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Galeria circular do grafiteiro Kobra, que passou pela região, ganha videocase e deve se expandir


Miriam Gimenes

22/12/2019 | 07:12


Não é difícil reconhecer a obra de um artista quando se tem constantemente acesso a ela. Seja a céu aberto ou dentro de uma galeria, quem já se deparou com o grafite de Eduardo Kobra de pronto sabe identificar o seu traço. Mas, infelizmente, nem todos têm essa oportunidade.

E foi para chegar a estas pessoas que o grafiteiro paulistano decidiu fazer a exposição Galeria Circular. Para tanto, montou um ônibus galeria, que dos dias 27 de agosto a 8 de setembro rodou 13 pontos de São Paulo e, um deles, foi na Praça da Moça, em Diadema. A produção, feita pela Dionisio.AG, atraiu cerca de 20 mil pessoas e acaba de ganhar videocase, que pode ser visto no canal do YouTube da agência.

O veículo, todo caracterizado, foi composto de obras, entre originais e reproduções. Na parte externa, foram colocadas partes do mural Etnias, criado em 2016 para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, e que entrou para o Livro dos Recordes, superado mais tarde por um outro mural, também de Kobra, feito na Rodovia Castelo Branco, em Itapevi, na Grande São Paulo, no muro da empresa Cacau Show.

Todo o ambiente de uma galeria de arte foi criado dentro do ônibus, o que levou à retirada provisória dos 26 bancos, entre várias outras alterações. Teve até instalação de um cineminha com telão de 2 metros de largura por 1,6 metro de altura para a exibição de um inédito documentário sobre sua trajetória.

“Sonhei com esse projeto durante três anos. Tem tudo a ver com as minhas origens. Tudo o que fiz ao redor do mundo devo a São Paulo”, diz o artista, que começou a peregrinação artística em seu bairro, o Campo Limpo, e terminou na Avenida Paulista.

“A aceitação (>das comunidades locais) foi incrível, algo que não tínhamos noção. Foi mais do que esperávamos. O pessoal interagiu, inclusive os artistas locais, que levavam obras para presentear o Kobra. Teve até professoras que fizeram atividades inspiradas no trabalho dele com os alunos e depois os levaram para conhecê-lo pessoalmente”, lembra um dos produtores da Dionísio, Gean Felipe Pafchalis.

A ideia, acrescenta o produtor, é chegar a outras cidades de São Paulo que pediram a passagem da galeria itinerante e expandir o projeto para todo o País. “Kobra é um visionário. Com o videocase que produzimos, a intenção foi inspirar outras pessoas a promover a arte como um todo.”

A ação também celebrou os 30 anos de carreira do artista, que tem murais em 20 países, o primeiro, feito em Londres, no Reino Unido, em 2011, na parede externa do importante centro cultural Roundhouse. Há pouco ele também participou da exposição Leonardo da Vinci – 500 Anos de um Gênio, no MIS Experience, em São Paulo, onde fez uma releitura do Homem Vitruviano e Mona Lisa pintando o rosto do pintor italiano. 



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Galeria circular do grafiteiro Kobra, que passou pela região, ganha videocase e deve se expandir

Miriam Gimenes

22/12/2019 | 07:12


Não é difícil reconhecer a obra de um artista quando se tem constantemente acesso a ela. Seja a céu aberto ou dentro de uma galeria, quem já se deparou com o grafite de Eduardo Kobra de pronto sabe identificar o seu traço. Mas, infelizmente, nem todos têm essa oportunidade.

E foi para chegar a estas pessoas que o grafiteiro paulistano decidiu fazer a exposição Galeria Circular. Para tanto, montou um ônibus galeria, que dos dias 27 de agosto a 8 de setembro rodou 13 pontos de São Paulo e, um deles, foi na Praça da Moça, em Diadema. A produção, feita pela Dionisio.AG, atraiu cerca de 20 mil pessoas e acaba de ganhar videocase, que pode ser visto no canal do YouTube da agência.

O veículo, todo caracterizado, foi composto de obras, entre originais e reproduções. Na parte externa, foram colocadas partes do mural Etnias, criado em 2016 para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, e que entrou para o Livro dos Recordes, superado mais tarde por um outro mural, também de Kobra, feito na Rodovia Castelo Branco, em Itapevi, na Grande São Paulo, no muro da empresa Cacau Show.

Todo o ambiente de uma galeria de arte foi criado dentro do ônibus, o que levou à retirada provisória dos 26 bancos, entre várias outras alterações. Teve até instalação de um cineminha com telão de 2 metros de largura por 1,6 metro de altura para a exibição de um inédito documentário sobre sua trajetória.

“Sonhei com esse projeto durante três anos. Tem tudo a ver com as minhas origens. Tudo o que fiz ao redor do mundo devo a São Paulo”, diz o artista, que começou a peregrinação artística em seu bairro, o Campo Limpo, e terminou na Avenida Paulista.

“A aceitação (>das comunidades locais) foi incrível, algo que não tínhamos noção. Foi mais do que esperávamos. O pessoal interagiu, inclusive os artistas locais, que levavam obras para presentear o Kobra. Teve até professoras que fizeram atividades inspiradas no trabalho dele com os alunos e depois os levaram para conhecê-lo pessoalmente”, lembra um dos produtores da Dionísio, Gean Felipe Pafchalis.

A ideia, acrescenta o produtor, é chegar a outras cidades de São Paulo que pediram a passagem da galeria itinerante e expandir o projeto para todo o País. “Kobra é um visionário. Com o videocase que produzimos, a intenção foi inspirar outras pessoas a promover a arte como um todo.”

A ação também celebrou os 30 anos de carreira do artista, que tem murais em 20 países, o primeiro, feito em Londres, no Reino Unido, em 2011, na parede externa do importante centro cultural Roundhouse. Há pouco ele também participou da exposição Leonardo da Vinci – 500 Anos de um Gênio, no MIS Experience, em São Paulo, onde fez uma releitura do Homem Vitruviano e Mona Lisa pintando o rosto do pintor italiano. 

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