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Páscoa pode ser mais saudável e consciente


Idec

09/04/2020 | 00:01


Atualizada às 17h05

Apesar de o tradicional costume de se reunir a família no domingo de Páscoa passar por mudanças com a chegada da pandemia, dar ovos de chocolate ainda é uma das práticas mais comuns durante as celebrações desta data. Com a grande oferta que existe no mercado, é preciso prestar muita atenção nas informações e na qualidade dos produtos na hora de fazer as compras. Para além das embalagens, cada vez mais bonitas e atraentes, é possível verificar importantes informações sobre os ovos em seus rótulos.

A lista de ingredientes, por exemplo, apresenta os itens em ordem decrescente. Ou seja, o primeiro a aparecer é o que está presente em maior quantidade, e o último, em menor. Sendo assim, se o açúcar estiver logo no início da lista, fique atento: esse é um sinal de alerta para seu excesso. O açúcar em grande quantidade causa ganho de peso, que pode evoluir para obesidade, diabete, doença cardíaca, entre outros problemas de saúde que atingem todos os consumidores, principalmente as crianças. Já quando o cacau aparece primeiro – e não sua manteiga e licor, por exemplo –, isso significa que o chocolate tem boa qualidade nutricional. Além disso, confira se aparecem muitos aditivos, como aromatizantes, corantes, emulsificantes e conservantes.

Esses produtos são substâncias químicas feitas em laboratório, bastante utilizadas nos alimentos ultraprocessados.De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira, não se sabe o efeito a longo prazo dos aditivos sobre a saúde, mas os alimentos feitos com esses componentes podem contribuir para aumentar o risco de deficiências nutricionais.

Os ovos de chocolate com personagens e brindes caracterizam publicidade infantil e representam uma violação à legislação, de acordo com o CDC (Código de Defesa do Consumidor), o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e a resolução 163 do Conanda (Conselho Nacional da Criança e do Adolescente). Em uma pesquisa realizada pelo Idec em 2019 foram identificados 57 tipos de ovos de chocolate destinados ao público infantil que apresentavam algum tipo de publicidade abusiva.

Entre as práticas ilegais foram verificadas a utilização de linguagem infantil, efeitos especiais e excesso de cores; personagens ou apresentadores infantis; desenho animado ou de animação e promoções com brindes colecionáveis ou com apelos ao público infantil. A venda de ovos com o chocolate e o brinquedo juntos, sem que o consumidor tenha opção de comprá-los separadamente, também é proibida e é considerada ‘venda casada’.

Além disso, a oferta excessiva, com muitas variedades, personagens infantis e brinquedos dentro dos ovos é um estímulo ao consumo exagerado. Analise se vale a pena investir em ovos de Páscoa em vez de chocolate ou outro alimento mais saudável que pode ser presenteado durante a data. Compare o preço dos produtos e faça uma pesquisa entre lojas e supermercados.

Uma pesquisa de Páscoa do Procon realizada nesta semana, que comparou 211 itens em 32 estabelecimentos comerciais da Capital paulista, identificou enorme diferença entre o preço dos produtos. Tomando como base o valor médio, o quilo do ovo de Páscoa está custando, em média, R$ 242,34. Os preços variaram de R$ 112,25 a R$ 509,80.

Já o quilo do tablete de chocolate sai a R$ 60,62, em média. E não se esqueça de checar a data de validade dos produtos e, no caso dos ovos, verifique não só o número, mas também o peso. Outra dica é dar preferência para ovos de Páscoa feitos por pessoas de sua confiança. Assim, além de valorizar o trabalho e economia local, você pode conferir a procedência dos ingredientes.

É importante ressaltar que ovo artesanal tem a vantagem de ser produzido em pequena escala, então as chances de terem aditivos alimentares em sua composição são menores. Uma outra opção é preparar os doces da Páscoa em casa. Se você tem crianças, esse é um ótimo exercício para estimular o seu vínculo com elas e fazer com que conheçam a origem dos alimentos. Assim, podem ser preparados doces exclusivos, não necessariamente de chocolate, e com uma menor quantidade de açúcar.

OPINIÃO
A Abral (Associação Brasileira de Licenciamento de Marcas e Personagens) enviou posicionamento:

"No caso de comunicação de produtos destinados ao público infantil está sustentada em arcabouço jurídico composto por 22 normas, mais do que o Reino Unido, com 16 normas, e que os Estados Unidos, com 15. Além disso, a regulamentação existente hoje e presente tanto na Constituição Federal como no Eca (Estatuto da Criança e do Adolescente), no CDC (Código de Defesa do Consumidor e no Conar (Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária), que cumpre seu papel, com regras aplicáveis a todos os anunciantes, justamente com o objetivo de regulamentar a publicidade, inclusive a infantil.

Nesse arcabouço jurídico não há nenhuma indicação de que personagens e brindes caracterizam publicidade infantil e representam uma violação à - legislação. Há, sim uma referência/definição para o que venha a ser propaganda abusiva., o que definitivamente não se aplica à ovos de Páscoa. De nossa parte, a Abral continua com sua missão de disseminar as melhores práticas nesse campo, por intermédio da educação no setor onde atua. Faz isso pela crença de que a comunicação responsável colabora com o desenvolvimento da sociedade, em um ambiente saudável e dinâmico."



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Páscoa pode ser mais saudável e consciente

Idec

09/04/2020 | 00:01


Atualizada às 17h05

Apesar de o tradicional costume de se reunir a família no domingo de Páscoa passar por mudanças com a chegada da pandemia, dar ovos de chocolate ainda é uma das práticas mais comuns durante as celebrações desta data. Com a grande oferta que existe no mercado, é preciso prestar muita atenção nas informações e na qualidade dos produtos na hora de fazer as compras. Para além das embalagens, cada vez mais bonitas e atraentes, é possível verificar importantes informações sobre os ovos em seus rótulos.

A lista de ingredientes, por exemplo, apresenta os itens em ordem decrescente. Ou seja, o primeiro a aparecer é o que está presente em maior quantidade, e o último, em menor. Sendo assim, se o açúcar estiver logo no início da lista, fique atento: esse é um sinal de alerta para seu excesso. O açúcar em grande quantidade causa ganho de peso, que pode evoluir para obesidade, diabete, doença cardíaca, entre outros problemas de saúde que atingem todos os consumidores, principalmente as crianças. Já quando o cacau aparece primeiro – e não sua manteiga e licor, por exemplo –, isso significa que o chocolate tem boa qualidade nutricional. Além disso, confira se aparecem muitos aditivos, como aromatizantes, corantes, emulsificantes e conservantes.

Esses produtos são substâncias químicas feitas em laboratório, bastante utilizadas nos alimentos ultraprocessados.De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira, não se sabe o efeito a longo prazo dos aditivos sobre a saúde, mas os alimentos feitos com esses componentes podem contribuir para aumentar o risco de deficiências nutricionais.

Os ovos de chocolate com personagens e brindes caracterizam publicidade infantil e representam uma violação à legislação, de acordo com o CDC (Código de Defesa do Consumidor), o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e a resolução 163 do Conanda (Conselho Nacional da Criança e do Adolescente). Em uma pesquisa realizada pelo Idec em 2019 foram identificados 57 tipos de ovos de chocolate destinados ao público infantil que apresentavam algum tipo de publicidade abusiva.

Entre as práticas ilegais foram verificadas a utilização de linguagem infantil, efeitos especiais e excesso de cores; personagens ou apresentadores infantis; desenho animado ou de animação e promoções com brindes colecionáveis ou com apelos ao público infantil. A venda de ovos com o chocolate e o brinquedo juntos, sem que o consumidor tenha opção de comprá-los separadamente, também é proibida e é considerada ‘venda casada’.

Além disso, a oferta excessiva, com muitas variedades, personagens infantis e brinquedos dentro dos ovos é um estímulo ao consumo exagerado. Analise se vale a pena investir em ovos de Páscoa em vez de chocolate ou outro alimento mais saudável que pode ser presenteado durante a data. Compare o preço dos produtos e faça uma pesquisa entre lojas e supermercados.

Uma pesquisa de Páscoa do Procon realizada nesta semana, que comparou 211 itens em 32 estabelecimentos comerciais da Capital paulista, identificou enorme diferença entre o preço dos produtos. Tomando como base o valor médio, o quilo do ovo de Páscoa está custando, em média, R$ 242,34. Os preços variaram de R$ 112,25 a R$ 509,80.

Já o quilo do tablete de chocolate sai a R$ 60,62, em média. E não se esqueça de checar a data de validade dos produtos e, no caso dos ovos, verifique não só o número, mas também o peso. Outra dica é dar preferência para ovos de Páscoa feitos por pessoas de sua confiança. Assim, além de valorizar o trabalho e economia local, você pode conferir a procedência dos ingredientes.

É importante ressaltar que ovo artesanal tem a vantagem de ser produzido em pequena escala, então as chances de terem aditivos alimentares em sua composição são menores. Uma outra opção é preparar os doces da Páscoa em casa. Se você tem crianças, esse é um ótimo exercício para estimular o seu vínculo com elas e fazer com que conheçam a origem dos alimentos. Assim, podem ser preparados doces exclusivos, não necessariamente de chocolate, e com uma menor quantidade de açúcar.

OPINIÃO
A Abral (Associação Brasileira de Licenciamento de Marcas e Personagens) enviou posicionamento:

"No caso de comunicação de produtos destinados ao público infantil está sustentada em arcabouço jurídico composto por 22 normas, mais do que o Reino Unido, com 16 normas, e que os Estados Unidos, com 15. Além disso, a regulamentação existente hoje e presente tanto na Constituição Federal como no Eca (Estatuto da Criança e do Adolescente), no CDC (Código de Defesa do Consumidor e no Conar (Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária), que cumpre seu papel, com regras aplicáveis a todos os anunciantes, justamente com o objetivo de regulamentar a publicidade, inclusive a infantil.

Nesse arcabouço jurídico não há nenhuma indicação de que personagens e brindes caracterizam publicidade infantil e representam uma violação à - legislação. Há, sim uma referência/definição para o que venha a ser propaganda abusiva., o que definitivamente não se aplica à ovos de Páscoa. De nossa parte, a Abral continua com sua missão de disseminar as melhores práticas nesse campo, por intermédio da educação no setor onde atua. Faz isso pela crença de que a comunicação responsável colabora com o desenvolvimento da sociedade, em um ambiente saudável e dinâmico."

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