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Engenharia clínica: paciente seguro


Do Diário do Grande ABC

07/11/2020 | 00:05


Um dos problemas que sempre preocupam as autoridades de saúde e a população em geral é a estrutura dos hospitais e seus equipamentos. O bom atendimento e a segurança do paciente evitam acidentes e complicações nos quadros clínicos. A qualidade e a manutenção dos equipamentos hospitalares são essenciais, já que o tratamento, o diagnóstico e o suporte à vida estão cada vez mais dependentes desses recursos. Falhas podem gerar sequelas. É preciso administrar todos os aspectos que envolvem as tecnologias de saúde, os equipamentos médicos e a resolução de problemas gerenciais relativos aos mesmos.

Nesse contexto, as atividades exercidas pela engenharia clínica são extremamente importantes para minimizar os riscos aos pacientes. São avaliados, por exemplo, quais danos o tomógrafo ou a bomba de infusão paralisados podem causar e quais procedimentos precisam ser feitos para evitar complicações maiores.

A tecnovigilância é outra prática que visa identificar e resolver problemas decorrentes da utilização dos equipamentos. O engenheiro clínico classifica a tecnologia quanto ao possível dano causado no paciente, prezando pela correta calibração dos equipamentos utilizados no hospital. A atividade possibilita concluir que as alterações dos exames se devem às características clínicas dos pacientes e não da sensibilidade ou especificidade alterada das máquinas.

A manutenção preventiva é outra atribuição importante da engenharia clínica, pois monitora a vida útil das peças para identificar o nível de desgaste, evitando paralisação repentina. Isso é essencial, principalmente durante pandemia como a que vivemos, quando ventiladores mecânicos, por exemplo, não podem apresentar falhas.

Diante da comprovada importância da engenharia clínica, a tecnologia é grande aliada para o profissional desempenhar suas funções com eficiência. Os softwares da área permitem que informações sobre equipamentos e recursos do hospital sejam documentadas e padronizadas, para o controle dos planos de manutenção e calibração, preservando o paciente.

Muitas instituições já investem na melhoria da segurança para manter gestão eficiente dos equipamentos. O investimento em tecnologias que permitem otimizar esse processo tem crescido e existem empresas especializadas no desenvolvimento e fornecimento dessas ferramentas. Elas criam softwares, analisadores e simuladores para as instituições de saúde. A tendência é que o uso de soluções voltadas para a engenharia clínica cresça consideravelmente, contribuindo cada vez mais para o bem-estar dos pacientes.

Thiago Bajur é engenheiro de controle e automação e especialista em engenharia de sistemas médicos.


PALAVRA DO LEITOR

Candidato culposo
Pegando o gancho do momento, nestas eleições pode-se identificar enorme quantidade de ‘candidatos culposos’! Aqueles que se candidatam sem a menor intenção de se eleger. Seu objetivo é tão somente se tornar apaniguado e conseguir uma das centenas de vagas comissionadas existentes. Esse surrealismo eleitoral só mudará com ampla reforma no sistema atual, que contemple, dentre outras coisas, o fim da reeleição em todos os níveis, a desobrigação de filiação partidária e também das coligações. O eleitor consciente já não suporta mais votar em João e eleger José.
Vanderlei A. Retondo
Santo André

Pós-pesquisa
A curiosidade em saber qual foi a reação dos candidatos às prefeituras do Grande ABC um dia após a divulgação da pesquisa Diário/Ibope me levou a fazer um passeio virtual pelas páginas dos concorrentes nas redes sociais. Dentre todas as que vi, a que mais me chamou atenção foi a daquela senhora que, a julgar pelo nome, não aprendeu as regras do plural e que ganhou notoriedade por vídeo que simula voo sobre Ribeirão Pires fantasiada de heroína e com uma foca no ombro. Em postagem feita na quinta-feira ela classifica a pesquisa como ‘fraudulenta’. À equipe do jornal (Política, ontem), a resposta foi outra. ‘Recebi muito bem os números. Até dia 15, claro, penso na virada.’ Será que trata-se da mesma pessoa? Ou no momento da entrevista havia mudado de opinião?
João Batista
Ribeirão Pires

Sardinhas
Fiquei pasmo com a reportagem sobre a apreensão, por parte da Polícia Militar Ambiental, em São Bernardo, de 8,7 quilos de sardinha, sem registro (Setecidades, ontem). Interessante que os peixes eram de excelente qualidade. A apreensão ocorreu, conforme o texto, porque a legislação proíbe pesca na piracema, período em que os peixes vão até as nascentes para desovar. Ao que parece, a sardinha é peixe do mar e não dos rios, que não têm nascentes. Se o produto estivesse estragado, a apreensão seria correta. No entanto, acho que os PMs agiram com muito rigor, quando poderiam, ao invés de apreender os peixes, autuar o dono do estabelecimento com alerta sobre a importância de ter toda documentação sobre compra e venda de peixes em dia. Felizes foram as famílias atendidas pela Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de São Caetano, que, nesta época de pandemia do novo coronavírus, tiveram reforço para seus almoços ou jantares, já que a sardinha é importante na alimentação do ser humano por possuir grande percentual de ômega. Creio que essa legislação não está bem clara.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Estados Unidos
Sobre a eleição nos Estados Unidos, a Pensilvânia hoje está mais para Transilvânia. Até mortos estão aparecendo como eleitores! Acho que isso precisa e deve ser esclarecido. Simples assim!
Marieta Barugo
Capital

Única alma
Desde o meu tempo de petiz, naquela época, na companhia dos meus saudosos pais, frequento o Cemitério-Museu de Vila Euclides – tenho entes queridos sepultados em 11 jazigos e zelo de três dessas 11 ‘campas’, como diziam meus pais –, como bem denomina o renomado jornalista e escritor Ademir Medici, incansável paladino em prol da memória regional. Sei que estamos sob a vigência da nefasta pandemia, que os cientistas denominaram coronavírus, mas, mesmo assim, fiquei surpreso em constatar, no período vespertino, do dia 5, o ‘campo santo’ – como dizia minha saudosa avó-materna, a senhora Belmira Pedroso Pinheiro (1900-1985) – no horário que lá estive o único visitante era este reles escrevinhador outonal e insulso professor das séries iniciais do ensino fundamental e coordenador pedagógico aposentado, respectivamente, dos quadros dos magistérios das prefeituras de Diadema e São Paulo. Foi inusitado ver o sepulcrário, no Dia de Finados, com um único visitante.
João Paulo de Oliveira
Diadema 



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Engenharia clínica: paciente seguro

Do Diário do Grande ABC

07/11/2020 | 00:05


Um dos problemas que sempre preocupam as autoridades de saúde e a população em geral é a estrutura dos hospitais e seus equipamentos. O bom atendimento e a segurança do paciente evitam acidentes e complicações nos quadros clínicos. A qualidade e a manutenção dos equipamentos hospitalares são essenciais, já que o tratamento, o diagnóstico e o suporte à vida estão cada vez mais dependentes desses recursos. Falhas podem gerar sequelas. É preciso administrar todos os aspectos que envolvem as tecnologias de saúde, os equipamentos médicos e a resolução de problemas gerenciais relativos aos mesmos.

Nesse contexto, as atividades exercidas pela engenharia clínica são extremamente importantes para minimizar os riscos aos pacientes. São avaliados, por exemplo, quais danos o tomógrafo ou a bomba de infusão paralisados podem causar e quais procedimentos precisam ser feitos para evitar complicações maiores.

A tecnovigilância é outra prática que visa identificar e resolver problemas decorrentes da utilização dos equipamentos. O engenheiro clínico classifica a tecnologia quanto ao possível dano causado no paciente, prezando pela correta calibração dos equipamentos utilizados no hospital. A atividade possibilita concluir que as alterações dos exames se devem às características clínicas dos pacientes e não da sensibilidade ou especificidade alterada das máquinas.

A manutenção preventiva é outra atribuição importante da engenharia clínica, pois monitora a vida útil das peças para identificar o nível de desgaste, evitando paralisação repentina. Isso é essencial, principalmente durante pandemia como a que vivemos, quando ventiladores mecânicos, por exemplo, não podem apresentar falhas.

Diante da comprovada importância da engenharia clínica, a tecnologia é grande aliada para o profissional desempenhar suas funções com eficiência. Os softwares da área permitem que informações sobre equipamentos e recursos do hospital sejam documentadas e padronizadas, para o controle dos planos de manutenção e calibração, preservando o paciente.

Muitas instituições já investem na melhoria da segurança para manter gestão eficiente dos equipamentos. O investimento em tecnologias que permitem otimizar esse processo tem crescido e existem empresas especializadas no desenvolvimento e fornecimento dessas ferramentas. Elas criam softwares, analisadores e simuladores para as instituições de saúde. A tendência é que o uso de soluções voltadas para a engenharia clínica cresça consideravelmente, contribuindo cada vez mais para o bem-estar dos pacientes.

Thiago Bajur é engenheiro de controle e automação e especialista em engenharia de sistemas médicos.


PALAVRA DO LEITOR

Candidato culposo
Pegando o gancho do momento, nestas eleições pode-se identificar enorme quantidade de ‘candidatos culposos’! Aqueles que se candidatam sem a menor intenção de se eleger. Seu objetivo é tão somente se tornar apaniguado e conseguir uma das centenas de vagas comissionadas existentes. Esse surrealismo eleitoral só mudará com ampla reforma no sistema atual, que contemple, dentre outras coisas, o fim da reeleição em todos os níveis, a desobrigação de filiação partidária e também das coligações. O eleitor consciente já não suporta mais votar em João e eleger José.
Vanderlei A. Retondo
Santo André

Pós-pesquisa
A curiosidade em saber qual foi a reação dos candidatos às prefeituras do Grande ABC um dia após a divulgação da pesquisa Diário/Ibope me levou a fazer um passeio virtual pelas páginas dos concorrentes nas redes sociais. Dentre todas as que vi, a que mais me chamou atenção foi a daquela senhora que, a julgar pelo nome, não aprendeu as regras do plural e que ganhou notoriedade por vídeo que simula voo sobre Ribeirão Pires fantasiada de heroína e com uma foca no ombro. Em postagem feita na quinta-feira ela classifica a pesquisa como ‘fraudulenta’. À equipe do jornal (Política, ontem), a resposta foi outra. ‘Recebi muito bem os números. Até dia 15, claro, penso na virada.’ Será que trata-se da mesma pessoa? Ou no momento da entrevista havia mudado de opinião?
João Batista
Ribeirão Pires

Sardinhas
Fiquei pasmo com a reportagem sobre a apreensão, por parte da Polícia Militar Ambiental, em São Bernardo, de 8,7 quilos de sardinha, sem registro (Setecidades, ontem). Interessante que os peixes eram de excelente qualidade. A apreensão ocorreu, conforme o texto, porque a legislação proíbe pesca na piracema, período em que os peixes vão até as nascentes para desovar. Ao que parece, a sardinha é peixe do mar e não dos rios, que não têm nascentes. Se o produto estivesse estragado, a apreensão seria correta. No entanto, acho que os PMs agiram com muito rigor, quando poderiam, ao invés de apreender os peixes, autuar o dono do estabelecimento com alerta sobre a importância de ter toda documentação sobre compra e venda de peixes em dia. Felizes foram as famílias atendidas pela Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de São Caetano, que, nesta época de pandemia do novo coronavírus, tiveram reforço para seus almoços ou jantares, já que a sardinha é importante na alimentação do ser humano por possuir grande percentual de ômega. Creio que essa legislação não está bem clara.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Estados Unidos
Sobre a eleição nos Estados Unidos, a Pensilvânia hoje está mais para Transilvânia. Até mortos estão aparecendo como eleitores! Acho que isso precisa e deve ser esclarecido. Simples assim!
Marieta Barugo
Capital

Única alma
Desde o meu tempo de petiz, naquela época, na companhia dos meus saudosos pais, frequento o Cemitério-Museu de Vila Euclides – tenho entes queridos sepultados em 11 jazigos e zelo de três dessas 11 ‘campas’, como diziam meus pais –, como bem denomina o renomado jornalista e escritor Ademir Medici, incansável paladino em prol da memória regional. Sei que estamos sob a vigência da nefasta pandemia, que os cientistas denominaram coronavírus, mas, mesmo assim, fiquei surpreso em constatar, no período vespertino, do dia 5, o ‘campo santo’ – como dizia minha saudosa avó-materna, a senhora Belmira Pedroso Pinheiro (1900-1985) – no horário que lá estive o único visitante era este reles escrevinhador outonal e insulso professor das séries iniciais do ensino fundamental e coordenador pedagógico aposentado, respectivamente, dos quadros dos magistérios das prefeituras de Diadema e São Paulo. Foi inusitado ver o sepulcrário, no Dia de Finados, com um único visitante.
João Paulo de Oliveira
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