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Doria ameaça ir à Justiça contra
abertura geral do comércio

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Governador reagiu à declaração de Bolsonaro, que cogitou editar decreto anti-isolamento


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

01/04/2020 | 00:01


O governador João Doria (PSDB) reagiu a declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que sugere editar decreto federal anti-isolamento, e ameaçou acionar a Justiça caso a medida seja adotada. O aviso do tucano foi dado um dia depois de o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC cogitar mudança na política de quarentena, pedindo opinião da população para decidir se mantém o comércio fechado nas sete cidades.

Durante coletiva concedida ontem no Palácio dos Bandeirantes para tratar de medidas no combate ao novo coronavírus, Doria voltou a criticar ações de Bolsonaro. “Se o presidente Bolsonaro vier a implementar ou a tomar uma decisão desse tipo (permitir o retorno da atividade econômica), quero informar que o governo do Estado de São Paulo tomará medidas judiciais para evitar que isso aconteça. Não vamos permitir que nenhum ato irresponsável se sobreponha ao posicionamento sereno, equilibrado e responsável do Estado, através do governo (paulista) e das prefeituras”, advertiu o governador.

No domingo, Bolsonaro voltou a criticar o isolamento total da população e, novamente contrariando as orientações do Ministério da Saúde e da OMS (Organização Mundial da Saúde), incentivou as pessoas a saírem às ruas. “Estou com vontade – não sei se eu vou fazer – de baixar um decreto. Toda e qualquer profissão legalmente existente ou aquela que é voltada para a informalidade, se for necessária para o sustento dos seus filhos, para levar leite para seus filhos, para levar arroz e feijão para casa, vai poder trabalhar”, declarou o presidente. Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) também prometeram barrar eventual decreto anti-isolamento.

O Diário mostrou ontem que os prefeitos Gabriel Maranhão (Cidadania, Rio Grande da Serra) e Lauro Michels (PV, Diadema), presidente e vice-presidente do Consórcio, respectivamente, admitiram a possibilidade de restringir o isolamento apenas à população considerada mais vulnerável à Covid-19, como idosos e aqueles com doenças preexistentes. Em transmissão ao vivo no canal oficial do colegiado, a dupla pediu para a população dizer o que faria se estivesse sentada na cadeira dos prefeitos. As falas, que carecem de embasamento técnico, vão na contramão da posição dos demais chefes dos Paços da região e causaram inconformismo de entidades.

PRONUNCIAMENTO
Na noite de ontem, Bolsonaro baixou o tom e não reiterou posição pelo fim do isolamento, durante pronunciamento de sete minutos, em rede nacional. O presidente voltou a mencionar, contudo, trecho do discurso do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que pediu que os governantes assegurem o sustento das pessoas no período de quarentena. “Temos uma missão, que é salvar vidas sem deixar para trás os empregos”, disse Bolsonaro, que foi alvo de novos panelaços.  



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Doria ameaça ir à Justiça contra
abertura geral do comércio

Governador reagiu à declaração de Bolsonaro, que cogitou editar decreto anti-isolamento

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

01/04/2020 | 00:01


O governador João Doria (PSDB) reagiu a declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que sugere editar decreto federal anti-isolamento, e ameaçou acionar a Justiça caso a medida seja adotada. O aviso do tucano foi dado um dia depois de o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC cogitar mudança na política de quarentena, pedindo opinião da população para decidir se mantém o comércio fechado nas sete cidades.

Durante coletiva concedida ontem no Palácio dos Bandeirantes para tratar de medidas no combate ao novo coronavírus, Doria voltou a criticar ações de Bolsonaro. “Se o presidente Bolsonaro vier a implementar ou a tomar uma decisão desse tipo (permitir o retorno da atividade econômica), quero informar que o governo do Estado de São Paulo tomará medidas judiciais para evitar que isso aconteça. Não vamos permitir que nenhum ato irresponsável se sobreponha ao posicionamento sereno, equilibrado e responsável do Estado, através do governo (paulista) e das prefeituras”, advertiu o governador.

No domingo, Bolsonaro voltou a criticar o isolamento total da população e, novamente contrariando as orientações do Ministério da Saúde e da OMS (Organização Mundial da Saúde), incentivou as pessoas a saírem às ruas. “Estou com vontade – não sei se eu vou fazer – de baixar um decreto. Toda e qualquer profissão legalmente existente ou aquela que é voltada para a informalidade, se for necessária para o sustento dos seus filhos, para levar leite para seus filhos, para levar arroz e feijão para casa, vai poder trabalhar”, declarou o presidente. Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) também prometeram barrar eventual decreto anti-isolamento.

O Diário mostrou ontem que os prefeitos Gabriel Maranhão (Cidadania, Rio Grande da Serra) e Lauro Michels (PV, Diadema), presidente e vice-presidente do Consórcio, respectivamente, admitiram a possibilidade de restringir o isolamento apenas à população considerada mais vulnerável à Covid-19, como idosos e aqueles com doenças preexistentes. Em transmissão ao vivo no canal oficial do colegiado, a dupla pediu para a população dizer o que faria se estivesse sentada na cadeira dos prefeitos. As falas, que carecem de embasamento técnico, vão na contramão da posição dos demais chefes dos Paços da região e causaram inconformismo de entidades.

PRONUNCIAMENTO
Na noite de ontem, Bolsonaro baixou o tom e não reiterou posição pelo fim do isolamento, durante pronunciamento de sete minutos, em rede nacional. O presidente voltou a mencionar, contudo, trecho do discurso do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que pediu que os governantes assegurem o sustento das pessoas no período de quarentena. “Temos uma missão, que é salvar vidas sem deixar para trás os empregos”, disse Bolsonaro, que foi alvo de novos panelaços.  

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