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Importado sustenta alta das vendas


Wagner Oliveira
Do Diário do Grande ABC

09/04/2011 | 07:10


No primeiro trimestre, a venda de carros novos nacionais caiu 0,5% em relação ao mesmo período de 2010 - passou de 646 mil para 643 mil unidades. Já os veículos importados cresceram 28,5% no mesmo período - saltaram de 142 mil para 182 mil.

O que pode se concluir sobre os dados apurados pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) é que foram os veículos de origem estrangeira que garantiram o crescimento do setor nos três primeiros meses do ano, que fechou com alta de 4,7% sobre igual período do ano passado.

O dado traz mais uma preocupação ao segmento, que conclui neste mês relatório feito por consultoria internacional para apontar quais caminhos governo, indústria e fornecedores devem trilhar para retomar a competitividade.

"Certamente, os dados apontam para situação complexa e difícil", afirmou o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, que também preside a Fiat, marca líder em venda do mercado nacional.

Na contabilidade dos importados, entram carros trazidos pelas próprias montadoras, principalmente da Argentina e do México, países com os quais o Brasil tem acordo de livre comércio. "Mas é a tendência de perda de competividade que nos preocupa", reforça Belini.

De acordo com dados da Anfavea, entidade que reúne 25 fabricantes de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e máquinas agrícolas no Brasil, em 2005 o Brasil importava apenas 5,1% do total de veículos comercializados no mercado interno. No primeiro trimestre deste ano, 22% das vendas foram de importados.

Em sentido inverso, o Brasil exportava 30,7% de sua produção seis anos atrás. Fechou os três primeiros meses de 2011 com 14,5% dos veículos produzidos internamente vendidos ao Exterior, principalmente mercados da América do Sul, da África e do Oriente Médio.

Enquanto os carros nacionais encontraram dificuldades de crescimento, as 30 marcas afiliadas à Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores) projetam crescimento de vendas de 23% neste ano, o que representaria volume de 165 mil unidades.

A estimativa das montadoras é que o mercado interno cresca 5% em 2011, puxado mais por veículos comerciais, como os caminhões, que cresceram em vendas 26,8% no primeiro trimestre.

Das 165 mil unidades previstas pelas marcas que só importam, mais de 50% serão vendidas pela Kia, montadora coreana que espera ampliar em 90% os emplacamentos em 2011 e atingir o patamar de 104 mil unidades.

Apesar do número expressivo de vendas, o presidente da marca no Brasil, o empresário José Luiz Gandini, disse que a Kia ainda não pensa em ter uma fábrica no Brasil. Do Uruguai, a montadora traz o caminhão Bongo, que é montado no país vizinho em regime de CKD - vem encaixotado da Coréia e recebe alguns componentes locais, como pneus e vidros.

Para Gandini, a meta da Kia para 2011 é ousada, mas ainda não justifica uma fábrica, caso as 104 mil unidades sejam vendidas. "Ainda somos muito pequenos", disse Gandini, que também preside a Abeiva.

Integrante do grupo Hyundai, a Kia tem administração no Brasil independente da marca coirmã, que já está construindo uma fábrica em Piracicaba (SP). A Hyundai tem ainda parceria com o grupo Caoa, mas prentede tocar sozinha parte da operação com sua a fábrica no interior paulista.

Com política de marketing agressiva, Kia e Hyundai avançam e já têm cerca de 5% do mercado nacional, que está entre o quarto e o quinto maior do mundo.

O que a Kia pretende vender no Brasil em 2011 é o mesmo estimado pela francesa Citroën, que há dez anos fabrica automóveis no interior do Rio de Janeiro.



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Importado sustenta alta das vendas

Wagner Oliveira
Do Diário do Grande ABC

09/04/2011 | 07:10


No primeiro trimestre, a venda de carros novos nacionais caiu 0,5% em relação ao mesmo período de 2010 - passou de 646 mil para 643 mil unidades. Já os veículos importados cresceram 28,5% no mesmo período - saltaram de 142 mil para 182 mil.

O que pode se concluir sobre os dados apurados pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) é que foram os veículos de origem estrangeira que garantiram o crescimento do setor nos três primeiros meses do ano, que fechou com alta de 4,7% sobre igual período do ano passado.

O dado traz mais uma preocupação ao segmento, que conclui neste mês relatório feito por consultoria internacional para apontar quais caminhos governo, indústria e fornecedores devem trilhar para retomar a competitividade.

"Certamente, os dados apontam para situação complexa e difícil", afirmou o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, que também preside a Fiat, marca líder em venda do mercado nacional.

Na contabilidade dos importados, entram carros trazidos pelas próprias montadoras, principalmente da Argentina e do México, países com os quais o Brasil tem acordo de livre comércio. "Mas é a tendência de perda de competividade que nos preocupa", reforça Belini.

De acordo com dados da Anfavea, entidade que reúne 25 fabricantes de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e máquinas agrícolas no Brasil, em 2005 o Brasil importava apenas 5,1% do total de veículos comercializados no mercado interno. No primeiro trimestre deste ano, 22% das vendas foram de importados.

Em sentido inverso, o Brasil exportava 30,7% de sua produção seis anos atrás. Fechou os três primeiros meses de 2011 com 14,5% dos veículos produzidos internamente vendidos ao Exterior, principalmente mercados da América do Sul, da África e do Oriente Médio.

Enquanto os carros nacionais encontraram dificuldades de crescimento, as 30 marcas afiliadas à Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores) projetam crescimento de vendas de 23% neste ano, o que representaria volume de 165 mil unidades.

A estimativa das montadoras é que o mercado interno cresca 5% em 2011, puxado mais por veículos comerciais, como os caminhões, que cresceram em vendas 26,8% no primeiro trimestre.

Das 165 mil unidades previstas pelas marcas que só importam, mais de 50% serão vendidas pela Kia, montadora coreana que espera ampliar em 90% os emplacamentos em 2011 e atingir o patamar de 104 mil unidades.

Apesar do número expressivo de vendas, o presidente da marca no Brasil, o empresário José Luiz Gandini, disse que a Kia ainda não pensa em ter uma fábrica no Brasil. Do Uruguai, a montadora traz o caminhão Bongo, que é montado no país vizinho em regime de CKD - vem encaixotado da Coréia e recebe alguns componentes locais, como pneus e vidros.

Para Gandini, a meta da Kia para 2011 é ousada, mas ainda não justifica uma fábrica, caso as 104 mil unidades sejam vendidas. "Ainda somos muito pequenos", disse Gandini, que também preside a Abeiva.

Integrante do grupo Hyundai, a Kia tem administração no Brasil independente da marca coirmã, que já está construindo uma fábrica em Piracicaba (SP). A Hyundai tem ainda parceria com o grupo Caoa, mas prentede tocar sozinha parte da operação com sua a fábrica no interior paulista.

Com política de marketing agressiva, Kia e Hyundai avançam e já têm cerca de 5% do mercado nacional, que está entre o quarto e o quinto maior do mundo.

O que a Kia pretende vender no Brasil em 2011 é o mesmo estimado pela francesa Citroën, que há dez anos fabrica automóveis no interior do Rio de Janeiro.

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