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Alunos da região são destaque em Olimpíada de Química


Do Diário do Grande ABC

13/12/2015 | 07:40


Alguns garotos se divertem indo ao cinema, jogando videogame ou uma partida de futebol. Mas para Leandro Alves Cordeiro, 17 anos, de Ribeirão Pires, e o andreense Arthur Klemenchuk Sueiro, 17, legal mesmo é serem desafiados a resolver cálculos complexos de matemática, física, química, astronomia e todas as áreas que envolvem ciências exatas. Os dois são estudantes do Colégio Liceu Jadim, em Santo André, e foram medalhistas da Olimpíada Brasileira de Química, cujos vencedores foram revelados em novembro. Leandro e Arthur foram ao Ceará disputar a última etapa da competição acadêmica e voltaram para casa com as medalhas de ouro e bronze, respectivamente.

Há três formas de entrar na competição nacional: por meio da nota de treineiro da Fuvest (no qual os 20 melhores colocados ganham o direito à uma vaga, como foi o caso dos garotos), de redação especial ou com a ajuda de um torneio virtual. Entre os 4.853 inscritos concorrendo à primeira etapa regional em cada Estado, a dupla se classificou e ainda conseguiu a quinta e quarta melhores notas na área de exatas em todo o País.

Quando passaram da primeira fase, foram convidados para a Escola Olímpica de Química, na USP (Universidade de São Paulo), curso oferecido por alunos que já foram medalhistas em edições anteriores. “O conteúdo das provas vai muito além da grade do Ensino Médio, então eles tentam passar o conhecimento obtido pela experiência nas provas, nos auxiliando a resolver problemas e explicando assuntos mais avançados. É uma troca de conhecimento de aluno para aluno”, comenta Arthur. 

Leandro, que sempre fez o estilo mais quietinho da sala, teve essa prova como fator decisivo na escolha de qual área seguir no futuro. “Eu gosto muito de exatas e sempre gostei de estudar. Até então, eu pensava em prestar algum tipo de engenharia, mas agora decidi que o que eu quero mesmo é química.”

Juntos, a dupla soma um total de 31 medalhas (13 de Leandro e 18 de Arthur) em áreas diversas, como matemática, física, química, história e biologia. “Sempre adorei resolver desafios. Um dia estava folheando uns livros velhos do meu pai e achei uma conta meio absurda. Fiquei curioso. Daí em diante isso virou minha diversão e acho que faz uns dois anos que não ligo o videogame”, brinca Arthur. “Entre essas competições, decidi que vou cursar Física. A Teoria Quântica de Campos em Espaços Tempos Curvos é que me diverte.” 



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