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Vanguart lança disco com 16 canções do compositor norte-americano Bob Dylan


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

16/07/2019 | 06:00


Grupo de Cuiabá que ganhou fama principalmente com público indie, inclusive de São Paulo, o Vanguart dá outro passo após o lançamento do trabalho de inéditas Beijo Estranho e arrisca passear por um universo em que é preciso ter coragem – e talento – para se reproduzir: o do cantor e compositor norte-americano Bob Dylan.

Nobel de Literatura e conhecido pelo tom poético de suas canções, Dylan é um dos artistas contemporâneos mais importantes da história e nome que influenciou ninguém menos que Jimi Hendrix (1942-1970) e The Rolling Stones. Fato é que o Vanguart mostra agora, nas plataformas de streaming e em CD (Deck, R$ 23, em média), o álbum Vanguart Sings Bob Dylan, em que apresenta 16 releituras de canções do artista.

“Quase 20 anos atrás, tive minha primeira desilusão amorosa. Na mesma semana, adquiri uma cópia de um disco do Bob Dylan para acompanhar aquele coração partido que eu carregava”, explica o cantor Helio Flanders. Blood On The Tracks (1975) era o álbum. E é dele que salta a faixa Tangled Up In Blue, que abre o novo disco da banda. Do farto baú do norte-americano, o conjunto pincela ainda temas como Just Like a Woman e Simple Twist of Fate – uma das mais delicadas da obra –, por exemplo. Outra que vale ser ressaltada é The House of the Risin’ Sun, cantada por Fernanda Kostchak, que toca ainda violino em temas como Desire e One More Cup of Coffee.

Com produção assinada pela banda ao lado de Rafael Ramos, as versões apresentadas na audaciosa empreitada – e primeira não autoral – são de respeito, com cuidadosos arranjos de cordas e de voz que remetem, de fato, aos criados originalmente nos anos 1960 e na década seguinte, período em que Dylan borbulhava nos alto-falantes mundo afora.

Além do violino e dos arranjos destacados há todo um preciosismo necessário, com instrumentos como bandolim, órgão hammond e lap steel (guitarra havaiana). O cantor revela que as faixas foram gravadas no estúdio, mas de modo ‘ao vivo’, e dão ênfase aos primeiros 15 anos de carreira do homenageado. A única exceção é a faixa Make You Feel My Love, registrada originalmente no álbum Time Out of Mind, de 1996.

Para Flanders, o grande trunfo do compositor foi conectar o universo da música com o poético. “Dylan sempre foi o maior dos atalhos de comunicação entre a poesia e o homem comum”, explica.

Ele diz que a importância de um disco do Vanguart tocando Dylan é muito grande. Vai além de celebrar a obra do compositor. “Foi uma experiência surreal voltar o coração musical para canções que fizeram parte de nossa adolescência e vida adulta. Ao mesmo tempo que nos faz compreender de onde viemos também nos mostra que podemos ir muito além de bandeiras e gêneros fincados dentro da música e seus limites”, explica. 



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Vanguart lança disco com 16 canções do compositor norte-americano Bob Dylan

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

16/07/2019 | 06:00


Grupo de Cuiabá que ganhou fama principalmente com público indie, inclusive de São Paulo, o Vanguart dá outro passo após o lançamento do trabalho de inéditas Beijo Estranho e arrisca passear por um universo em que é preciso ter coragem – e talento – para se reproduzir: o do cantor e compositor norte-americano Bob Dylan.

Nobel de Literatura e conhecido pelo tom poético de suas canções, Dylan é um dos artistas contemporâneos mais importantes da história e nome que influenciou ninguém menos que Jimi Hendrix (1942-1970) e The Rolling Stones. Fato é que o Vanguart mostra agora, nas plataformas de streaming e em CD (Deck, R$ 23, em média), o álbum Vanguart Sings Bob Dylan, em que apresenta 16 releituras de canções do artista.

“Quase 20 anos atrás, tive minha primeira desilusão amorosa. Na mesma semana, adquiri uma cópia de um disco do Bob Dylan para acompanhar aquele coração partido que eu carregava”, explica o cantor Helio Flanders. Blood On The Tracks (1975) era o álbum. E é dele que salta a faixa Tangled Up In Blue, que abre o novo disco da banda. Do farto baú do norte-americano, o conjunto pincela ainda temas como Just Like a Woman e Simple Twist of Fate – uma das mais delicadas da obra –, por exemplo. Outra que vale ser ressaltada é The House of the Risin’ Sun, cantada por Fernanda Kostchak, que toca ainda violino em temas como Desire e One More Cup of Coffee.

Com produção assinada pela banda ao lado de Rafael Ramos, as versões apresentadas na audaciosa empreitada – e primeira não autoral – são de respeito, com cuidadosos arranjos de cordas e de voz que remetem, de fato, aos criados originalmente nos anos 1960 e na década seguinte, período em que Dylan borbulhava nos alto-falantes mundo afora.

Além do violino e dos arranjos destacados há todo um preciosismo necessário, com instrumentos como bandolim, órgão hammond e lap steel (guitarra havaiana). O cantor revela que as faixas foram gravadas no estúdio, mas de modo ‘ao vivo’, e dão ênfase aos primeiros 15 anos de carreira do homenageado. A única exceção é a faixa Make You Feel My Love, registrada originalmente no álbum Time Out of Mind, de 1996.

Para Flanders, o grande trunfo do compositor foi conectar o universo da música com o poético. “Dylan sempre foi o maior dos atalhos de comunicação entre a poesia e o homem comum”, explica.

Ele diz que a importância de um disco do Vanguart tocando Dylan é muito grande. Vai além de celebrar a obra do compositor. “Foi uma experiência surreal voltar o coração musical para canções que fizeram parte de nossa adolescência e vida adulta. Ao mesmo tempo que nos faz compreender de onde viemos também nos mostra que podemos ir muito além de bandeiras e gêneros fincados dentro da música e seus limites”, explica. 

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