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Saneada, Bombril volta a contratar


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

25/09/2005 | 08:14


A recuperação nos resultados da companhia e novas contratações até o final deste ano. Líder no mercado de lã de aço no Brasil, a Bombril, de São Bernardo, está colocando a situação financeira em pratos limpos. Atualmente, com 1.150 funcionários na fábrica da região, a companhia deverá contratar mais 150 pessoas para a unidade até dezembro e voltar a ter terceiro turno nessa planta fabril. Além disso, a direção da empresa trabalha com a meta de chegar ao final do ano com um crescimento de 37% nas vendas em comparação com 2004. Com isso, poderá alcançar R$ 800 milhões em faturamento em 2005.

A fabricante voltou a ter volumes expressivos de produção. No mês passado, passou a fabricar 2,2 mil toneladas de lã de aço. Além de vendas crescentes, a companhia prevê que vai se manter com lucratividade neste ano. Pelos últimos dados do balanço, a produtora do conhecido Bom Bril e outros artigos de limpeza (como o detergente Limpol e o amaciante Mon Bijou) fechou o primeiro semestre com lucro líquido de R$ 137,62 milhões, ante um prejuízo de R$ 68,47 milhões no mesmo período do ano passado. Além do lucro, a companhia gerou mais de R$ 67 milhões de caixa positivo.

Os números são surpreendentes, levando-se em conta a trajetória da empresa, permeada nos últimos anos por dívidas e brigas na Justiça. Por conta de processos envolvendo a disputa societária, há dois anos a companhia está sob administração judicial. Os resultados são significativos também ao se considerar que, em julho de 2003, quando foi instaurado o regime de administração judicial, as fábricas estavam paradas havia mais de 20 dias – devido à falta de estoques de matérias-primas para o dia-a-dia da produção – e a folha de pagamento estava atrasada havia dois meses. Na ocasião, a companhia acumulava dívidas superiores a R$ 55 milhões com fornecedores.

Para o diretor superintendente, Claudio Del Valle, a trajetória aponta para uma consolidação completa dos resultados. O executivo considera que sua "missão", a de colocar ordem na casa, vai até o leilão de venda do controle da empresa, marcado neste mês pelo Tribunal de Justiça de São Paulo para ocorrer em março. Del Valle foi nomeado pela administração judicial, comandada por José Paulo de Souza, que por sua vez foi designado pela Justiça paulista para gerir a fabricante enquanto se resolvia a disputa societária.

Na disputa, o empresário Ronaldo Sampaio Ferreira processa o grupo italiano Cirio, do qual cobra R$ 600 milhões. A dívida teve origem quando o grupo, então controlado por Sergio Cragnotti, comprou de Sampaio Ferreira um terço das ações ordinárias mas não pagou o combinado. Além disso, ex-advogado de Ferreira, Augusto Coelho, reivindica na Justiça suposto valor de honorários (R$ 70 milhões) correspondentes a 12% da causa.

Reestruturação – Estabilizada financeiramente, desde 2004 a Bombril investe na retomada do crescimento. Em outubro do ano passado, para reorganizar as operações e também com vistas a preparar a empresa para o leilão de ações ordinárias, foi alterada a composição da alta administração da companhia. A administração judicial nomeou Valmir Camilo para a presidência do Conselho de Administração e reestruturou a diretoria executiva, com a eleição de José Edson Bacellar Júnior para a presidência.

No final de 2004, a empresa promoveu reduções de produção, com o fechamento temporário da fábrica de Sete Lagoas, em Minas Gerais – já reaberta –, investimento de mais de R$ 2 milhões e contratação de 100 funcionários. A companhia implementou ainda, no ano passado, um programa de demissão voluntária, sob coordenação da consultoria francesa DPI. A reestruturação permitiu à empresa fechar o ano passado com a saúde financeira recuperada e com as portas dos grandes bancos novamente abertas para operações de crédito.

Após o saneamento das finanças, a Bombril voltou em julho deste ano a investir em propaganda, por meio da agência de publicidade W/Brasil, do publicitário Washington Olivetto. A intenção é melhorar a participação de vendas do detergente Limpol, atualmente na segunda posição no ranking, e manter a liderança da lã de aço Bom Bril. O orçamento total em marketing em 2005 é de R$ 50 milhões, incluindo ações para todos os produtos da empresa.



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