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Massacre de Suzano altera rotina de escolas municipais

Reprodução/TV Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ataque que resultou em dez mortos e 11 feridos motivou reforço de segurança e saúde mental


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

14/03/2020 | 00:01


Não foi apenas a rede estadual de ensino que adotou mudanças após ataque a tiros por dois ex-alunos da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, em 13 de março de 2019. Guilherme Taucci Monteiro, 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, 25, mataram oito pessoas, feriram 11 e se mataram. Nas redes municipais de ensino do Grande ABC, prefeituras intensificaram ações de segurança e de atendimento à saúde mental dos jovens. Especialista destaca a importância dos gestores entenderem de que forma se dá o bullying – uma das possíveis causas do atentado.

Escritora e educadora, fundadora da Piraporiando – editora Edtech focada em educação para diversidade por educação antirracista, antibullying e sem preconceitos –, Janine Rodrigues explicou que na dinâmica do bullying existem três atores: o agressor, a vítima e a plateia. “O agressor nunca vai agir sem poder ser visto, porque o que ele quer é se expor. E a plateia é fundamental e pode ter três atuações: se omite porque não sabe o que fazer, porque tem medo do agressor ou porque apoia a violência”, detalhou.

Para a especialista, é importante frisar que o bullying só ocorre entre pessoas de um mesmo grupo, como, por exemplo, entre alunos. “Quem pratica, na grande maioria dos casos, já foi vítima. Punir o outro é uma espécie de vingança. No episódio de Suzano, que foi um caso extremo, houve também a autopunição, que foi os atiradores se matarem, e ali havia também forte contexto de saúde mental”, afirmou. 

Em Santo André, a Prefeitura informou que desde 2017 mantém o PES (Programa Escola Segura), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, conjunto de ações como o patrulhamento das escolas, entre outras ações. 

São Bernardo intensificou ações de segurança após o episódio, como reuniões de orientação junto às equipes gestoras, produção de documento para entrada e saída dos alunos, ampliação dos recursos financeiros destinados às APMs (Associações de Pais e Mestres). 

Também à época do incidente, São Caetano implantou o programa Saúde Mental na Escola, que consistiu em encontros entre os alunos e equipe da Unidade de Saúde da Criança e Adolescente da cidade.

Diadema dispõe de seguranças em todas as escolas. Mauá tem rondas da GCM (Guarda Civil Municipal) nos horários de entrada e saída da escola e desde janeiro, sistema de videomonitoramento acompanha a rotina nas entradas das unidades escolares, 24 horas por dia. Em Ribeirão Pires, dirigentes e funcionários da rede municipal de ensino são orientados a reforçarem o controle de acesso, com intuito de aumentar a segurança e impedir a entrada de estranhos nas unidades escolares. Rio Grande da Serra não respondeu.



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Massacre de Suzano altera rotina de escolas municipais

Ataque que resultou em dez mortos e 11 feridos motivou reforço de segurança e saúde mental

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

14/03/2020 | 00:01


Não foi apenas a rede estadual de ensino que adotou mudanças após ataque a tiros por dois ex-alunos da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, em 13 de março de 2019. Guilherme Taucci Monteiro, 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, 25, mataram oito pessoas, feriram 11 e se mataram. Nas redes municipais de ensino do Grande ABC, prefeituras intensificaram ações de segurança e de atendimento à saúde mental dos jovens. Especialista destaca a importância dos gestores entenderem de que forma se dá o bullying – uma das possíveis causas do atentado.

Escritora e educadora, fundadora da Piraporiando – editora Edtech focada em educação para diversidade por educação antirracista, antibullying e sem preconceitos –, Janine Rodrigues explicou que na dinâmica do bullying existem três atores: o agressor, a vítima e a plateia. “O agressor nunca vai agir sem poder ser visto, porque o que ele quer é se expor. E a plateia é fundamental e pode ter três atuações: se omite porque não sabe o que fazer, porque tem medo do agressor ou porque apoia a violência”, detalhou.

Para a especialista, é importante frisar que o bullying só ocorre entre pessoas de um mesmo grupo, como, por exemplo, entre alunos. “Quem pratica, na grande maioria dos casos, já foi vítima. Punir o outro é uma espécie de vingança. No episódio de Suzano, que foi um caso extremo, houve também a autopunição, que foi os atiradores se matarem, e ali havia também forte contexto de saúde mental”, afirmou. 

Em Santo André, a Prefeitura informou que desde 2017 mantém o PES (Programa Escola Segura), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, conjunto de ações como o patrulhamento das escolas, entre outras ações. 

São Bernardo intensificou ações de segurança após o episódio, como reuniões de orientação junto às equipes gestoras, produção de documento para entrada e saída dos alunos, ampliação dos recursos financeiros destinados às APMs (Associações de Pais e Mestres). 

Também à época do incidente, São Caetano implantou o programa Saúde Mental na Escola, que consistiu em encontros entre os alunos e equipe da Unidade de Saúde da Criança e Adolescente da cidade.

Diadema dispõe de seguranças em todas as escolas. Mauá tem rondas da GCM (Guarda Civil Municipal) nos horários de entrada e saída da escola e desde janeiro, sistema de videomonitoramento acompanha a rotina nas entradas das unidades escolares, 24 horas por dia. Em Ribeirão Pires, dirigentes e funcionários da rede municipal de ensino são orientados a reforçarem o controle de acesso, com intuito de aumentar a segurança e impedir a entrada de estranhos nas unidades escolares. Rio Grande da Serra não respondeu.

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