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Mercado prevê valorização para 2010


Sérgio Toledo
Do Diário do Grande ABC

13/12/2009 | 07:17


O bom momento pelo qual passa o mercado de ações brasileiro deve permanecer positivo em 2010. Especialistas apostam na manutenção da trajetória de alta, já que os sinais das economias mundiais têm perspectivas boas.

Os agentes do mercado não acreditam que as eleições no próximo ano vão atrapalhar a trajetória positiva. "Ano eleitoral influencia pouco", diz o consultor da Advfn (maior site do País sobre ações das maiores bolsa de valores do mundo), Cássio Marques, Para o analista sênior da TOV Corretora, André Mello, "mesmo com o risco de aumento da volatilidade no período de campanha eleitoral, a projeção do Ibovespa é entre 85 mil e 90 mil pontos e o dólar entre R$ 1,70 a R$ 1,80 ao final de 2010."

CRESCIMENTO
Ainda de acordo com Mello, no próximo ano a retomada na economia deverá ocorrer de forma global com os países desenvolvidos, apresentando expansão gradual e os emergentes crescendo em ritmo mais acelerado. "No Brasil, estimamos um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) na ordem de 5% a 6%", conta.

O consultor da Advfn, Cássio Marques, também diz que a projeção elevada do PIB para 2010 é um dos fatores que sustenta a valorização da bolsa de valores. "Se não aparecer nenhuma notícia no meio do caminho a Bolsa continua subindo. Podem ocorrer algumas baixas, mas são apenas correções de mercado."

Outro fator que favorece o avanço da Bolsa brasileira é a alta do crédito bancário doméstico e as condições favoráveis do mercado de trabalho, que aumentarão o crescimento do consumo das famílias. De acordo com André Mello, da TOV, a demanda doméstica também acelerará devido à expansão dos investimentos.

DEPENDÊNCIA
Apesar das boas perspectivas, Marques lembra que o mercado brasileiro continua dependente da economia dos Estados Unidos. "É preciso ficar de olho no mercado, no PIB e nos indicadores norte-americanos."

Segundo o analista da TOV, o fim das políticas expansionistas nos países desenvolvidos, em particular nos Estados Unidos, ocorrerá apenas depois do início da recuperação das condições do mercado de trabalho ou de uma eventual elevação significativa da inflação. "A inflação na maioria das economias permanecerá baixa. Os fluxos financeiros tendem a crescer nos próximos anos", afirma Mello.

Indicadores internos favorecem tendência de alta

A taxa de desemprego alinhada e a inflação controlada contribuem para a tendência de valorização das ações na BM&FBovespa. "A inflação ao consumidor permanecerá inferior ao centro da meta em 2010 e 2011. Apesar da aceleração da demanda doméstica, o risco para a inflação continuará favorável", diz o analista sênior da TOV Corretora, André Mello.

Segundo ele, o aumento das importações contribuirá para a manutenção de preços dos bens industriais. Mello acredita que a taxa básica de juros, a Selic, aumentará em 2010, em consequência do aumento do risco inflacionário associado a um crescimento da demanda acima da média histórica. "Porém, a inflação moderada não exigirá uma alta muito significativa dos juros."

Com a possível elevação da Selic a partir do segundo semestre, o consultor da Advfn, Cássio Marques, conta que as ações das empresas de construção civil devem sofrer desaceleração. Para ele, boas apostas são os setores de tecnologia, consumo e energia. "As discussões em relação ao aquecimento global devem render investimentos ao setor energético." (Sérgio Toledo)

Ações ainda têm margem de crescimento


A recuperação da Bolsa, que no ano passado era esperada para 2010, foi antecipada para este ano. Na sexta-feira, o Ibovespa (Índice da Bolsa de Valores de São Paulo) atingiu os 69.267 pontos, maior pontuação desde 9 de junho de 2008.

Mesmo assim, os papéis das empresas de capital aberto ainda estão atrativos para compra. As ações preferenciais da Petrobras na BM&Fbovepsa, em maio do ano passado, período pré-crise, eram negociadas a mais de R$ 51, iniciaram 2009 cotadas a R$ 23,20. No pregão de sexta-feira, encerraram a R$ 37,80. "Ainda há margem para subir", diz o consultor da Advfn, Cássio Marques.

Os papéis da Vale estão na mesma situação. Em maio de 2008, as ações preferenciais eram negociadas com valor superior a R$ 58 e caíram para R$ 26,20 na primeira sessão de janeiro de 2009. Na sexta-feira, as ações valiam R$ 42,69. "No ano passado, os papéis da Gerdau custavam mais de R$ 84, em maio. Hoje, custam R$ 30", conta Marques. Os papéis preferenciais da siderúrgica fecharam o último pregão cotados a R$ 29,99.



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