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Mercado está otimista com retomada do consumo

Segundo economistas, indicadores mostram retomada do
crescimento; alta dos juros pode impedir recuperação maior


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

17/02/2010 | 07:00


Dificuldades econômicas em países europeus e eventual elevação da taxa Selic (taxa básica de juros definida pelo Banco Central), nos próximos meses, podem impedir recuperação mais forte da economia brasileira, segundo especialistas. Apesar desses receios, a avaliação entre os economistas é de que o cenário é bastante favorável neste ano.

Os números da recuperação justificam a visão otimista. Na região, a taxa de desemprego apresentou ligeira subida no primeiro semestre de 2009, indo a 14,4% em julho, mas voltou a cair no quarto trimestre (fechou o ano a 11,4%), aponta levantamento do Seade/Dieese (Sistema Estadual de Análise de Dados e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

"O conjunto de indicadores mostra a retomada do crescimento, os dados são positivos", afirma o economista da CNI Flávio Castello Branco, que acrescenta: "Os investimentos estão sendo retomados, o que reforça esse processo de recuperação."

Com isso, há a possibilidade de que não se confirme a perspectiva de elevação da Selic, cita o diretor do curso de Ciências Econômicas da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Francisco Funcia. "Há investimentos anunciados que precisam se materializar. Mas não há nenhum setor próximo dos 100% de utilização da capacidade instalada hoje", assinala.

O aumento da taxa básica seria uma forma de conter a pressão inflacionária vinda da eventual dificuldade das empresas em atender à demanda elevada. Mesmo que haja alguma alta dos juros, em meados deste ano, Funcia avalia que os efeitos - o refreamento do consumo, por exemplo - seriam mais sentidos a partir do último trimestre.

"O dinamismo da economia aponta para, no mínimo, crescimento econômico de 4,5% em 2010. Seria (a elevação dos juros) mais para evitar o descontrole econômico. Não vai estragar o bom ambiente", avalia o coordenador do curso de Economia da Fundação Santo André, Ricardo Balistiero.

MAIS EXPORTAÇÃO - Apesar dessa possível alta da taxa básica, há a avaliação de que o consumo interno será decisivo para o impulso do PIB (Produto Interno Bruto) nacional. Em relação ao ‘front externo', Funcia avalia que seria importante melhorar a inserção brasileira no Exterior, mas a lenta retomada econômica mundial não deve ajudar nesse sentido.



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