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Inflação de outubro chega ao maior índice em 18 anos

Resultado de 0,86% foi influenciado pela disparada no preço do grupo dos alimentos


Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

07/11/2020 | 00:28


A inflação oficial do País chegou ao maior patamar para o mês de outubro em 18 anos, com alta de 0,86%. O resultado foi influenciado principalmente pelos preços dos alimentos e dos transportes, que continuam pesando no bolso do consumidor.

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) foi divulgado ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e ficou 0,22 ponto percentual acima do 0,64% de setembro. Este é o maior resultado para o mês desde 2002 (1,31%), sendo que, em outubro de 2019, a variação foi de 0,10%. No ano, o indicador acumula alta de 2,22% e, em 12 meses, de 3,92%.

O grupo de alimentação e bebidas teve variação de 1,93%, que desacelerou em relação a setembro (2,28%), mas representou o maior impacto (0,39 ponto percentual) no índice. “O nosso grande problema continua sendo a questão dos alimentos. Alguns itens continuam subindo, influenciados pela alta do dólar (a moeda norte-americana puxa para cima valor das commodities, como o trigo, por exemplo), principalmente o arroz”, afirmou o coordenador dos cursos de pós-graduação da Faculdade Fipecafi, Estevão Garcia de Oliveira Alexandre.

O segundo maior impacto (0,24 ponto percentual) veio dos transportes (1,19%) por causa das altas dos combustíveis e das passagens aéreas. Outro destaque foi o grupo de vestuário (1,11%), que acelerou frente a setembro (0,37%).

Mesmo com a alta, o especialista afirmou que não há motivos para que o índice dispare, principalmente por causa dos últimos meses. “Até quatro meses atrás, estávamos preocupados com a falta de inflação. Houve um período de pandemia muito ruim porque ninguém consumia e ficou em baixa, agora estes fatores acabaram culminando neste acúmulo”, disse.

Alexandre lembrou que o centro da meta é de 4,5% ao ano, e ainda há margem para chegar nele.  



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Inflação de outubro chega ao maior índice em 18 anos

Resultado de 0,86% foi influenciado pela disparada no preço do grupo dos alimentos

Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

07/11/2020 | 00:28


A inflação oficial do País chegou ao maior patamar para o mês de outubro em 18 anos, com alta de 0,86%. O resultado foi influenciado principalmente pelos preços dos alimentos e dos transportes, que continuam pesando no bolso do consumidor.

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) foi divulgado ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e ficou 0,22 ponto percentual acima do 0,64% de setembro. Este é o maior resultado para o mês desde 2002 (1,31%), sendo que, em outubro de 2019, a variação foi de 0,10%. No ano, o indicador acumula alta de 2,22% e, em 12 meses, de 3,92%.

O grupo de alimentação e bebidas teve variação de 1,93%, que desacelerou em relação a setembro (2,28%), mas representou o maior impacto (0,39 ponto percentual) no índice. “O nosso grande problema continua sendo a questão dos alimentos. Alguns itens continuam subindo, influenciados pela alta do dólar (a moeda norte-americana puxa para cima valor das commodities, como o trigo, por exemplo), principalmente o arroz”, afirmou o coordenador dos cursos de pós-graduação da Faculdade Fipecafi, Estevão Garcia de Oliveira Alexandre.

O segundo maior impacto (0,24 ponto percentual) veio dos transportes (1,19%) por causa das altas dos combustíveis e das passagens aéreas. Outro destaque foi o grupo de vestuário (1,11%), que acelerou frente a setembro (0,37%).

Mesmo com a alta, o especialista afirmou que não há motivos para que o índice dispare, principalmente por causa dos últimos meses. “Até quatro meses atrás, estávamos preocupados com a falta de inflação. Houve um período de pandemia muito ruim porque ninguém consumia e ficou em baixa, agora estes fatores acabaram culminando neste acúmulo”, disse.

Alexandre lembrou que o centro da meta é de 4,5% ao ano, e ainda há margem para chegar nele.  

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