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A tecnologia pode ajudar a cobrança justa

Existe uma saída para diminuir os conflitos na cobrança de pedágio: preços diferenciados. Quem dá a dica é um professor de Finanças e Economia


Wilson Marini

03/12/2009 | 00:00


Existe uma saída para diminuir os conflitos na cobrança de pedágio: preços diferenciados. Quem dá a dica é um professor de Finanças e Economia da Universidade Columbia, Eli Noam, em artigo publicado no Financial Times. Segundo ele, tratar os motoristas de maneira indistinta é coisa do passado. A ideia é oportuna devido ao aumento de questionamentos sobre os critérios de cobrança em várias regiões do Estado. Um dos absurdos são as praças de pedágio que cortam a cidade ao meio, como em Igaratá, na Rodovia Dom Pedro I, onde sete bairros ficaram separados do centro por uma tarifa de R$ 11,60 ida e volta. Idem em Atibaia, onde a Justiça suspendeu a cobrança, mas o alívio dos moradores durou pouco. Prevalece o argumento da concessionária: o edital de concessão não prevê isenção para moradores das cidades onde estão instaladas as praças de pedágio e ponto final. Claro que não prevê, porque isso não foi discutido durante o processo de concessão. Mas o problema persiste. Na Marechal Rondon, entre Bauru e Botucatu, há um pedágio a cada 20 ou 30 quilômetros, o que alterou bruscamente os gastos da população de pequenas cidades em seus deslocamentos entre municípios. O mesmo acontece no trecho entre Presidente Epitácio e Ourinhos pela Raposo Tavares. "Com os recursos automatizados e os serviços de pagamentos eletrônicos, preços diferentes podem ser cobrados de acordo com os horários, frequência de uso, características do motorista e do veículo e proximidade entre a residência e serviços de transporte público", lembra o professor Noam. Por que não? Assim é em países da Europa. Simplesmente franquear a passagem para cadastrados nem sempre é a solução ideal. Pode haver privilégios e parece bom-senso pagar na proporção do benefício. Mas obrigar o cidadão a pagar para circular em sua cidade é falta de sensibilidade. O conceito de tarifa unificada tem que ser revisto.

A ARTE DA POLÍTICA
Em relação à revolta de comunidades do Interior em cobranças tidas por elas como abusivas, falta ação entre as lideranças políticas. Deputados, prefeitos e governador não conversam sobre o assunto. Serra encastela-se no Palácio dos Bandeirantes e não desce a tema desgastante como esse, que seria de enfrentamento necessário. Acaba abrindo espaço para bandeira da oposição. Prefeitos e deputados correm chorar o leite derramado quando já é tarde demais. Privatizar rodovias não é simplesmente transferir à iniciativa privada a função de comunicação com a população. Essa é uma obrigação do Estado. Pedágios estão sendo impostos goela abaixo dos usuários, sem aviso prévio.

EM CAMPANHA
Costura política de Serra vai de vento em popa no interior Paulista. O subsecretário da Casa Civil, Rubens Cury, reuniu-se com prefeitos da região de Assis. Disse que a campanha começa em abril, mas que é preciso pensar em coligações agora. Próxima reunião será em Marília, dia 11.

OFENSIVA
Bares e restaurantes que venham a vender cigarros e bebidas alcoólicas a crianças e adolescentes poderão perder a inscrição no cadastro de contribuintes do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), segundo projeto de lei aprovado pela Assembléia Legislativa e que vai à sanção do governador. A lei prevê ainda que os empresários punidos ficarão impedidos de trabalhar por cinco anos no ramo.

GLOBAL E LOCAL
Frase do empresário Emílio Odebrecht: "O propósito da empresa deve ser, sempre, tornar-se parte das comunidades que a recebem. As que alcançam este objetivo, conseguem ser globais e locais ao mesmo tempo".

BREVES
O Tribunal de Justiça de São Paulo escolhe hoje o seu novo presidente, Müller Valente ou Viana Santos.
Duplicação da SP-294, entre Marília e Bauru, ficará pronta em janeiro. Faltam sete quilômetros.
Início das obras do trem-bala São Paulo-Campinas-Rio previsto para o segundo semestre de 2010.
Curiosidade: a população estimada para o Estado de São Paulo no dia 1º/12/2009 é de 41.845.411 (Fundação Seade).



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Existe uma saída para diminuir os conflitos na cobrança de pedágio: preços diferenciados. Quem dá a dica é um professor de Finanças e Economia

Wilson Marini

03/12/2009 | 00:00


Existe uma saída para diminuir os conflitos na cobrança de pedágio: preços diferenciados. Quem dá a dica é um professor de Finanças e Economia da Universidade Columbia, Eli Noam, em artigo publicado no Financial Times. Segundo ele, tratar os motoristas de maneira indistinta é coisa do passado. A ideia é oportuna devido ao aumento de questionamentos sobre os critérios de cobrança em várias regiões do Estado. Um dos absurdos são as praças de pedágio que cortam a cidade ao meio, como em Igaratá, na Rodovia Dom Pedro I, onde sete bairros ficaram separados do centro por uma tarifa de R$ 11,60 ida e volta. Idem em Atibaia, onde a Justiça suspendeu a cobrança, mas o alívio dos moradores durou pouco. Prevalece o argumento da concessionária: o edital de concessão não prevê isenção para moradores das cidades onde estão instaladas as praças de pedágio e ponto final. Claro que não prevê, porque isso não foi discutido durante o processo de concessão. Mas o problema persiste. Na Marechal Rondon, entre Bauru e Botucatu, há um pedágio a cada 20 ou 30 quilômetros, o que alterou bruscamente os gastos da população de pequenas cidades em seus deslocamentos entre municípios. O mesmo acontece no trecho entre Presidente Epitácio e Ourinhos pela Raposo Tavares. "Com os recursos automatizados e os serviços de pagamentos eletrônicos, preços diferentes podem ser cobrados de acordo com os horários, frequência de uso, características do motorista e do veículo e proximidade entre a residência e serviços de transporte público", lembra o professor Noam. Por que não? Assim é em países da Europa. Simplesmente franquear a passagem para cadastrados nem sempre é a solução ideal. Pode haver privilégios e parece bom-senso pagar na proporção do benefício. Mas obrigar o cidadão a pagar para circular em sua cidade é falta de sensibilidade. O conceito de tarifa unificada tem que ser revisto.

A ARTE DA POLÍTICA
Em relação à revolta de comunidades do Interior em cobranças tidas por elas como abusivas, falta ação entre as lideranças políticas. Deputados, prefeitos e governador não conversam sobre o assunto. Serra encastela-se no Palácio dos Bandeirantes e não desce a tema desgastante como esse, que seria de enfrentamento necessário. Acaba abrindo espaço para bandeira da oposição. Prefeitos e deputados correm chorar o leite derramado quando já é tarde demais. Privatizar rodovias não é simplesmente transferir à iniciativa privada a função de comunicação com a população. Essa é uma obrigação do Estado. Pedágios estão sendo impostos goela abaixo dos usuários, sem aviso prévio.

EM CAMPANHA
Costura política de Serra vai de vento em popa no interior Paulista. O subsecretário da Casa Civil, Rubens Cury, reuniu-se com prefeitos da região de Assis. Disse que a campanha começa em abril, mas que é preciso pensar em coligações agora. Próxima reunião será em Marília, dia 11.

OFENSIVA
Bares e restaurantes que venham a vender cigarros e bebidas alcoólicas a crianças e adolescentes poderão perder a inscrição no cadastro de contribuintes do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), segundo projeto de lei aprovado pela Assembléia Legislativa e que vai à sanção do governador. A lei prevê ainda que os empresários punidos ficarão impedidos de trabalhar por cinco anos no ramo.

GLOBAL E LOCAL
Frase do empresário Emílio Odebrecht: "O propósito da empresa deve ser, sempre, tornar-se parte das comunidades que a recebem. As que alcançam este objetivo, conseguem ser globais e locais ao mesmo tempo".

BREVES
O Tribunal de Justiça de São Paulo escolhe hoje o seu novo presidente, Müller Valente ou Viana Santos.
Duplicação da SP-294, entre Marília e Bauru, ficará pronta em janeiro. Faltam sete quilômetros.
Início das obras do trem-bala São Paulo-Campinas-Rio previsto para o segundo semestre de 2010.
Curiosidade: a população estimada para o Estado de São Paulo no dia 1º/12/2009 é de 41.845.411 (Fundação Seade).

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