedimentos feitos com agulhas não descartáveis”, explica.

A pesquisa, que ouviu 2.000 pessoas de 120 cidades brasileiras, destacou que a maior parte da população (86%) considera a hepatite C uma doença grave. No entanto, 55% não concordam com a característica silenciosa da patologia. “Isso preocupa, porque é uma doença que leva em torno de 25 a 30 anos para evoluir, o que faz com que esse indivíduo não se julgue doente e não faça o teste. Quanto mais tarde diagnosticar, maiores as complicações hepáticas”, explica o presidente da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), Érico Arruda.

A projeção de aumento de 95% dos casos de cirrose e câncer de fígado no País nos próximos 15 anos é outro alerta, de acordo com Arruda. “Em torno de 10% a 20% das pessoas infectadas pelo vírus da hepatite C desenvolvem cirrose no período de 20 a 25 anos.”

CENSO

Com o objetivo de mapear o real número de pessoas com hepatite C no Estado, a Secretaria de Saúde lançou censo on-line. A partir do questionário respondido pela população já diagnosticada, disponibilizado no portal da Pasta, o governo espera ter condições de ampliar as políticas de prevenção e tratamento do mal.

O teste para detectar o vírus é gratuito e ofertado pelo SUS (Sistema Único de Saúde). São considerados ainda grupos de risco usuários de drogas injetáveis, filhos de mães infectadas, parceiros de portadores do vírus e pessoas com tatuagem ou piercing.

Novo tratamento ofertado pelo SUS aumenta chance de cura

O anúncio de nova terapia ofertada pelo SUS (Sistema Único de Saúde) para portadores de hepatite C traz esperanças a médicos e pacientes. A promessa é que o tratamento, feito com base nos medicamentos Daclatasvir, Simeprevir e Sofosbuvir, esteja disponível na rede pública até o fim do ano e beneficie 30 mil pessoas.

Conforme explica o presidente da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), Érico Arruda, o novo procedimento adotado pelo SUS aumenta as chances de cura da doença, diminui o tempo de tratamento, triplica a quantidade de beneficiados e prevê mais qualidade de vida. “O Ministério da Saúde conseguiu negociar o valor dos medicamentos. O modelo de terapia anterior custa em torno de US$ 22 mil (R$ 73,9 mil), enquanto o novo US$ 9,5 mil (R$ 31,9 mil)”, diz.

Atualmente, 12 mil pessoas passam por terapia para hepatite C no País. Segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), são 8.040 novos casos de câncer de fígado ao ano e a doença é responsável por até 50% dos transplantes.  



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