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Bicombustível responde por 34,4% das vendas em março


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

16/04/2005 | 13:07


O mercado dos carros bicombustíveis (que podem ser abastecidos com álcool, gasolina ou os dois combustíveis em qualquer proporção) está se popularizando no país. Depois do lançamento de veículos flexíveis com motor 1.0 litro, em meados de março, as vendas dos modelos com a tecnologia deram um salto e atingiram 34,4% do total de carros zero km vendidos no mês passado. Em fevereiro, o percentual dos bicombustíveis vendidos era de 28,5% e em janeiro, 26,9%. No ano passado, a participação dos flex correspondia na média a 21,5% do total. Os dados são da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

Por conta do crescimento da participação em março, os bicombustíveis passaram a representar na média 30,4% do total das vendas de automóveis e comerciais leves novos no primeiro trimestre deste ano. Foram comercializados ao todo 108.429 carros flexíveis nos primeiros três meses. Desse total, 24.270 unidades, ou 22,4%, eram 1.0 flex.

Há consenso no setor de que o grande impulso aos flexíveis se deu com a chegada dos novos modelos populares. A Volkswagen – que já tinha lançado em 2004 o primeiro 1.0 flexível do mercado brasileiro, o Fox 1.0 Total Flex – colocou no mercado no mês passado o carro de entrada (de preço econômico) Gol City 1.0 Total Flex. E a Fiat passou a comercializar três modelos com motor mil bicombustível: Uno Mille, Palio e Siena.

Em apenas um mês, o Gol City 1.0 Total Flex alcançou a marca de 6,2 mil unidades vendidas. A empresa atribuiu o bom desempenho de vendas ao preço acessível (foi lançado por valor a partir de R$ 22.742), já que antes a tecnologia só era disponível em carros mais caros, de segmentos superiores. Atualmente, cerca de 70% dos carros produzidos pela Volkswagen já saem de fábrica equipados com motores Total Flex.

Assim como a Volks, a Fiat observa uma ampliação nos flexíveis vendidos. Em março, os bicombustíveis da companhia mineira passaram a corresponder a 36,6% do total comercializado pela marca. A montadora projeta que até o final deste ano as vendas de carros flex vão chegar a 50% dos carros zero comercializados pela empresa. De novo, o preço (o Uno Mille Fire sai a partir R$ 19.650) facilita o acesso do usuário à tecnologia.

Todos os novos carros 1.0 flex foram lançados com o sistema desenvolvido pela Magneti Marelli, empresa de autopeças que tem duas fábricas no Grande ABC. Para o presidente da Magneti, Silverio Bonfiglioli, o percentual de flexíveis no total vendido deve aumentar e “num ritmo acelerado”. Ele avalia que os novos automóveis mil combinam preço reduzido com a flexibilidade da utilização do produto, o que permite ao consumidor oportunidades de economia.

Celta – A concorrência deve se acirrar neste ano, tanto no segmento dos populares quanto nos não-populares. A Ford prepara para breve o lançamento do EcoSport bicombustível e a General Motors lançará em setembro o Celta 1.0 Flexpower, o primeiro modelo mil da montadora com a tecnologia.



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