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Passageiros criticam sistema de transporte de São Bernardo

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Usuários reclamam de atrasos e cadeiras quebradas nos ônibus


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

02/02/2020 | 07:00


 Usuários do sistema de transporte coletivo de São Bernardo apontam série de problemas de gestão das 66 linhas de ônibus do município, operadas em monopólio da SBCTrans. Os transtornos relatados pelos munícipes vão de superlotações e demora dos ônibus nos pontos até a cadeiras quebradas e transtornos com a acessibilidade. A empresa está prestes a se manter na gestão do serviço no município, mas com outro nome: Bernatrans Transportes Urbanos (leia mais abaixo).

A equipe do Diário percorreu alguns pontos de ônibus em bairros diversos para ouvir passageiros acerca da qualidade do atendimento. Boa parte dos passageiros reclamou. Auxiliar de enfermagem e moradora do Jardim Silvina, Rose Caetano, 26 anos, comentou que sofre com a falta de baldeação com as demais cidades. “Todos os dias eu preciso descer no Centro (de São Bernardo) e pegar outro ônibus até Santo André. Ou seja, são duas passagens para ir e duas para voltar”, comentou.

No bairro Areião, o aposentado Angelo Galdino, 72 anos, pega ônibus todos os dias na Rua Cruzeiro. Ele acredita que, por ser um bairro afastado do Centro, sofre com as demoras. “Venho (para o Centro) para fazer compras ou passar em consultas médicas, mas preciso ter paciência. Sei que vou demorar para pegar ônibus”, lamentou.

A empregada doméstica, Luciene Alves, 41, moradora no bairro Alvarenga, criticou a superlotação da linha 15-A (sentido bairro Rudge Ramos). “Além disso, aos sábados, eu também trabalho e parece que a demora dos ônibus triplica. Hoje (ontem) já estou esperando há 35 minutos”, contou. Luciene também comentou que alguns coletivos não têm mais o cobrador de ônibus e o motorista acaba fazendo o serviço duplicado. “Atrapalha os passageiros e o motorista, que tira sua atenção do trânsito para nos atender, o que demora ainda mais para embarcamos nos ônibus.”

Também empregada doméstica, Rizonia Costa, 41 anos, ressaltou as condições internas ruins de alguns transportes. “Muitas vezes há cadeiras quebradas ou estreitas. Sentimos também, que a quantidade de assentos diminuiu, o que é ruim para idosos ou gestantes.”

A dona de casa, Gisele Bruna Almeida, 26 anos, e grávida de seis meses, destacou que reparou que as catracas e o serviço de acessibilidade ficaram mais estreitos nos ônibus novos. “Quem está carregando uma mochila maior ou é obeso acaba ficando constrangido.” Para o marido de Gisele, o mecânico Alvaro Rodrigues, 30 anos, a frota não comporta o fluxo de pessoas. “Principalmente às 8h e 18h. É horrível”, finalizou.

Rebatizada, SBCTrans tende a seguir na gestão
Em vias de ser rebatizada para Bernatrans, a SBCTrans tende a continuar gerindo transporte público de São Bernardo pelos próximos 25 anos. Na quinta-feira, a viação foi a única empresa a participar da licitação. O processo está em fase de análise dos documentos para homologação. No ato de abertura dos envelopes com a proposta, a diretora executiva da SBCTrans, Milena Braga Romano, explicou que a firma teve de alterar a denominação para Bernatrans porque a “SBCTrans não pode mais participar das licitações públicas” na cidade. Questionado pelo Diário sobre os motivos da troca, o governo do prefeito Orlando Morando (PSDB) não explicou quais critérios legais justificam a necessidade de a empresa ter de alterar a marca para participar da concorrência.

Desde o ano passado, o certame envolvendo a concessão das 66 linhas municipais da cidade vem causando polêmica. Pressionado pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado), o governo Morando teve de suspender o processo e, em seguida, revogar a disputa por suspeitas de restrição da ampla concorrência. O edital desenhado pela gestão tucana prevê lote único para a exploração de todos os itinerários.

A licitação foi reaberta em dezembro e, na semana passada, o processo avançou com a abertura dos envelopes, mas a SBCTrans não revelou o valor proposto. De propriedade da família Setti Braga, a SBCTrans detém o monopólio do transporte público na cidade há mais de duas décadas. O contrato foi assinado em 1998, ainda na gestão Maurício Soares. Em 2013, foi prorrogado por mais cinco anos e novamente aditado por mais um ano em 2019 – esse prazo expira em setembro.



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Passageiros criticam sistema de transporte de São Bernardo

Usuários reclamam de atrasos e cadeiras quebradas nos ônibus

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

02/02/2020 | 07:00


 Usuários do sistema de transporte coletivo de São Bernardo apontam série de problemas de gestão das 66 linhas de ônibus do município, operadas em monopólio da SBCTrans. Os transtornos relatados pelos munícipes vão de superlotações e demora dos ônibus nos pontos até a cadeiras quebradas e transtornos com a acessibilidade. A empresa está prestes a se manter na gestão do serviço no município, mas com outro nome: Bernatrans Transportes Urbanos (leia mais abaixo).

A equipe do Diário percorreu alguns pontos de ônibus em bairros diversos para ouvir passageiros acerca da qualidade do atendimento. Boa parte dos passageiros reclamou. Auxiliar de enfermagem e moradora do Jardim Silvina, Rose Caetano, 26 anos, comentou que sofre com a falta de baldeação com as demais cidades. “Todos os dias eu preciso descer no Centro (de São Bernardo) e pegar outro ônibus até Santo André. Ou seja, são duas passagens para ir e duas para voltar”, comentou.

No bairro Areião, o aposentado Angelo Galdino, 72 anos, pega ônibus todos os dias na Rua Cruzeiro. Ele acredita que, por ser um bairro afastado do Centro, sofre com as demoras. “Venho (para o Centro) para fazer compras ou passar em consultas médicas, mas preciso ter paciência. Sei que vou demorar para pegar ônibus”, lamentou.

A empregada doméstica, Luciene Alves, 41, moradora no bairro Alvarenga, criticou a superlotação da linha 15-A (sentido bairro Rudge Ramos). “Além disso, aos sábados, eu também trabalho e parece que a demora dos ônibus triplica. Hoje (ontem) já estou esperando há 35 minutos”, contou. Luciene também comentou que alguns coletivos não têm mais o cobrador de ônibus e o motorista acaba fazendo o serviço duplicado. “Atrapalha os passageiros e o motorista, que tira sua atenção do trânsito para nos atender, o que demora ainda mais para embarcamos nos ônibus.”

Também empregada doméstica, Rizonia Costa, 41 anos, ressaltou as condições internas ruins de alguns transportes. “Muitas vezes há cadeiras quebradas ou estreitas. Sentimos também, que a quantidade de assentos diminuiu, o que é ruim para idosos ou gestantes.”

A dona de casa, Gisele Bruna Almeida, 26 anos, e grávida de seis meses, destacou que reparou que as catracas e o serviço de acessibilidade ficaram mais estreitos nos ônibus novos. “Quem está carregando uma mochila maior ou é obeso acaba ficando constrangido.” Para o marido de Gisele, o mecânico Alvaro Rodrigues, 30 anos, a frota não comporta o fluxo de pessoas. “Principalmente às 8h e 18h. É horrível”, finalizou.

Rebatizada, SBCTrans tende a seguir na gestão
Em vias de ser rebatizada para Bernatrans, a SBCTrans tende a continuar gerindo transporte público de São Bernardo pelos próximos 25 anos. Na quinta-feira, a viação foi a única empresa a participar da licitação. O processo está em fase de análise dos documentos para homologação. No ato de abertura dos envelopes com a proposta, a diretora executiva da SBCTrans, Milena Braga Romano, explicou que a firma teve de alterar a denominação para Bernatrans porque a “SBCTrans não pode mais participar das licitações públicas” na cidade. Questionado pelo Diário sobre os motivos da troca, o governo do prefeito Orlando Morando (PSDB) não explicou quais critérios legais justificam a necessidade de a empresa ter de alterar a marca para participar da concorrência.

Desde o ano passado, o certame envolvendo a concessão das 66 linhas municipais da cidade vem causando polêmica. Pressionado pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado), o governo Morando teve de suspender o processo e, em seguida, revogar a disputa por suspeitas de restrição da ampla concorrência. O edital desenhado pela gestão tucana prevê lote único para a exploração de todos os itinerários.

A licitação foi reaberta em dezembro e, na semana passada, o processo avançou com a abertura dos envelopes, mas a SBCTrans não revelou o valor proposto. De propriedade da família Setti Braga, a SBCTrans detém o monopólio do transporte público na cidade há mais de duas décadas. O contrato foi assinado em 1998, ainda na gestão Maurício Soares. Em 2013, foi prorrogado por mais cinco anos e novamente aditado por mais um ano em 2019 – esse prazo expira em setembro.

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